24 março 2020

Da política em tempo de COVID-19

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Mensagem do Presidente da República ao País sobre a declaração do estado de emergência


Marcelo Rebelo de Sousa quis retomar a iniciativa política após a sua auto infligida quarentena um bocado extemporânea, que muitos louvaram e outros criticaram por não se justificar nas circunstâncias em que ocorreu.


Nesse sentido, e sempre com o Expresso como porta-voz oficioso, lançou-se imediatamente a imensa e irreversível emergência de decretar o estado da dita, dando ressonância à resistência do Primeiro-ministro.


Após o Conselho de Estado, e depois da amplificação da vontade do Presidente da República em decretar o Estado de Emergência, a decisão tornou-se irreversível até pelo alarme social a que se assistia. A atitude de António Costa só podia ser a de apoiar o Presidente, tal como aconteceu com o Parlamento, numa demonstração de grande responsabilidade institucional e de coesão entre os vários órgãos de soberania e poder.


Marcelo assumiu a responsabilidade e assumiu o protagonismo, essencial em tempo da crise já instalada e da que há-de vir, até porque as eleições presidenciais aí estão.


A convocatória a Mário Centeno para ir a Belém, com o Expresso a propagandear que Marcelo queria garantir que Centeno não abandonava o barco, imediatamente seguida pela insinuação de que teria sido a reunião com o Presidente a convencer Centeno a ficar e a assumir a sua responsabilidade, são exemplos gritantes de notícias plantadas. No mínimo essa insinuação é ofensiva. Nunca Mário Centeno assumiu que ia abandonar o governo e seria um suicídio político se o fizesse numa altura destas.


A confiança nos nossos governantes é essencial para que possamos atravessar esta grave situação. É indispensável que o escrutínio continue, através dos órgãos próprios e do jornalismo, ele próprio um órgão de controlo dos poderes quando não se transforma numa correia de transmissão de um qualquer projecto político, com é o caso.


Não quero ser mal interpretada. Como já aqui referi considero que no meio de tanta desgraça temos a felicidade de contar com um Presidente, um Governo e um Parlamento, com especial destaque para Rui Rio que tem tido uma postura de grande responsabilidade. Por isso me custam estas manobras, que me parecem dispensáveis.


Ou se calhar não. Pelo menos há um arremedo de que a vida continua.


E tem mesmo de continuar.

23 março 2020

SARS-CoV-2 - distribuição etária – prevenir e proteger

Neste momento, a grande diferença entre as infecções confirmadas em Portugal e Espanha é a distribuição etária. E também por isso, e se calhar exactamente por isso, a diferença entre as respectivas mortalidades - 1,1% e 6,1%.


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El País


 


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DGS


É absolutamente crucial tentar impedir que a infecção se generalize a lares de idosos. É essencial que os mais velhos tenham a noção exacta do risco acrescido.


Prevenir e proteger é o mais importante.

22 março 2020

Rimas de quebrar vírus

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Lava a cara lava a boca


usa a água e o sabão


lava a mão e lava a outra


com desvelo e atenção.


 


Entra em casa sem receio


limpa bem o puxador


abre a porta e depressa


tira a roupa do exterior.


 


Não te encostes a ninguém


os abraços vão esperar


cobre a boca e o nariz


se tiveres que espirrar.


 


Não te assustes não te alarmes


exercita o coração


estica encolhe encolhe e estica


até à próxima sessão.


 

Estilo quarentena 2020

Sem sair de casa durante 3 meses


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Moda Primavera/Verão 2020

Depois de vários meses sem cabeleireiro nem barbeiro


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COVID-19 em Portugal - hoje

A evolução da infecção por SARS-CoV-2 em Portugal tem seguido uma curva ascendente, como se previa e acontece em todos os outros países do mundo. No entanto, para já, tem corrido melhor do que algumas previsões.


Embora seja muito cedo para perceber se a tendência se mantém, é importante registar este facto.


Não podemos entrar em pânico e devemos continuar a nossa vida, o melhor que podemos, sem alarmismos mas com muito cuidado e muito senso, ouvindo e seguindo as indicações da DGS e do governo.


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Em termos de evolução do número de casos confirmados, ela tem uma curva exponencial, com uma percentagem de aumento de novos casos de 25%, já há 2 dias.


 


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A taxa de letalidade é (hoje) de 0,88%.


 


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Se observarmos as curvas de previsão da evolução do número de casos de Buescu - mais optimista (aumento de 30% de casos/dia); mais pessimista (aumento de 39% de casos/dia) - e de Aguiar-Conraria (usando os cálculos da última função exponencial que calculou), percebemos que a real está abaixo de qualquer das outras.


 


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Se analisarmos os desvios percentuais é mais visível essa diferença.


 


Boas notícias que devem ser olhadas com reserva: é cedo, mas é encorajador.


Pode ser que a Primavera nos traga melhores notícias e, principalmente, uma enorme resiliência. Nese momento é disso que precisamos. E de bom humor e de solidariedade. E de serenidade. 

18 março 2020

A emergência de continuarmos

Para enfrentar esta pandemia temos que estar municiados de várias coisas - prudência, calma, consciência, responsabilidade e, acima de tudo, não ceder ao medo nem ao alarmismo.


É preciso continuar a viver e a trabalhar, com as precauções e as limitações inerentes e, diariamente, actualizadas pelas entidades oficiais. Mas se caímos na irracionalidade, pedindo medidas drásticas cujos efeitos no controlo da infecção são bastante discutíveis, ao contrário das certezas quanto à devastação económica e social que se lhes seguirão, podemos estar a condenar os cidadãos, em Portugal e no mundo, a anos de empobrecimento com consequências difíceis de gerir.


A declaração do estado de emergência é uma medida grave e sem precedentes que, a ser tomada, poderá ter que ser renovada de 15 em 15 dias, numa escalada de paralisação do país e das vidas de todos que nem sequer imaginamos. Por isso espero que os nossos governantes, a começar pelo Presidente da República, não cedam ao instinto do medo, à tentação de agradar aos múltiplos comentadores especialistas em epidemiologia e virologia que pululam por todo o lado, anunciando certezas e insultando quem tem dúvidas quanto à pertinência desta medida.


Todos somos poucos para esclarecermos e acalmarmos a natural ansiedade que nos assalta. Cabeça fria e coragem para ser lógico, racional e anti-populista, é o que se nos pede, sem excepção.

Mudanças

  Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...