17 maio 2014

The Bletchley Circle

 



 


E para continuar em modo de celebração, nada melhor que um excelente thriller, à boa moda inglesa - The Bletchley Circle. Quatro mulheres que trabalharam na descodificação dos códigos de comunicação alemães, durante a II Guerra Mundial, encontram-se 7 anos depois para descobrirem um serial killer.


 


Britânica, com o rigor, a maravilhosa interpretação e a sobriedade das séries inglesas, foram 3 episódios que souberam a muito pouco. Para além disso, fiquei a saber o que era o Bletchley Park e como trabalharam tantos homens e mulheres a quem o mundo ficou a dever a vitória da liberdade e da democracia.


 



 

A nós

 



Picasso


 


Alguém de quem eu gosto muito, e que nunca se esquece de algumas datas especiais, disse-me ontem que já tenho mais anos de casada do que de solteira.


 


Já são muitos os anos, de facto. E mesmo sem a pompa e a circunstância dos votos matrimoniais ritualizados perante um qualquer ser divino, vamos renovando o carinho e o amor mesmo sem querermos, diariamente, com as mãos que se encostam, com as cumplicidades dos dias claros e a sabedoria dos dias escuros, com a privacidade e a intimidade de quem se gosta e se vai conhecendo, num mundo de partilha e de fragmentos de felicidade.


 


Ontem lá fomos degustar o menu de 5 sabores da Tasca da Esquina, reboludos burgueses de meia idade, que ainda se não cansaram da mútua companhia. Bom vinho, farófias e mousse de chocolate, uma mesa pequena e elegante, numa sala pequena e recheada de turistas. Noite amena e de primavera, como são aquelas em que brindamos a nós.


 

Chuva

 



 


Tiago Taron


 


 


Olho para os anos que passei em constante aprendizagem, mudança e determinação, em todos os que comigo partilharam tanto bons como maus momentos, todos intensamente vividos, em gargalhadas, irritações, desesperos e emoções, abraços e gelo, cumplicidade e carinhos de quem está sempre disponível para servir.


 


Ciclos que se abrem e fecham fazem da minha vida um carrossel permanente. Às vezes nem sei o que me leva para os caminhos que percorro, mas tenho tido a sorte, a felicidade e o privilégio de amar e ser amada, que é mesmo o melhor de tudo. Obrigada pela confiança, entrega, exigência e persistente desafio, que preencheram cada momento e o tornaram especial e único, como só os tesouros o são.


 





Chuva


Mariza


Jorge Fernando


 

11 maio 2014

Indestrutíveis

 



Philippe Guillerm


Friendship


 


Lembro dias abertos de asas


olhando cumes de impossíveis.


Lembro dias em que fomos casas


conforto de mundos invisíveis.


 


Por isso nos dias de gelo e brasas


seremos abraços indestrutíveis.


 

Do descaramento

 



 


Há que se espantar sempre com o descaramento de certas personagens. Eduardo Catroga é uma delas. Vale a pena ouvir esta entrevista, em que se gaba de ter sido convidado por Passos Coelho para a pasta das Finanças, que recusou, e depois da maravilhosa negociação do memorando, que ele transformou em fantástico, critica a política do governo.


 


Como ele diz, o cavalo do poder é uma pileca que se apresta a ser cavalgado apenas por alguns, ciclicamente os mesmos.


 


Outros desavergonhados desdizem-se semanas, meses ou anos após os mais solenes compromissos - não aumentar impostos, pedirem desculpa aos portugueses, condenarem certas políticas e agora virem a abraçá-las sem se penalizarem. Enfim, tantos são os exemplos que arrepia.


 


E são estas as pessoas e as formações que as elegem e que se apresentam, sempre, como se nada de bizarro se passasse, como se de nada fossem responsáveis.


 


As sondagens mantém o resultado do PSD e CDS quase idêntico ao do PS. António José Seguro merece uma derrota tão estrondosa como Passos Coelho ou Paulo Portas. Entretanto outros partidos não existem para os media.


 



 

04 maio 2014

Dia da Mãe

 



 


 


Dia após dia entre as curvas da vida


embalo a mão no teu ombro


adoço a voz e a alma.


Quando me canso do mundo


repouso no espaço que me dás.


 


Partilhamos simples banalidades


gestos em que não nos dizemos


importantes solenes dispensáveis obrigatórios


nesta amálgama quotidiana que se passa


entre o branco dos cabelos nas rugas


deste tempo de nada em que tudo se encontra


e se desfaz.

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...