Há que se espantar sempre com o descaramento de certas personagens. Eduardo Catroga é uma delas. Vale a pena ouvir esta entrevista, em que se gaba de ter sido convidado por Passos Coelho para a pasta das Finanças, que recusou, e depois da maravilhosa negociação do memorando, que ele transformou em fantástico, critica a política do governo.
Como ele diz, o cavalo do poder é uma pileca que se apresta a ser cavalgado apenas por alguns, ciclicamente os mesmos.
Outros desavergonhados desdizem-se semanas, meses ou anos após os mais solenes compromissos - não aumentar impostos, pedirem desculpa aos portugueses, condenarem certas políticas e agora virem a abraçá-las sem se penalizarem. Enfim, tantos são os exemplos que arrepia.
E são estas as pessoas e as formações que as elegem e que se apresentam, sempre, como se nada de bizarro se passasse, como se de nada fossem responsáveis.
As sondagens mantém o resultado do PSD e CDS quase idêntico ao do PS. António José Seguro merece uma derrota tão estrondosa como Passos Coelho ou Paulo Portas. Entretanto outros partidos não existem para os media.
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