O caso Relvas, mais do que Relvas é Lusófona, que mais do que Lusófona é credibilidade do ensino privado. Independentemente do que possamos pensar do ministro Relvas (lembremo-nos do que disse de José Sócrates, cujo caso foi aproveitado pelos jornalistas e pelos partidos políticos para o destruir, tal como agora está a acontecer com ele), a responsabilidade da atribuição de equivalências para a licenciatura é do Conselho Científico da Universidade Lusófona.
Ou seja, ficaram bastante claros os critérios de qualidade e excelência pelos quais se guia a referida Universidade. O que é triste e esclarecedor, é o público ter ficado a saber desse assunto a propósito da luta política suja, que se banalizou na anterior legislatura pela mão dos opositores a Sócrates, e não por qualquer trabalho sério de investigação à qualidade do ensino universitário. Será que foi apenas Miguel Relvas a beneficiar desses critérios? Não haverá outras pessoas - jornalistas, comentadores e opinantes profissionais, políticos de outros partidos - cujas licenciaturas, mestrados ou doutoramentos tenham sido conseguidas de forma semelhante? Onde está o verdadeiro escrutínio público a determinadas práticas nacionais, que são toleradas por todos até serem repudiadas pela necessidade de perseguição e assassinatos de carácter?
Não tenho qualquer simpatia por Miguel Relvas. Se acreditasse em Deus, achava que ele estava a ser alvo da justiça divina. Não me interessa se ele fez ou não uma licenciatura facilitada, desde que não tenha cometido nenhum ilícito. Mas acho da maior relevância a revelação da inqualificável mediocridade que grassa nestas instituições.
*Parafraseando Mário Crespo
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