Médicos bons e médicos maus, corruptos e honestos, competentes e incompetentes, há-os como em todas as outras profissões. Que o Estado não é uma agência de empregos e tem toda a razão em exigir o melhor para os seus servidores? Nada é mais evidente.
Também é evidente, como tão bem nota a Ana Matos Pires, é a forma como se tenta manipular a opinião pública com a avalanche de notícias que, subitamente, apareceram com histórias de fraudes de milhões, protagonizadas por médicos e outros profissionais de saúde, em vésperas de uma greve da classe, em defesa do SNS e da qualidade de assistência médica.
Já falei mais de uma vez nestes problemas. Com a implementação das taxas moderadoras para exames complementares de diagnóstico e técnicas de que os médicos se socorrem para o diagnóstico, o prognóstico e indicação terapêutica individualizada – uma conquista da medicina moderna – este governo introduziu a desigualdade de acesso aos cuidados de saúde, que agora também dependem da complexidade e da gravidade da própria patologia.
Dentro de pouco tempo os doentes escolherão o hospital e/ou o laboratório pelo preço e não pela qualidade do atendimento. O SNS deixou de ser universal e tendencialmente gratuito, deixou de ser garantia de qualidade e de igualdade para passar a ser o mínimo a que temos direito. A Constituição? Pelos visto não serve para nada.
Quanto às carreiras médicas, elas eram uma aposta e uma garantia da qualidade e da contínua formação e diferenciação do corpo clínico.
É tão fácil e tão rápido destruir o que tantos anos e tanto esforço levou a construir.
01- Anoto a pertinente citação do post de Ana Matos Pires, no Jugular.
ResponderEliminar02- Anoto o recorte da caraterização da desvirtualização em curso no S.N.S, que sintéticamente, mas de forma certeira, hierarquiza o processo complexo de delapidação que está sendo materializado pelo atual Governo.
Boa Noite.
Bom Serão.
Bom Mês.
Cordiais e Amistosas Saudações de Muito Apreço de
ACÁCIO LIMA