Caindo na surdez da noite agigantam-se
as sombras que o vento pinta
e as árvores murmuram rezas de mochos.
Quantos medos reflexos e corpos encolhidos
se esquecem de si na luz coada da madrugada
desfeita de mudas incertezas
e voam aclarando o caminho
na voz que nos forra de carinho.
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