06 maio 2006

Tratem-no

Estranhei a nomeação de Freitas do Amaral para Ministro dos Negócios Estrangeiros pensando, como muitos outros, que podia fazer sombra a José Sócrates. Nunca acreditei que fosse um trampolim para se candidatar à Presidência da República.

Embora ideologicamente me encontre num campo bastante diferente do de Freitas do Amaral, sempre lhe admirei a coragem e o desassombro, achando-o ponderado e sensato, dono de uma cultura e de um savoir faire de causar inveja.

É com espanto crescente que tenho ouvido as suas intervenções, nomeadamente no caso das caricaturas, que tenho lido as suas ausências em reuniões importantes e as suas justificações descabidas. Para além das declarações e acções, preocupo-me genuinamente com o tom da sua voz e com a abertura inusitada dos seus olhos, que lhe dão um ar de perplexidade e de amedrontamento.

Será que Freitas do Amaral está fisicamente bem? Não terá alguma desorganização humoral ou hormonal? Em vez de tentarmos vislumbrar motivações políticas obtusas e obscuras não deveríamos propor um exame médico detalhado?

Estou sinceramente preocupada!

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