Gostaria muito que o PS ganhasse com larga folga, por todas as razões e também pelo adicional e intenso gozo de ver todos estes comentadores, analistas e jornalistas que analizam e discutem, com ar sério e grave, as asneiras do PS e de António Costa e a sua derrota eleitoral, que consideram mais que certa e merecida.
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
02 outubro 2015
No domingo, nas mesas de voto
Amanhã mergulharemos em meditação.
Meditemos no imenso país desempregado, pobre, triste e entregue a si próprio, zangado consigo e com os outros, invejando os ricos e escondendo a penúria, regalando-se com o surdo boicote que faz aos políticos, aos patrões, aos comerciantes, ao Estado.
Meditemos nas nossas raivas e frustrações e naquilo que gostaríamos que fosse diferente. Meditemos nos nossos desejos e na nossa desresponsabilização, nos ombros caídos e na nossa reles desistência.
Meditemos no gesto simples e digno, a sós com a nossa consciência, força, desencanto e certezas que é votar.
Meditemos na nossa obrigação de contribuir para a solução. E com a satisfação de nos sentirmos úteis e de servirmos os nossos concidadãos.
Amanhã meditaremos na necessidade de votar e em quem vamos votar.
Amanhã meditaremos na decisão de domingo. Nas mesas de voto.
01 outubro 2015
Do voto útil
Olhemos com muita atenção o país e pensemos bem na nossa escolha – a única forma de termos um governo diferente do de hoje é votando no PS. Votar no BE ou no PCP apenas retira votos ao PS e reduz a hipótese de um governo forte e coeso à esquerda. Se o PS não tiver mais deputados que a soma dos deputados do PSD e do CDS, não será o PS a formar governo, pelo que não poderá sequer propor um governo de coligação à esquerda.
Não vale a pena estarmos a fazer contas de maiorias de esquerda ou de direita: se o PSD e o CDS concorrem coligados e se juntos tiverem mais deputados que o PS deverão ser eles a formar governo, visto que é isso que resulta da vontade popular, mesmo que o PS tenha mais deputados que o PSD. O contrário será desvirtuar o resultado eleitoral.
Portanto deixemo-nos de considerandos e sejamos práticos. O momento assim o exige. Para que não haja continuação desta política temos que votar no PS – não é no PAN, nem no PDR, nem no Livre, nem no BE, nem na CDU, nem no Agir, nem em qualquer outro partido ou movimento ou coligação – a única hipótese é mesmo o PS.
É preciso votar
Em todos os actos eleitorais renovo a esperança de uma forte e maciça presença de eleitores nas mesas de voto. Aqueles que nos representam são pessoas, como nós, a quem outorgamos um mandato de confiança para decidir e dispor do bem comum para o nosso próprio bem e uso. Não há escolhas perfeitas, tal como não há pessoas perfeitas. A nossa opção é o resultado da avaliação que fazemos de quem nos representou, assim como do que pensamos do que nos propõem.
Toda a campanha que tem sido feita, com as sondagens e tracking polls a ajudar, com o objectivo de apagar a avaliação dos últimos 4 anos, incutindo-nos o medo do que poderá acontecer caso o PS ganhe as eleições, com pouca ou muita margem, confinando a discussão às medidas do PS para os próximos 4 anos.
A verdade é que, mesmo que não tenhamos a certeza da bondade de todas as propostas do PS, mesmo que nos assustemos com o que os jornais, a rádio, a televisão, os comentadores e os jornalistas dizem do voltar ao passado e do aumento da despesa pública, a verdade é que tudo isso e muito mais aconteceu nestes últimos 4 anos, com a política que este governo escolheu e implementou, contra tudo e contra todos.
Quando se fala de instabilidade política não podemos esquecer-nos nunca de que foram estes mesmos protagonistas – Paulo Portas e Passos Coelho – que protagonizaram vários momentos de instabilidade, com a irrevogável demissão de Portas, mostrando-se agora mais unidos que gémeos siameses. Durante esta legislatura assistimos ao desmantelar dos serviços públicos, à acentuada redução do poder de compra, ao enorme aumento de impostos, à desertificação do país com a debandada das gerações mais jovens, ao aumento da desigualdade e da pobreza, do desemprego e da desesperança. Temos hoje as gerações acima dos 60 anos a suportarem filhos e netos com as magras pensões que emagreceram ainda mais, e as gerações nas idades mais criativas e produtivas no desemprego ou nos restantes países do mundo.
Tudo isto nós sabemos que aconteceu e sabemos quem foram e quem são os seus defensores. E não vale a pena tentarem enganar-nos com os milhões de euros que vão dar aos enfermeiros, os milhares de médicos que vão agora contratar, os fundos sem fundo que aparecem nestes últimos dias para engodo dos mais desprevenidos.
É essencial que toda a gente vá votar. Façamos do dia 4 de Outubro o nosso dia de protesto, de manifestação, de grito de revolta. Não votar não resolve nem ajuda a resolver nada. É com o nosso voto que temos a força de mudar.
29 setembro 2015
De partida
Arrumo os pensamentos ao lado dos instintos
em gavetas misturadas de sinais e avisos.
De roupa não preciso. Bastam as páginas
dos livros que nunca escrevi mas que mastigo
demoradamente absorvendo uma a uma as pétalas
das palavras desentendidas e escondidas
no silêncio que me falta e consome.
Estou pronta para a partida. Aguardo
o imenso e fundo desespero que não faltará
entre a esperança movediça que me engole.
27 setembro 2015
Em Outubro, nas mesas de voto (3)
Todos os dias são publicadas sondagens, tracking polls e previsões. Todos os dias se ouvem os comentadores explicar as razões pelas quais a campanha do PS é má e a do PAF é boa.
Mas é a 4 de Outubro que se vota. E todos os votos são necessários. Só depois de serem contados se poderá dizer quem ganhou e quem perdeu, quem irá formar governo e que alianças serão precisas.
É preciso ir votar, maciçamente. Nós é que decidimos.
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