03 julho 2012

Tanto mar

 


Pedro Adão e Silva é dos comentadores que mais gosto de ouvir. Também gosto das suas escolhas, na TSF. Quanto ao João Catarino, os seus traços são muito interessantes. Penso que não será só um bom livro de férias e para férias, mas um cheirinho de mar para todos os dias do ano. Vou tentar lá estar.


 



 

02 julho 2012

O livro do sapateiro (14.)

 



Pedro Tamen: O livro do sapateiro


 


A mão. É esta mão que percorre


a pele curtida por anos,


por anos de livres passos,


por ares de bosques e serras,


e vem aqui aninhar-se


entre estes dedos nodosos,


doridos, desajeitados,


que cumprem o seu dever


para nela pôr o ser


de uma nova liberdade.

Propaganda a funcionar

 


Se o valor de referência é 10€/hora, porque é que a ARSLVT negoceia com empresas e não diretamente com os profissionais?

Títulos alternativos (2)

 


Dívidas do Estado aumentam o buraco dos Hospitais


 


As despesas são responsabilidade da gestão de cada hospital. As receitas dos hospitais são provenientes do Estado, que tem que lhes pagar aquilo que contratualizou.


 


(...) As despesas até diminuíram em 207,1 milhões (-5,9%) até Maio. O problema é que as receitas caíram ainda mais: 337,6 milhões (-9,7%). (...)

Escravatura institucionalizada

 


Nós não contratamos enfermeiros, mas serviços de enfermagem.


 


A falta de respeito pelos cidadãos, os profissionais de enfermagem e a multidão de quem deles precisa, é revoltante. É o próprio Estado que institucionaliza o trabalho de escravo, e é para quem quer. Não há pessoas, há apenas serviços, ao mais baixo preço.


 


A dignidade deixou de ser um valor. António Borges tinha avisado. Por onde andam os movimentos sindicais, as greves e as manifestações? A FENPROF desapareceu e os restantes olham para a sua própria inutilidade, cavada por tantos anos de incúria e disparate.


 


Este é o tipo de política que levará ao incendiar do menor rastilho. Não basta a falta de rendimentos, não basta a quase impossível escolha de prioridades, faltava ainda o total desprezo pela dignidade de quem trabalha. E percebemos qual a qualidade que o Ministro Paulo Macedo garante para quem faz parte e para quem precisa do SNS - a do mais baixo preço.

01 julho 2012

Em defesa do esclarecimento público

 


Médicos bons e médicos maus, corruptos e honestos, competentes e incompetentes, há-os como em todas as outras profissões. Que o Estado não é uma agência de empregos e tem toda a razão em exigir o melhor para os seus servidores? Nada é mais evidente.


 


Também é evidente, como tão bem nota a Ana Matos Pires, é a forma como se tenta manipular a opinião pública com a avalanche de notícias que, subitamente, apareceram com histórias de fraudes de milhões, protagonizadas por médicos e outros profissionais de saúde, em vésperas de uma greve da classe, em defesa do SNS e da qualidade de assistência médica.


 


Já falei mais de uma vez nestes problemas. Com a implementação das taxas moderadoras para exames complementares de diagnóstico e técnicas de que os médicos se socorrem para o diagnóstico, o prognóstico e indicação terapêutica individualizada – uma conquista da medicina moderna – este governo introduziu a desigualdade de acesso aos cuidados de saúde, que agora também dependem da complexidade e da gravidade da própria patologia.


 


Dentro de pouco tempo os doentes escolherão o hospital e/ou o laboratório pelo preço e não pela qualidade do atendimento. O SNS deixou de ser universal e tendencialmente gratuito, deixou de ser garantia de qualidade e de igualdade para passar a ser o mínimo a que temos direito. A Constituição? Pelos visto não serve para nada.


 


Quanto às carreiras médicas, elas eram uma aposta e uma garantia da qualidade e da contínua formação e diferenciação do corpo clínico.


 


É tão fácil e tão rápido destruir o que tantos anos e tanto esforço levou a construir.

Quand on s'promène au bord de l'eau

 


Pacheco Pereira no seu melhor - em tempos de tanto negrume, vale a pena escutar algo que nos possa devolver a esperança.


 



Julien Duvivier & Maurice Yvain

Jean Gabin

 


 


Du lundi jusqu'au samedi,
Pour gagner des radis,
Quand on a fait sans entrain
Son boulot quotidien,
Subi le propriétaire,
Le percepteur, la boulangère,
Et trimballé sa vie de chien,
Le dimanche vivement
On file à Nogent,
Alors brusquement
Tout paraît charmant!

Quand on se promène au bord de l'eau,
Comme tout est beau...
Quel renouveau...
Paris au loin nous semble une prison,
On a le coeur plein de chansons.
L'odeur des fleurs
Nous met tout à l'envers
Et le bonheur
Nous saoule pour pas cher.
Chagrins et peines
De la semaine,
Tout est noyé dans le bleu, dans le vert...
Un seul dimanche au bord de l'eau,
Aux trémolos
Des petits oiseaux,
Suffit pour que tous les jours semblent beaux
Quand on se promène au bord de l'eau.

Je connais des gens cafardeux
Qui tout le temps se font des cheveux
Et rêvent de filer ailleurs
Dans un monde meilleur.
Ils dépensent des tas d'oseille
Pour découvrir des merveilles.
Ben moi, ça me fait mal au coeur...
Car y a pas besoin
Pour trouver un coin
Où l'on se trouve bien,
De chercher si loin...

Quand on se promène au bord de l'eau,
Comme tout est beau...
Quel renouveau...
Paris au loin nous semble une prison,
On a le coeur plein de chansons.
L'odeur des fleurs
Nous met tout à l'envers
Et le bonheur
Nous saoule pour pas cher.
Chagrins et peines
De la semaine,
Tout est noyé dans le bleu, dans le vert...
Un seul dimanche au bord de l'eau,
Aux trémolos
Des petits oiseaux,
Suffit pour que tous les jours semblent beaux
Quand on se promène au bord de l'eau.

L'odeur des fleurs
Nous met tout à l'envers
Et le bonheur
Nous saoule pour pas cher.
Chagrins et peines
De la semaine,
Tout est noyé dans le bleu, dans le vert...
Un seul dimanche au bord de l'eau,
Aux trémolos
Des petits oiseaux,
Suffit pour que tous les jours semblent beaux
Quand on se promène au bord de l'eau.

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...