06 março 2006

Perguntem ao Martim!


Graças a seja lá quem for, pela tecnologia, pelos computadores e pela Internet. A imobilidade forçada fica um pouco mais leve, pela possibilidade de “passearmos” pelo mundo.

Martim Avillez Figueiredo consegue sempre (ou muito frequentemente) surpreender-me. Os seus raciocínios e analogias são brilhantes, luminosos!

Hoje brinda-nos com um artigo de opinião, no “Diário Económico” online, absolutamente fantástico e que, caso o Ministro das Finanças esteja atento, é a resolução de todos os nossos problemas orçamentais.

Então é assim (se bem entendi): Nos EUA (aquele paraíso económico-político-sócio-cultural) o governo quer VENDER bocados de FLORESTA (árvores, passarinhos, insectos e outros animais, terra, ar puro, etc), transformando esses bocados em áreas de construção, para financiar o seu orçamento. O que Martim Avillez Figueiredo aplaude (o título do seu artigo é “decidir bem”) e compara com a decisão do nosso modesto Ministro da Saúde, Correia de Campos, de vender os terrenos, em Lisboa, onde estão construídos hospitais velhos e degradados, como o IPO, Desterro, Capuchos e S. José, para construção e, com esse dinheiro, construir hospitais novos noutros sítios, porventura mais adequados, e cujo solo seja menos rentável.

É exactamente o mesmo, não é? Não sei se os terrenos no centro de Lisboa servem para outra coisa que não construção imobiliária (talvez com um raquítico jardim) mas, obviamente, para que servem as florestas se não para serem vendidas e substituídas por prédios, estradas, parques, McDonald’s, cinemas, casinos, etc?

Sugiro ao Primeiro-Ministro que atente bem neste exemplo. Temos por cá lagos, rios, algumas montanhas e ainda uns grupos de árvores que podem valer algum dinheiro! E então adeus défice!

(pintura de Dima Nencheva: ice forest)

1 comentário:

  1. A.Teixeira13:22

    O problema do Martim não é o Martim. O perigo no Martim é levarem-no a sério...
    É que o Martim passa na televisão sem bolinha no canto superior direito - não a vermelha para pornografia e violência, mas a azul clarinho para disparates imaturos...

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