07 novembro 2005

Igualdade (II)

A Europa precisa de emigrantes. Estamos de acordo em que a integração dos estrangeiros passa pelo respeito dos seus costumes, da sua religião, enfim, pela liberdade de se exprimirem. Devem ser tratados com dignidade e poderem procurar uma vida melhor fora das fronteiras do seu país natal.

Parece-me que a tentativa de restringir a entrada de emigrantes e de dificultar a sua legalização apenas tem conseguido a proliferação de mafias e de miséria. Em vez de burocracias hipócritas deveria ser exigida e facilitada a aprendizagem da língua do país de acolhimento e o respeito pelas leis vigentes, tal como a qualquer outro cidadão.

Mas o que se está a passar em Paris não pode ser desculpado, em nome de valores morais e humanitários. Dos valores maiores que as sociedades democráticas devem preservar, a segurança e a paz são essenciais. Por muito que se entendam as razões de revolta, descrença e desesperança de quem tem praticado tamanha violência, tal não pode ser admissível. A democracia não pode ficar refém ao defender os seus próprios valores.

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