13 julho 2012

All you need is love


Beatles



Love, love, love, love, love, love, love, love, love.


There's nothing you can do that can't be done.


Nothing you can sing that can't be sung.


Nothing you can say but you can learn how to play the game


It's easy.


There's nothing you can make that can't be made.


No one you can save that can't be saved.


Nothing you can do but you can learn how to be you


in time - It's easy.


 


All you need is love, all you need is love,


All you need is love, love, love is all you need.


Love, love, love, love, love, love, love, love, love.


All you need is love, all you need is love,


All you need is love, love, love is all you need.


There's nothing you can know that isn't known.


Nothing you can see that isn't shown.


Nowhere you can be that isn't where you're meant to be.


It's easy.


All you need is love, all you need is love,


All you need is love, love, love is all you need.


All you need is love (all together now)


All you need is love (everybody)


All you need is love, love, love is all you need.


 


Reformas impopulares

 


É importante que o PS não se esqueça da manipulação das populações efectuada pelos autarcas, a propósito da reforma da rede dos serviços de urgência e do fecho das maternidades, na altura de Correia de Campos. As reformas, sejam elas quais forem, são sempre incendiárias.


 


Se a reforma judiciária é boa ou má, não faço a mínima ideia. Mas não é pelas manifestações promovidas pelos autarcas que posso concluir alguma coisa. Mais uma vez, não tenho simpatias pela Ministra Paula Teixeira da Cruz. Considero mesmo a decisão sobre a divulgação dos nomes e moradas dos pedófilos um atentado contra um dos mais elementares direitos de cada cidadão, por muito que a justificação seja a segurança das crianças (o argumento da segurança justificou sempre as maiores barbaridades). Mas a reforma do mapa judiciário, seja ela qual for, será sempre mal recebida pelas forças conservadoras, venham elas de onde vierem.


 

A excelência dos conteúdos*

 



 


O caso Relvas, mais do que Relvas é Lusófona, que mais do que Lusófona é credibilidade do ensino privado. Independentemente do que possamos pensar do ministro Relvas (lembremo-nos do que disse de José Sócrates, cujo caso foi aproveitado pelos jornalistas e pelos partidos políticos para o destruir, tal como agora está a acontecer com ele), a responsabilidade da atribuição de equivalências para a licenciatura é do Conselho Científico da Universidade Lusófona.


 


Ou seja, ficaram bastante claros os critérios de qualidade e excelência pelos quais se guia a referida Universidade. O que é triste e esclarecedor, é o público ter ficado a saber desse assunto a propósito da luta política suja, que se banalizou na anterior legislatura pela mão dos opositores a Sócrates, e não por qualquer trabalho sério de investigação à qualidade do ensino universitário. Será que foi apenas Miguel Relvas a beneficiar desses critérios? Não haverá outras pessoas - jornalistas, comentadores e opinantes profissionais, políticos de outros partidos - cujas licenciaturas, mestrados ou doutoramentos tenham sido conseguidas de forma semelhante? Onde está o verdadeiro escrutínio público a determinadas práticas nacionais, que são toleradas por todos até serem repudiadas pela necessidade de perseguição e assassinatos de carácter?


 


Não tenho qualquer simpatia por Miguel Relvas. Se acreditasse em Deus, achava que ele estava a ser alvo da justiça divina. Não me interessa se ele fez ou não uma licenciatura facilitada, desde que não tenha cometido nenhum ilícito. Mas acho da maior relevância a revelação da inqualificável mediocridade que grassa nestas instituições.


 


*Parafraseando Mário Crespo



Declarações políticas

 



 


Que tipo de rendimentos devem ser taxados, para reduzir o défice e financiar os serviços públicos é, de facto, uma questão política. Mas são essas opções que diferenciam a esquerda da direita. Aguardo que o PS explicite as suas opções para uma verdadeira alternativa ao poder existente.


 

12 julho 2012

Em defesa do SNS

 


A greve dos médicos é a demonstração inegável de que os médicos defendem o SNS. Não estou de acordo com tudo o que o Bastonário diz sobre algumas das medidas deste governo, tal como a concentração de meios e o fecho de algumas instituições, nomeadamente a Maternidade Alfredo da Costa. Entendo que são medidas necessárias e que são explicadas como garantia de qualidade assistencial, assim como gestão criteriosa de recursos humanos e outros.


 


Mas as medidas que reduzem e condicionam a igualdade de acesso à saúde, por todos os cidadãos, as que reduzem a qualidade da formação médica, da formação de serviços escalonados em experiência e saber, as que destroem a carreira profissional, trave mestra dessa mesma diferenciação e qualidade, são objectivamente contrárias à própria essência do SNS. Não se percebe, pelo menos eu não percebo, porque é que o ministério não desbloqueia a discussão das grelhas salariais para os horários de 40h/semana. Aliás nunca percebi porque é que não se dá prioridade a estes horários, em vez dos de 35h, tal como não entendo que se mantenha a mistura entre público e privado.


 


As opiniões que dão conta da ganância dos médicos, ditadas por má fé ou ignorância, não têm afectado a enorme calma com que a população aceita esta greve. Sacrifícios todos fazem e todos estão disponíveis para fazer, desde que entendam que o que é prioritário se mantém. O SNS é uma prioridade da nossa sociedade democrática.


 


A democracia está no Parlamento, enquanto casa dos nossos representantes. Não aceito que Francisco Louçã instrumentalize a greve dos médicos. Não me revejo nas suas palavras. A rua é muito importante numa democracia, mas não são as manifestações que fazem a democracia. Francisco Louçã, aliás, foi um dos grandes obreiros da subida ao poder deste governo, pela sua actuação na anterior legislatura. É até irónico que tenham sido os partidos profetas da destruição do SNS - PCP e o BE - que contribuíram indirectamente para a efectivação dessa política.


 


Penso que o Ministro deve entender que os médicos tudo farão para manter o SNS. Estamos a tempo de fazer acordos e de trabalhar para que o SNS seja remodelado, alterado, melhorado, mas não deturpado e destruído. O SNS é a única garantia que todos têm direito à saúde que, mais que constitucional, é um direito humano.

08 julho 2012

Um dia como os outros (114)

 



 


(...) Por isso, afirmo, e mantenho, que a “doutrina Expresso” é errada. E é perigosa. E prefiro acreditar que esta “teorização” jornalística foi resultado da precipitação e da cólera, e não de uma convicção real sobre o jornalismo e o seu papel.


 


Vai e vem (via Valupi)


 

  Erwin de Vris Aguardo. A música varre o tempo amena a brisa que consola. Aguardo a voz de quem se esconde a terra aprisionada ...