Cavaco pagou metade do IMI que devia ter pago durante 15 anos
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
Compreendo e comungo das críticas em relação ao facto de não ser lícito considerar criminosos fiscais todos os que tenham contas no banco com mais de €50.000.
Mas espanta-me que não tenha assistido a uma comoção tão grande de cada vez que se anunciam medidas de cruzamento de dados de todos os tipos e feitios para quem se habilita a receber qualquer apoio social, para ver se não está a ludibriar o Estado e todos os bons cidadãos pagadores de impostos.
Nesse caso vale (ou valia) tudo, até somar as remunerações da família inteira para ver se os magros rendimentos justificam o retirar de algum subsídio.
Depois de um ano a prever tragédias que ainda não ocorreram, as aves agoirentas tentam explorar todas as abundantes afirmações, declarações e opiniões do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa que poderão indicar desaguisados com o governo.
Eis senão quando Marcelo veta um diploma. Aí está - a guerra estala, António Costa resvalará pela indignação dos portugueses que comungam de tudo o que o Presidente diz, pensa, sonha.
O drama, a tragédia, o horror... Toca a encher o espaço público de fotos e de indícios da tão almejada instabilidade política. O ridículo não mata, mas faz mossa.
(...) Nem a ONU é uma democracia, nem os seus procedimentos são totalmente previsíveis. Estamos no terreno da diplomacia. Mas, desta vez, houve uma promessa de transparência e as provas públicas, debates e avaliações pretendiam melhorar a desgastada imagem das Nações Unidas. O escrutínio, neste tempo de informação global, é outro. E a golpada alemã, que só será bem sucedida se contar com o apoio de americanos e russos, terá efeitos um pouco mais nefastos. (...)
Brent Sommerhauser
Procurei por baixo das tábuas
dentro das cavernas atrás da manta
arrastei as pedras em braços de polvo
apartei os cabelos das neblinas
escavei arduamente para lá das sementeiras.
Virei-me para a pele afastei nervos e pó
sequei veias abri vísceras com retorcidos esgares
embrulhei-me de nojo desembaracei nós de fibras
sempre buscando por dentro o que não acho por fora
o que se perdeu sem saber como nem onde
exactamente aquilo que não sei se tenho ou se já tive
mas que vislumbro ouço cheiro
por dentro e por fora do que quero ser.
No caso dos mecenas penduramos a alma
piruetas descentradas nos insólitos
medos desequilibrados.
Somos sopranos minguantes em tapetes e grinaldas
no saque dos sorrisos congelados de antemão.
É na porta ao lado que se ouve o sino
no alto da corda pendente da memória. Mas ao lado
há murmúrios e meninas
que se lamuriam ao piano. Doces dedos
que lambuzam a tristeza, sem tragédias nem verdadeiros
troncos de fome ou prazer.
É na porta fechada que se discutem os mundos avessos
da vida que sem saber vamos acrescentando de miséria.
Aquela angústia de um tempo desperdiçado e sublime
que se esgueira pelo olhar que colamos
ao lado da porta.
Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...