05 março 2016

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Lisboa


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Das escolhas americanas

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O susto


 


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 Do mal o menos

Da liberdade de expressão de pensamento

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Petição, ameaças, polícia: o Alentejo de Henrique Raposo no centro de uma polémica

Da descompressão nacional

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Governo recuperou "normalidade" em 100 dias


 


Já passaram 100 dias desde a posse de um governo que nunca considerei desejável nem possível. Depois das eleições legislativas, defendi que António Costa deveria ter assumido a derrota e ter-se demitido. Mas a realidade impõe-se e eu já constatei por diversas vezes a minha incapacidade para perceber as estratégias políticas e ser derrotada pelas circunstâncias.


 


Temos um governo que, contra todas as expectativas e contra todos os desejos da direita tomou posse, apoiado por uma coligação frágil e titubeante, como todos os dias nos lembram os partidos derrotados, os jornalistas e comentadores nacionais, os eurocratas e todos os que defendem a política europeia que tão desastrosos resultados tem conseguido.


 


Parece haver uma ligeira descompressão. Na verdade, respira-se um pouco mais de esperança. António Costa e os seus Ministros têm conseguido estar à altura das circunstâncias, reagindo com calma, bom senso e bom humor às mais diversas armadilhas que lhes vão sendo montadas. Desde os buracos na saúde, aos buracos nos bancos e às más decisões que nos vão custar milhões, António Costa e Mário Centeno dizem aquilo que é óbvio mas que é uma novidade após estes anos de chumbo - aqui estão para resolver os problemas que se apresentarem.


 


O governo tem contado com a ajuda da inacreditável falta de vergonha dos anteriores Ministros, com grande destaque para Passos Coelho que deve pensar que o País é completamente idiota. Todas as ocasiões são boas para, com um desplante estonteante, branquear o total falhanço da sua governação.


 


Esperemos pois, calmamente, que o BE, o PCP  e o Verdes não exagerem nas suas posições reivindicativas e na sua pressão mediática porque este tem sido um muito melhor governo que qualquer de nós poderia antecipar. E ainda bem.

Dos retratos Presidenciais

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Cavaco Silva acaba o seu segundo mandato presidencial sem honra nem glória. Por sua responsabilidade, porque não soube honrar o cargo nem a função, porque fez da Presidência da República uma Instituição azeda, vingativa e ao serviço de um sector da população.


 


Por isso mesmo todo o País será mais claro e solidário, num clima de normalidade democrática que se vai instalando desde a tomada de posse deste governo (mesmo com toda a pressão da direita e dos media ao seu serviço para o anúncio diário do apocalipse), quando for substituído.


 


Mas o coro de críticas a que temos assistido a propósito da seu retrato oficial parece-me deslocado, injusto e é o espelho da sobranceria e da intolerância que as supostas elites culturais sempre demonstraram em relação a tudo o que não faz parte do seu núcleo bem pensante. Independentemente da avaliação e do gosto de cada um suspeito que, se Cavaco Silva não fosse tão depreciado como é, não faltariam as vozes apreciativas quanto ao arrojo e acerto da escolha, para além das várias interpretações psicológicas e artísticas da obra.


 


Basta ver o que foi feito por Paula Rego de Sampaio que, para mim, deixa bastante a desejar. Mas eu não percebo nada de finanças e tenho uma pequena biblioteca.


 


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  Erwin de Vris Aguardo. A música varre o tempo amena a brisa que consola. Aguardo a voz de quem se esconde a terra aprisionada ...