Tal como Paulo Gorjão, também estou à espera de ver os protocolos assinados entre as autarquias e o ministério da saúde. Tal como Paulo Gorjão, também aguardo que se esclareçam estas versões desencontradas.Mas começo já por não perceber porque é que, para além da notícia do JN, que afirma que teve acesso aos protocolos assinados ontem, revelando que o único caso em que não foi seguida a orientação do documento da comissão técnica foi o de Macedo de Cavaleiros, por causa das péssimas acessibilidades, nenhum outro jornal noticiou quais as diferenças entre os protocolos assinados e os planos governamentais, tendo-se limitado a averbar uma derrota estrondosa e um acentuado recuo no fecho das urgências.
Se assim foi, não houve recuo, houve apenas o cumprimento dos compromissos que o ministro assumiu, no que diz respeito ao faseamento e à decisão política da alteração da rede de urgências, decididas caso a caso.
Portanto, e repetindo, que me tenha dado conta, o artigo do JN foi o único que comparou os acordos escritos de ontem com o plano do governo. Porquê? Porque não o fizeram outros jornalistas, outros jornais? Será que não tem interesse? Ou será que só aqueles que têm acesso à Internet e ao Portal da Saúde, onde eventualmente serão disponibilizados os acordos, têm direito a essa informação?
Quem fornece notícias aos jornais tenta, evidentemente, enviar apenas a parte do todo que lhe interessa. Não compete aos jornalistas cruzarem informações, procurarem outras fontes, analisarem documentos, não se deixarem instrumentalizar?
Ou são os próprios órgãos de informação que, deliberadamente, escolhem determinado tipo de informação? Não será isso manipulação de informação?
Como escrevi num post anterior: Se estas notícias são verdadeiras, exactamente assim como são contadas (...). Tal é a minha confiança na dita imprensa de referência. Se calhar não estava enganada.
(pintura de Ciurlionis: a verdade)
Obrigado SLS pela visita.
ResponderEliminarDe facto também estou “perplexo” (ou talvez não) com a falta de seriedade das notícias fundamentadas em fontes a que só alguns têm acesso ou em documentos a que só a alguns são enviados.
Já não falo na deturpação evidenciada através dum simples título (tinea capitis e neoplasias) como tão bem o já documentou.
Alicerçados nestas informações manipulam-se as opiniões e alarmam-se os seus receptores… Sempre assim foi…
Mas a “culpa” não é sempre e só dos jornalistas.
Uma coisa é certa. Um Presidente da Câmara, no dia anterior à assinatura do protocolo, revelou aos seus munícipes e autarcas que teria já acordado a sua assinatura (o que veio a suceder no dia seguinte).
Mas pormenores desse mesmo protocolo não revelou a quem tinha o direito, já não digo de o analisar e fazer aprovar, mas de pelo menos os conhecer.
O que este Presidente disse , é desmentido pelas "fontes seguras" do JN de hoje…
Quem fala verdade?
Esperemos sim pelo Portal da Saúde…quem sabe se amanhã já lá estarão os “protocolos” para serem consultados e através deles ficarmos a saber quem fala verdade, quem mente, se houve recuo ou confirmação da política que CC vem defendendo.