14 julho 2016

Totalmente "out" quando queria estar "in"

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Henrique Gabriel


 


Isto de gozar as férias ao ritmo do que nos apetece, lento ou frenético, decidindo na hora o que se veraneia, não é tão fácil como parece.


 


Decididos a visitar o Museu Gulbenkian, que comemora os seus 60 anos de existência, levantamos a âncora de casa na terça-feira, muito bem-dispostos com a perspectiva de dar uma volta pelas livrarias que estão ao pé, principalmente a Pó dos Livros e a Livraria Europa-América, na Av. Marquês de Tomar.


 


Carro bem estacionado do parque da Av. De Berna, de mão dada até à entrada principal da Fundação, estranhamente esvaziada para um dia de Julho com inúmeros turistas deambulando pela Capital. Percebemos rapidamente porquê: a Gulbenkian fecha precisamente às terças-feiras.


 


Não faz mal, podemos ir lá depois. Avançamos para a Pó dos Livros, da qual ambos gostamos muito. Só que, após subir e descer a Av. Marquês de Tomar, olhando para a esquerda e para a direita, não vislumbramos a livraria. Será que faleceu? O que vale é que o smartphone tudo resolve, maravilha das tecnologias de informação. E não, não faleceu nem está em fase agónica. Descobrimos que se tinha deslocalizado para a Av. Duque de Ávila, há mais de 1 ano, e que continua um espaço muito agradável, com boa exposição e boa variedade de livros.


 


No entretanto, enquanto a procurávamos, entrámos na Livraria Europa-América que tem um Espaço Arte com uma exposição de pintura e escultura, de que destaco as obras de Henrique Gabriel e de Moisés Preto Paulo, muitíssimo interessantes.


 


Enfim, é hora de almoçar - que tal uma esplanada à beira rio? Se bem o pensámos, melhor o fizemos. A Piazza di Mare, ao pé do Museu da Electricidade, era uma escolha que combinava a esplanada, o rio e as saladas. Repetimos o estacionamento do carro, desta vez ao pé do Café In, e fomos a pé, gozando o sol e o azul do Tejo, até à Piazza di Mare. Só que, para além de umas obras, não demos com o dito restaurante. Será que nos enganámos e que era mais ao pé de Algés? Depois de algum tempo tornámos ao smartphone para nos darmos conta de que as ditas obras eram os antigos Piazza di Mare e BBC.


 


Ficámo-nos pelo Café In, concluindo que estávamos completamente out.


 


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Moisés Preto Paulo

13 julho 2016

Começando pelos clássicos

Férias, daquelas que nunca mais acabam, para gozar em pleno, todos os 3600 segundos de cada hora. Preguiça ao acordar, ao levantar, ao pequenalmoçar, preguiça e energia sem perdão, para começar gulosamente este intervalo que se não deverá repetir tão cedo.


 


De quantos filmes empilhados à espera da vez, da paciência e da disponibilidade de espírito, comecei pelos clássicos:


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O rapaz do cabelo verde


(The Boy with Green Hair - 1948)


Joseph Losey


 


Lembrava-me de o ter visto na televisão, já há muitos anos. A única lembrança que tinha era de um libelo anti discriminação, nomeadamente de uma cena em que a professora perguntava, na sala de aula, quantos meninos tinham o cabelo castanho, depois, preto, depois verde, depois vermelho (ruivo), em que o embaraço do ruivinho mostrava que a cor do cabelo não era razão para marginalizações.


 



Nature boy


Eden Ahbez



 Nat King Cole


 


O filme é muito mais que isso. Vê-se muito bem, mesmo depois destes anos todos. É muito ingénuo e cheio de boas intenções, filmado como se fosse uma história de fadas, numa mistura de musical e drama, mas que é uma espécie de grito de alerta para o sofrimento dos órfãos de guerra.


 


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Esta terra é minha


(This Land Is Mine - 1943)


Jean Renoir


 


Há filmes que são eternos. A preto e branco, em plena II Guerra Mundial, este é um filme sobre a humanidade, os homens com as suas contradições, as suas cobardias e os seus heroísmos, em que os bons e os maus não são só bons nem só maus. É o retrato de um País ocupado e da forma como a noção e a necessidade de sobrevivência enformam o relacionamento com o poder e com o opressor. É uma carta de amor a França e à liberdade, em que percebemos como é fácil sermos colaboracionistas ao tentarmos justificar os nossos medos e os nossos sentimentos de ciúme e de amor possessivo, os nossos oportunismos e cegueiras quanto à criação de um mundo novo e de um Homem novo. De uma actualidade intemporal. Jean Renoir fê-lo em Hollywood, onde viveu e trabalhou durante os anos de ocupação da França pelos alemães.


 


12 julho 2016

Put your lights on


 Santana & Everlast


 


Hey now, all you sinners
Put your lights on, put your lights on
Hey now, all you lovers
Put your lights on, put your lights on

Hey now, all you killers
Put your lights on, put your lights on
Hey now, all you children
Leave your lights on, you better leave your lights on

Cause there's a monster living under my bed
Whispering in my ear
There's an angel, with a hand on my head
She say I've got nothing to fear

There's a darkness living deep in my soul
I still got a purpose to serve
So let your light shine, deep into my home
God, don't let me lose my nerve
Don't let me lose my nerve

Hey now, hey now, hey now, hey now
Wo oh hey now, hey now, hey now, hey now

Hey now, all you sinners
Put your lights on, put your lights on
Hey now, all you children
Leave your lights on, you better leave your lights on

Because there's a monster living under my bed
Whispering in my ear
There's an angel, with a hand on my head
She say's I've got nothing to fear
She says: La illaha illa Allah
We all shine like stars
She says: La illaha illa Allah
We all shine like stars
Then we fade away

04 julho 2016

A noite do meu bem


 Dolores Duran


 



 Zizi Possi


 



 Nana Caymmi


 



 Milton Nascimento


 


Hoje eu quero a rosa mais linda que houver


quero a primeira estrela que vier


para enfeitar a noite do meu bem


 


Hoje eu quero paz de criança dormindo


quero o abandono de flores se abrindo


para enfeitar a noite do meu bem


 


Quero a alegria de um barco voltando


quero ternura de mãos se encontrando


para enfeitar a noite do meu bem


 


Hoje eu quero o amor, o amor mais profundo


eu quero toda beleza do mundo


para enfeitar a noite do meu bem


 


Mas como esse bem demorou a chegar


eu já nem sei se terei no olhar


toda ternura que eu quero lhe dar

Mudanças

  Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...