24 dezembro 2017

Dos desejos de Festas Felizes

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Quase a iniciar as hostilidades natalícias, pois de uma guerra se trata entre nós e o bacalhau, as couves e o grão, a massa de aletria e respectivos ovos, as ditas rabanadas com o seu caldo, enfim, e tudo o resto que entretanto irá acompanhar - gente, conversa, confusão, barulho, bem-estar e harmonia - carrego as baterias calmamente aconchegada numa manta.


 


Já os laços estão atados e o silêncio conforta. Foi um ano difícil, em carrossel permanente, com o país político cheio de casos e golpes baixos, de que o último é a perseguição a Vieira da Silva, de má gestão mediática e erros por parte da Geringonça, total ausência de oposição a sério, omnipresença do Presidente da República que há-de tropeçar na própria hiperactividade e hiperverborreia. Os cidadãos encolhem os ombros e suspiram de medo, de tristeza, de impotência, e gritam de alegria, de alívio, de orgulho e de esperança.


 


O próximo ano desenha-se trabalhoso mas promissor. Acredite-se ou não na Divina Providência, o carinho e o mimo que damos e recebemos faz de nós gente mais completa, inteira e solidária. Que todos possamos assim crescer.

23 dezembro 2017

Dos atrasadíssimos inícios das festividades natalícias

Mesmo quase em cima dos acontecimentos afadigo-me nos preparativos da época natalícia. Este ano, ainda por cima, tenho o compromisso de preparar iguarias saudáveis e hipocalóricas que, como bem sabemos, são a negação da volúpia e do prazer da degustação gastronómica, e o contrário do espírito peganhento e decadente do Natal.


 


Mas nada me faz desistir. Sendo assim, aproveitando uma cabazada de abacates que amavelmente me ofereceram, com o recado de que era isso que poderia comer por estes dias, com o compromisso de abater as calorias em fartos e penosos treinos pós pantagruélicas refeições (sem açúcar, sem farinha, sem frituras, etc., coisas a que será deveras difícil obedecer), rumei a destinos desconhecidos no que diz respeito à confecção de compotas.


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Inventei uma. Pela cara de um dos habitantes cá de casa não terá sido um êxito retumbante, mas come-se.


 


Cortam-se as passas aos bocadinhos para dentro de um tacho; a seguir junta-se a raspa de 2 limas; depois cortam-se os abacates ao meio (cerca de 8), retiram-se os caroços e, com uma colher, a polpa que se desfaz à garfada, regando com o sumo das 2 limas, aos poucos; faz-se o mesmo com 3 bananas e põe-se tudo ao lume. Misturam-se umas colheradas de mel (no meu caso 3), a gosto, e deixa-se cozinhar, pelo menos uns 45 minutos, mexendo sempre. No fim reduz-se a puré com a varinha mágica.


 


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Ideal para comer com iogurte (daqueles sem açúcar, sem gordura, sem sabor, enfim), flocos de aveia integrais e sementes de sésamo.


 


O licor de folha de figueira é a parte herdada da vida de deboche gastronómico, feito com a verdadeira aguardente, as folhas de figueira e açúcar. Maravilhoso.


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Amanhã será a vez do ritual do bacalhau, da aletria, das rabanadas, do Natal com gente, conversa e tradição. Tudo é já tradicional, desde o pequeno almoço saboreado na cama, a bonança antes da tempestade, à azáfama de uma tarde passada na cozinha e à noite entre a família e os amigos.


 


Que todos possam passar um excelente Natal.

Prosas Bíblicas - Porto e Setúbal

Muitas emoções e muito trabalho. Assim me justifico pelo tempo arredada do blogue.


 


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As apresentações do livro no Porto e em Setúbal foram momentos que guardarei com orgulho e carinho. Orgulho por aqueles que me acompanharam, nomeadamente o Prof. Sobrinho Simões, o Manuel de Oliveira, a Maria Celeste Pereira, o Fernando Pinto do Amaral e o José Teófilo Duarte. Carinho pela simpatia com que nos acolheram, na Casa Allen e no Café da Casa (da Avenida), e por todos os que quiseram estar presentes. Muito obrigada a todos.


 


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Casa Allen, Porto, 14 de Dezembro de 2017


 


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 Casa Allen, Porto, 14 de Dezembro de 2017


 


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Café da Casa, Setúbal, 16 de Dezembro de 2017


 


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 Café da Casa, Setúbal, 16 de Dezembro de 2017


 

12 dezembro 2017

Prosas Bíblicas - Porto e Setúbal

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Apresentação na 5ª feira, 14 de Dezembro/2017 – 19:00h


Casa Allen - Rua António Cardoso, n.º 175, 4150-081 Porto


com


Manuel Sobrinho Simões


Manuel de Oliveira


Maria Celeste Pereira


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Apresentação no Sábado, 16 de Dezembro/2017 – 17:00h


Caféda Casa / Casa da Avenida Galeria


Avenida Luísa Todi, 286-296 Setúbal


com


Fernando Pinto do Amaral


Paulo Curto


José Teófilo Duarte


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06 dezembro 2017

Um louco na Casa Branca

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Reuters / Jonathan Ernst


 


É difícil imaginar que alguém possa ser eleito para um cargo com o poder e a importância da Presidência dos Estados Unidos da América sem um mínimo de bom-senso, de conhecimento histórico e de razoabilidade, sem se rodear de gente competente e cautelosa, gente que pense e se importe com um pouco mais do mundo do que aquele que corresponde ao espaço vital que ocupa.


 


Mas aconteceu, e continuará a acontecer. Donald Trump vai ultrapassando todos o limites que julgávamos intransponíveis. O reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel é uma decisão com consequências imprevisíveis.


 


Há um louco perigoso à solta na Casa Branca.

Mudanças

  Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...