Nada que te possa dizer
anula a traição da ternura nas palavras
a música com que descoso
linhas sem tempo que se escapam
pelos versos com que adoço
a curva do amor que ofereço.
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
Nada que te possa dizer
anula a traição da ternura nas palavras
a música com que descoso
linhas sem tempo que se escapam
pelos versos com que adoço
a curva do amor que ofereço.
Santana & Rob Thomas
Man, it's a hot one
Like seven inches from the midday sun
Well, I hear you whisper and the words melt everyone
But you stay so cool
My muñequita,
My Spanish Harlem Mona Lisa
You're my reason for reason
The step in my groove, yeah.
And if you said, "This life ain't good enough."
I would give my world to lift you up
I could change my life to better suit your mood
Because you're so smooth
And it's just like the ocean under the moon
Well, that's the same as the emotion that I get from you
You got the kind of loving that can be so smooth, yeah.
Gimme your heart, make it real
Or else forget about it
Well, I'll tell you one thing
If you would leave it'd be a crying shame
In every breath and every word
I hear your name calling me out
Out from the barrio,
You hear my rhythm on your radio
You feel the turning of the world so soft and slow
Turning you 'round and 'round
Or else forget about it
Or else forget about it
Oh, let's don't forget about it
(Gimme your heart, make it real)
Let's don't forget about it (hey)
Let's don't forget about it (no oh no oh)
Let's don't forget about it (no no no oh)
Let's don't forget about it (hey no no oh)
Let's don't forget about it (hey hey hey)
O golpe de Estado na Turquia fracassou. Em marcha o contra-golpe - juízes e procuradores destituídos e detidos; há a hipótese de regresso da pena de morte.
Falhou um golpe mas o contra-golpe será vencedor - sangrento e com a justiça manietada e ao serviço do poder.
Há um ano escrevi um livro
que não queria ser escrito
que ninguém quer ler.
Este ano qual será o livro
que me vai escrever?
Sax soprano de fundo
persianas bem fechadas
o ar parado de insolação.
Apenas os dedos imolam
os pássaros da solidão.
A guerra acabou
Um filme interessante, mas muito datado. A preto e branco, de uma sobriedade assinalável, silencioso e soturno, retrata a vida de um comunista espanhol exilado em França, das suas reuniões e vidas clandestinas, da sua insatisfação e crescente certeza de que a luta é anacrónica, desligada da realidade e dos verdadeiros trabalhadores, dando-se conta de uma nova geração mais violenta e destemida.
Os actores são bons e a história está bem contada, deixando-nos melancólicos e um pouco nostálgicos.
Muriel ou O tempo de um regresso
(Muriel ou Le temps d'un retour - 1963)
Absolutamente intragável. Adormeci três vezes. Mas consegui vê-lo até ao fim.
Os diálogos são péssimos e totalmente inverosímeis, as situações forçadas, a música, que entra com total despropósito é horrível, as sequências são confusas e pouco compreensíveis, os actores são maus.
A história passa-se em Boulogne-sur-Mer, à volta de uma mulher viúva (Hélene), que vive num apartamento que é simultaneamente a sua loja de antiguidades, com o enteado (Bernard), traumatizado por actos de tortura a uma mulher (Muriel) durante a guerra da Argélia. Hélene recebe um antigo amante (Alphonse), que a visita com uma jovem actriz (Françoise) que faz passar por sobrinha. Hélene tem o vício do jogo e sofre ainda com as memórias da II Guerra Mundial, mais precisamente dos seus bombardeamentos em 1943 e 1944, altura em que conheceu e amou Alphonse.
Já vi outros filmes de Alains Resnais, bastante posteriores, dos quais gostei. Até tenho medo de rever algum!
Nestas horas de horror, em que todos nos interrogamos como é possível e que motivações poderão estar por detrás de semelhantes carnificinas, o que leva um homem a lançar um camião para cima de uma multidão de gente com a vontade e o objectivo de as matar, procuramos, mesmo sem querer, culpados. Aplaca-nos o sentido de justiça ter alguém a quem acusar, julgar e condenar.
Por isso me custam as várias notícias que poderão ser extemporâneas sobre a ineficácia e a incapacidade da polícia e/ ou de outras autoridades francesas no combate ao terrorismo. Não fazemos ideia do que se passou nem do número de vezes que terão sido prevenidos outros ataques, tão ou mais sangrentos que este.
Por outro lado também não me parece que se possa concluir já que este foi um ataque do DAESH ou da AL QAEDA ou de outro qualquer grupo terrorista. Até agora, que saibamos, ainda não foi reivindicado por nenhum dos grupos que o celebram e aplaudem. A acreditar nas notícias, o homem estaria acompanhado por armas falsas e por uma granada inutilizada. Parece-me muito bizarro, tudo isto.
Por isso penso que todos devemos ter cautelas redobradas perante conclusões que poderão ser apressadas e erradas. O horror e a solidariedade que sentimos assim como o desejo de esclarecimento não devem sobrepor-se à frieza e capacidade de análise, de forma a não sermos arrastados para mais ódios e mais medo.
Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...