a todos está bem
Cravo verde ao peito
a todos está bem
Mas a certo menino, olaré
melhor que a ninguém.
Mas a certo menino, olaré
melhor que a ninguém
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
a todos está bem
Cravo verde ao peito
a todos está bem
Mas a certo menino, olaré
melhor que a ninguém.
Mas a certo menino, olaré
melhor que a ninguém
Acordei hoje com a notícia
de mais
um atentado a Trump de que ele, miraculosamente, mais uma vez,
escapou.
Não é à toa que sou devoradora de
policiais. E, confesso, que tantos atentados a Trump, tanta
falha nos serviços de segurança que têm por missão defender o
Presidente dos EUA, tantas coincidências relativamente ao timing dos atentados
– a embrulhada da guerra do Irão, as trapalhadas relativas à construção do
salão de baile na Casa Branca, o caso Epstein, a presença de Trump num jantar a
que nunca, antes, tinha ido, estão a cutucar o meu natural e científico
cepticismo.
Ou seja, esboça-se na minha
tortuosa e malvada mente, uma teoria da conspiração...
Aguardemos o desenrolar da
trama.
Importante declaração:
Acho o Trump uma desgraça para o mundo mas condeno qualquer tipo de violência,
seja ela política ou qualquer outra.
Cuento
maquinalmente
las horas.
Es lo mismo
las siete que
las doce
Yo - no estoy
aquí.
Es la señal de
carne
que yo dejé, al
irme
para saber mi
sitio
al regresar...
Poema de FedericoGarcía Lorca, manuscrito encontrado no verso da folha onde escreveu Gacela dela raíz amarga]
Então vou vestir de encarnado
Calçada regada de abril
Em marcha de passo embalado
O cravo como arma civil
É livre o corpo que canta
Vermelha a alma que ama
Na dor em que o medo agiganta
Acende-se o grito e a chama
Há dias que se abrem assim
Em brilho de puro cristal
Há vozes que são um jardim
E flores que são como um punhal
A ascensão de Trump ao poder levou a sociedade a aceitar como normal as maiores idiotices, violências, más educações e loucuras dos líderes de extrema direita.
O desbragar da linguagem, a transformação de todos os palcos
mediáticos em espaços mal cheirosos, sujos e apenas frequentados
por gente ignorante e mal educada, parece agora a norma.
Não se debate, insulta-se, grita-se e interrompe-se para não se deixar falar mais ninguém. A desvergonha, a triste figura que fazem e o exemplo
dado só pode conduzir a uma sociedade intolerante, obscena, retrógrada, que
elogia e se compraz com a ignorância.
Está o mundo de cabeça para baixo.
O que eu não entendo é a conivência dos órgãos de
comunicação com este género de políticos, comentadores, especialistas de coisa
nenhuma.
Não compreendo como é que, por exemplo, após a má educação de Rodrigo Taxa, deputado do Chega, não foi de imediato suspenso o programa. E ainda, para cúmulo, continua a ser convidado pela RTP!
Lembro-me de um (pseudo)debate com a Inês de Medeiros
onde, quando esta fala de Flaubert e de uma frase a ele atribuída – Madame Bovary c’est moi - ficou abespinhado e acusou Inês de Medeiros de tiques de
intelectual de esquerda, exclamando – vem com a madame de Bauvoir, ou que é.
Enfim, para Rodrigo Taxa, Gustave Flaubert, Madame Bovary e
Simone de Bauvoir são figuras totalmente desconhecidas. A satisfação alarve da
ignorância.
A cidadania é da responsabilidade de todos. Se os órgãos de comunicação social, nomeadamente a RTP, pactuam com estes desmandos, é porque se demitiram do seu papel.
As longas viagens para o trabalho ensinaram-me a ouvir podcasts.
Há muitos, de temas e qualidades diversas. Tenho procurado os do Expresso, os do Público e outros de que vou ouvindo falar.
Um dos que mais gosto é o podcast 45º, de José Maria Pimentel. Os convidados são muito interessantes, das mais diversas áreas do conhecimento, e as entrevistas têm tempo para se desenvolver, sem atropelos nem interrupções constantes. O entrevistador - José Maria Pimentel - está sempre bem documentado, de forma a conduzir uma conversa fluida e inspiradora.
O último episódio que ouvi é de outubro do ano passado, com Cátia Batista, professora catedrática de Economia na Nova SBE e diretora científica do centro de investigação NOVAFRICA, sobre imigração e emigração. Fiquei a saber que os países de origem e de acolhimento têm ganhos muito positivos com este fenómeno, ao contrário do que podemos pensar. Desmonta mitos e desinformações de uma forma serena e com dados e estudos científicos.
Ouvi ainda um podcast com Ana Domingos, neurocientista e professora na Universidade de Oxford, sobre biologia, fisiologia e fisiopatologia da obesidade, interessantíssimo, com Maria João Afonso, professora aposentada de Psicologia na Universidade de Lisboa, sobre inteligência, e muitos outros.
A informação científica de qualidade existe e é tão fácil de encontrar. Não é preciso ouvirmos inanidades nem programas de e para indigentes.
Turning the World Upside Down
Começar a vida pela pintura
Terceira segunda demão
Primeira o branco do luto
As janelas são dispensáveis
Pois o sol procurou outras almas
Ao olhar o abismo
Algo de redentor aparece
Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...