21 julho 2013

Eu é mais bolos

 


Daqui se concluem muitas coisas:



  1. Não percebo nada de nada de política.

  2. Onde eu vi uma oportunidade de se juntarem forças para forçar uma renegociação do memorando, outros viram golpadas do Presidente e fraqueza de António José Seguro.

  3. Depois de uma crise de implosão do governo, após uma decisão de Cavaco, que ressuscitou para uma decisão criativa e original, o Presidente acaba por dizer que, afinal, este governo serve muito bem, até ao fim da legislatura.

  4. O PS é que teve a culpa de não se ter chegado a um acordo, segundo todos os comentadores que opinam.

  5. António José Seguro não teve qualquer apoio nem confiança dentro do próprio partido – de todo o lado vieram recados e ameaças.

  6. O CDS, que queria outro ministro das finanças, que queria menos austeridade, que queria investimento e crescimento, dá o dito por não dito e está de alma e coração com o PSD.

  7. O melhor é dedicar-me à plantação de alfaces.

  8. Continuaremos em marcha depressiva e regressiva, com este maravilhoso, competente, coeso e extraordinário governo de salvação nacional.

  9. O Presidente ficou tão arrependido de se ter manifestado que voltou à contemplação da natureza, dedicando-se agora à ornitologia.


 

20 julho 2013

Let's call the whole thing off

 







George Gershwin & Ira Gershwin



cantam Ella Fitzgerald & Louis Armstrong



 


Things have come to a pretty pass
Our romance is growing flat,
For you like this and the other
While I go for this and that,

Goodness knows what the end will be
Oh I don't know where I'm at
It looks as if we two will never be one
Something must be done:

You say either and I say either,
You say neither and I say neither
Either, either neither, neither
Let's call the whole thing off.

You like potato and I like potahto
You like tomato and I like tomahto
Potato, potahto, tomato, tomahto.
Let's call the whole thing off

But oh, if we call the whole thing off then we must part
And oh, if we ever part, then that might break my heart

So if you like pyjamas and I like pyjahmas,
I'll wear pyjamas and give up pyajahmas
For we know we need each other so we
Better call the whole thing off
Let's call the whole thing off.

You say laughter and I say larfter
You say after and I say arfter
Laughter, larfter after arfter
Let's call the whole thing off,

You like vanilla and I like vanella
You saspiralla, and I saspirella
Vanilla vanella chocolate strawberry
Let's call the whole thing off

But oh if we call the whole thing of then we must part
And oh, if we ever part, then that might break my heart

So if you go for oysters and I go for ersters
I'll order oysters and cancel the ersters
For we know we need each other so we
Better call the calling off off,
Let's call the whole thing off.

You say either and I say either,
You say neither and I say neither
Either, either neither, neither
Let's call the whole thing off.

You like potato and I like potahto
You like tomato and I like tomahto
Potato, potahto, tomato, tomahto.
Let's call the whole thing off

But oh, if we call the whole thing off then we must part
And oh, if we ever part, then that might break my heart


 


So if you like pyjamas and I like pyjahmas,
I'll wear pyjamas and give up pyajahmas
For we know we need each other so we
Better call the whole thing off
Let's call the whole thing off.


 


Indispensável

 



Via Valupi

19 julho 2013

Da pausa antes do furacão ou Da continuidade dos pântanos

 


Muitas vezes tenho criticado António José Seguro. Pois desta vez cumprimento-o. Fez exactamente o que era exigível para com o país. Esteve à altura dos acontecimentos quando decidiu tentar o acordo e por se ter negado a assiná-lo.


 


As medidas vetadas pelos partidos da maioria são, por isso, um compromisso que assume perante os eleitores - serão algumas das medidas que defenderá quando e se chefiar o governo saído das próximas eleições.


 


Se fosse coerente e patriótico, o governo apresentava de imediato a sua demissão ao Presidente. Infelizmente não podemos contar com isso. Caberá a Cavaco Silva a decisão de dissolver a Assembleia da República já ou de aprovar o governo remodelado e proposto por Passos Coelho e Paulo Portas. Se o fizer, também Cavaco Silva perde o resto da credibilidade que lhe restava e que recuperou ligeiramente, no meu entender, como é óbvio, com a sua polémica decisão.


 


Continuamos a aguardar.

À espera

 


Ainda não se sabe nada do resultado das conversações entre PS, PSD e CDS, com o objectivo de se chegar a um acordo que mantenha este governo em gestão até Junho de 2014 e que fortaleça o país para renegociar o memorando da Troika.


 


No entanto já estamos a assistir a um crescendo de arrogância da parte de Passos Coelho que, tanto no debate da moção de censura dos Verdes como, posteriormente, no inusitado directo do seu discurso ao PSD, reafirma a vontade do governo de obrigar o Presidente a aceitar a remodelação governamental, insinuando que é esta maioria que tem legitimidade para cumprir a legislatura e manter a política de austeridade até agora seguida.


