A guerra acabou
Um filme interessante, mas muito datado. A preto e branco, de uma sobriedade assinalável, silencioso e soturno, retrata a vida de um comunista espanhol exilado em França, das suas reuniões e vidas clandestinas, da sua insatisfação e crescente certeza de que a luta é anacrónica, desligada da realidade e dos verdadeiros trabalhadores, dando-se conta de uma nova geração mais violenta e destemida.
Os actores são bons e a história está bem contada, deixando-nos melancólicos e um pouco nostálgicos.
Muriel ou O tempo de um regresso
(Muriel ou Le temps d'un retour - 1963)
Absolutamente intragável. Adormeci três vezes. Mas consegui vê-lo até ao fim.
Os diálogos são péssimos e totalmente inverosímeis, as situações forçadas, a música, que entra com total despropósito é horrível, as sequências são confusas e pouco compreensíveis, os actores são maus.
A história passa-se em Boulogne-sur-Mer, à volta de uma mulher viúva (Hélene), que vive num apartamento que é simultaneamente a sua loja de antiguidades, com o enteado (Bernard), traumatizado por actos de tortura a uma mulher (Muriel) durante a guerra da Argélia. Hélene recebe um antigo amante (Alphonse), que a visita com uma jovem actriz (Françoise) que faz passar por sobrinha. Hélene tem o vício do jogo e sofre ainda com as memórias da II Guerra Mundial, mais precisamente dos seus bombardeamentos em 1943 e 1944, altura em que conheceu e amou Alphonse.
Já vi outros filmes de Alains Resnais, bastante posteriores, dos quais gostei. Até tenho medo de rever algum!
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