14 setembro 2013

Serviço público

 


Tem-me faltado força anímica para ir escrevendo o que me vai na alma. Até porque sinto que me repito, o que resulta de uma caduquice a avançar e de uma triste realidade que não muda.


 


Por isso, agradeço duplamente a quem se mantém irredutível na vontade de intervenção pública e informativa. Os artigos que Fernanda Câncio vem publicando, como Esperteza Saloia, com excertos do que esta maioria e este governo foram e vão dizendo e escrevendo, são absolutamente obrigatórios.


 


(...) Os impostos têm um efeito recessivo sobre a economia. A ideia que se foi gerando em Portugal de que o PSD vai aumentar o IVA não tem fundamento. (março 2011, Passos Coelho, pres PSD) (...)


Não estão em causa despedimentos na função pública. Aliás, nós temos muito respeito pelos funcionários públicos. O PSD é contra toda e qualquer tentação no sentido de eliminar ou atacar a ADSE ou os subsistemas de saúde na função pública. (maio 2011, Eduardo Catroga, nomeado pelo PSD para negociar com a troika e co-autor programa eleitoral PSD) (...)




Leiam tudo. A informação é a melhor arma do eleitor.



11 setembro 2013

11 de Setembro

 


Banalizam-se as palavras e os sentimentos.


Os gritos são palpáveis e o silêncio tão esmagador


como a memória. Não precisamos de flores


para lembrarmos o que resulta do fogo


da rigidez da desesperança.


Cabe-nos o fundo das vidas decepadas


e o fumo das decisões de nunca mais


que se repetem em tantos dias.


 

09 setembro 2013

Da ignorância das cucurbitáceas

 



 


 


A ideia era fazer um puré de couve-flor com brócolos, mas não tinha couve-flor. Depois pensei em substituir a couve-flor por abóbora, visto que tinha duas abóboras desde há alguns meses à espera da minha paciência para as tratar. Só que as abóboras, para meu enorme espanto, tinham a polpa branca (!) e ficaram reduzidas a 1.600g, pelo que usei a totalidade para o doce.


 


Portanto sobravam as courgettes, pelo que fiz puré de courgettes com brócolos. Tirei a casca às courgettes, cortei-as aos bocadinhos e salguei-as durante cerca de meia hora. Depois enchi uma panela com água, lavei e escorri as courgettes e cozi-as, juntamente com os brócolos. Depois de bem cozidos retirei a água toda e reduzi tudo a puré. Num tacho deitei um bocadinho de azeite e deixei fritar alho em pó, sal, pimenta moída, cebolinho, cominhos e manjericão. Misturei o puré e deixei um pouco ao lume, mexendo bem.


 


Após a surpresa da brancura das abóboras (e da negrura das pevides), reparei que a casca se separava esplendorosamente bem. Cheirei para ver se estavam estragadas, mas não. Retirei as sementes e os fios, cortei-as aos bocados, açúcar (1.200g), sumo de 3 limões, casca ralada como o maravilhoso microplane, 3 paus de canela e lume com tudo.


 


A seguir fui vasculhar na internet que tipo de abóbora tem a polpa branca. Cheguei à conclusão que era a tão famosa abóbora chila ou gila. E ainda, oh ignorância tamanha, em todas as receitas de doce de gila que li, em letras garrafais diziam que NUNCA se deveria usar a faca para descascar ou cortar a abóbora, aproveitando o chão para partir a dita e as mãos para descascar. Só que já era tarde e a faca tinha sido profusamente utilizada.


 


Devo dizer que já provei o doce, que não ficou em fios mas em pedaços, e que me parece bastante aceitável. Se calhar é mais um daqueles mitos urbanos, ou rurais, neste caso.


 


Assim tenho doce de abóbora que já fui distribuindo por gulosos simpáticos. O jantar compôs-se com bifanas de porco, acompanhadas pelo puré descrito mais acima, e com uma bela torta recheada com creme de chocolate. Nada mau.


 

08 setembro 2013

Das discussões de fundamentos

 


A propósito da limitação dos mandatos:


 


(...) Ao fim e ao cabo, será assim tão importante limitar administrativamente aquilo que parece não incomodar a sociedade? Sobretudo quando se torna tão fácil contornar a lei? (...)


 


Mas vale a pena ler o post todo.


 

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...