13 fevereiro 2016

El puente

 


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Si me dicen que estás al otro lado


de un puente, por extraño que parezca


que estés al otro lado y que me esperes,


yo cruzaré ese puente.


Dime cuál es el puente que separa


tu vida de la mía,


en qué hora negra, en qué ciudad lluviosa,


en qué mundo sin luz está ese puente,


y yo lo cruzaré.


 


 


Amalia Bautista


Falsa Pimienta


Editorial Renacimiento


2013

09 fevereiro 2016

Sombras

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Zdzislaw Beksinski


 


Caindo na surdez da noite agigantam-se


as sombras que o vento pinta


e as árvores murmuram rezas de mochos.


Quantos medos reflexos e corpos encolhidos


se esquecem de si na luz coada da madrugada


desfeita de mudas incertezas


e voam aclarando o caminho


na voz que nos forra de carinho.

06 fevereiro 2016

A batalha do Orçamento

Sim, não é o orçamento original. Sim, pode ter surpresas desagradáveis. Sim, pode não ser cumprido. Sim, as previsões podem ser optimistas.


 


Sim, o governo legítimo português negociou com Bruxelas, longa e duramente.


 


Sim, o orçamento vai passar com o acordo dos partidos que sustentam o governo..


 


Sim, o Estado terá poder de veto na TAP.


 


Que refrescantes novidades.

Melhor que o Orçamento

será esta exposição. Não percam.


 


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 Palácio dos Aciprestes


Linda-a-Velha

29 janeiro 2016

Do acosso

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Não é com surpresa que assistimos ao coro mediático de um jornalismo acrítico sobre os cortes de rating a Portugal. É conhecida esta prática.


 


O que é mais extraordinário é a replicação sem qualquer análise dos títulos mais ou menos alarmistas, esquecendo-se de todas as considerações sobre o resultado do ajustamento português feitas por várias Instituições internacionais, já para não falar da observação do que se passou ao fim dos 4 anos da política que tanto agradou às agências de rating, e à falta de credibilidade das mesmas.


 


Mais extraordinária é a desfaçatez de uma maioria que não acertou em nenhuma das suas previsões estar tão espantada e céptica com as deste governo. Mas ninguém aprendeu nada. Ou a barragem propagandística da direita continua a hegemonizar os media portugueses.


 


O que se espera é que o governo de Portugal, País soberano e membro da Europa, negoceie com os seus parceiros sem se dobrar a todas as exigências de Bruxelas, independentemente da vontade expressa dos seus cidadãos. Tudo isto é normal e desejável, ao contrário do que os protagonistas da direita (políticos assumidos e não assumidos) que nos tentam convencer de que é radicalismo a vontade de cumprir a democracia.


 


Quanto aos mercados e às agências de rating, esperemos calmamente pelo fim das negociações.

Iberia live

manuel oliveira


IBERIA LIVE


 


Ontem assisti a um espectáculo de excepção. Fiquei surpreendida, não pelo brilhantismo de Manuel de Oliveira, que admiro desde há muito, mas pela inesperada variabilidade e diversidade do que ouvi, uma mistura de guitarra portuguesa, flamenco, jazz, fado e cante alentejano, num crescendo de virtuosismo, com excelentes solos de guitarra Manuel Oliveira), baixo (Carles Benavent), acordeão (João Frade), piano (Paulo Barros), flauta (Jorge Pardo) e bateria (Marito Marques).


 


Paulo de Carvalho foi portentoso e a cantora de flamenco, da qual não retive o nome, acompanhou-o bastante bem. O momento do cante foi extraordinário, apenas com o ligeiro senão de ter sido difícil entender as letras, o que foi uma pena.


 


Muitos e muitos parabéns ao Manuel de Oliveira e ao seu grupo, e espero que tenha aproveitado para gravar todo o espectáculo, pois bem merecemos um CD.


 


Não percam, no Porto e em Guimarães. É mesmo extraordinário.

  Erwin de Vris Aguardo. A música varre o tempo amena a brisa que consola. Aguardo a voz de quem se esconde a terra aprisionada ...