 


Tal como Pacheco Pereira disse ontem, na Quadratura do Círculo, o PSD tem conseguido ligar o ónus da crise política à eventual recusa do PS em assinar um acordo, quando foi o governo que desencadeou a crise política mais recente.


 


Defendi e defendo que António José Seguro tudo faça para que seja encontrada uma base de entendimento que permita estabilidade até às eleições antecipadas de Junho, reafirmando e levando os partidos do governo a inflectirem o rumo político e, perante a Comissão Europeia, o FMI e o BCE, cerrarem fileiras na renegociação do memorando. É muito importante que o PS não assine qualquer acordo, mas um acordo que permita o país sair deste atoleiro. Convém que deixe bem claro que a crise não é sua responsabilidade e que, pelo contrário, está a tentar resolver o imbróglio deixado pelo governo.


 


Não se percebe como é que António Costa não faz ideia do que está a ser negociado. Não se está a perceber nada, para além de uma reviravolta nas posições negociais. Caso o PS não consiga marcar bem as diferenças, não deverá nunca assinar o acordo. Há limites que não podem ser ultrapassados.

18 julho 2013

Um dia como os outros (132)




(...) É óbvio que pode haver compromissos e cedências entre diferentes partidos e na realidade isso acontece muito mais vezes do que parece ser a percepção pública. O PS faz bem em dialogar com os outros partidos. É, pelo menos, mais uma oportunidade para fazermos ver à maioria PSD-CDS que o caminho que escolheram para o país não está a funcionar e que é preciso alterá-lo. No entanto, ninguém poderá estranhar que o acordo não se faça. A direita não revelou até agora qualquer intenção de abandonar a sua estratégia austeritária e empobrecedora e o PS não pode abandonar o seu combate por uma mudança de política em Portugal só para que haja um acordo. Isso sim, é que seria péssimo para o interesse nacional.





Pedro Nuno Santos (via Aspirina B)

Tongobriga

 



 


Deambulando pelas margens do Douro, entre Baião, Cinfães, Resende, Marco de Canavezes e Peso da Régua, demos com a indicação da existência de Tongobriga, umas ruínas romanas de um local habitacional que, hoje em dia, é o lugar do Freixo.


 


O acesso à estação arqueológica, pois é disso que se trata, não está muito bem sinalizada, mas não impede de lá chegar. No início da estrada há um restaurante e placas com indicações. Seguindo-as chegamos a um largo com uma Igreja, onde se descobre o edifício – centro interpretativo – onde se encontra a recepção, uma sala de conferências, com alguns artefactos encontrados nas escavações e uma sala de exposições – havia uma de galos de Barcelos, temporária.


 


A visita custou 2,00 euros por pessoa. A acompanhar-nos uma rapariga que transportava um molho de chaves. Somos levados das áreas habitacionais, para o fórum e para as termas, sem que a rapariga saiba dizer nada sobre como foi descoberto o local, quais as datas presumíveis do seu início e do seu fim, o que significavam cada uma das áreas por onde passámos, uma ideia de como eram as habitações, o que significam as palavras caldarium, frigidarium, não fazia ideia do que é uma pedra formosa ou uma necrópole, não acertando sequer com o género da palavra (um necrópole).


 


Fiquei a saber, pelas poucas perguntas a que respondeu que, naquele lugar do Freixo, estava a funcionar uma Escola Profissional de Arqueologia, e que os alunos faziam trabalho de campo naquelas escavações. Fiquei também a saber que todo aquele complexo tinha sido financiado pelo IPPAR e por fundos europeus – QREN e PRODEP.


 


A total incapacidade da rapariga que nos atendeu em corresponder aos mínimos parâmetros que lhe deveriam ser exigidos é confrangedora. O Estado pode e deve prover à formação, à organização, à criação de oportunidades, à valorização do património histórico, à preservação das estruturas, das ruínas, dos edifícios, da cultura, mas não há nada que possa substituir o querer, o empenho, a ambição, a criatividade das pessoas. Os jovens têm que usar as suas qualificações para se desenvolverem e para desenvolverem oportunidades de emprego, de intervenção, de investimento em pólos que, neste caso, deveriam ser de atracção turística (nacional e internacional). Visitas guiadas, pequenos filmes de explicação do que era a vida naquele local, como deveriam ser as habitações, animações, maquetes, inserção nos períodos históricos de ocupação romana, anteriores e posteriores, rituais fúnebres, significado dos próprios nomes, enfim, inúmeros assuntos que poderiam ser explorados.


 


Tanto se fala da sociedade civil e da geração mais bem formada. Pois convém que se mexam, a sociedade e a geração, que peguem nas ferramentas que lhes foram dadas e as utilizem, para benefício próprio e comum.


 

Mudanças

  Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...