21 abril 2011

A campanha contra o SNS

 


A campanha dos sectores de direita, que pretendem que se instale em toda a população a certeza de que o SNS é insustentável continua, recorrendo-se a todos os estratagemas (vale a pena ler o último artigo de António Correia de Campos).


 


O último foi a denúncia da incapacidade dos hospitais proverem aos doentes os medicamentos necessários, e a condenação das sugestões de ajuda à Maternidade Alfredo da Costa feita a quem a ela recorre ou recorreu.


 


As reportagens sobre os medicamentos em falta nos hospitais não são esclarecedoras, mas parece-me que é exactamente esse o objectivo. Em que circunstâncias foram pedidos medicamentos às famílias dos doentes? Ninguém sabe se é verdade nem em que condições acontecem ou aconteceram.


 


Em relação aos donativos à maternidade, não percebo o espanto e atrevo-me a dizer que acho muitíssimo bem. Porque é que a população não pode ajudar com donativos as maternidades, clínicas, creches, escolas, teatros, cinemas, bibliotecas, e outras instituições, públicas ou privadas? Em que é que isso reduz os direitos dos doentes ou dos familiares dos doentes? Em que medida prejudica quem quer que seja?


 


A consciência social, a cidadania e a solidariedade não são incompatíveis com um serviço público de saúde de qualidade e gratuito, ou tendencialmente gratuito. Dá a sensação que, em Portugal, há algumas entidades que têm obrigação de tudo: Deus e/ou o Estado. Os cidadãos só têm direitos, nunca deveres, éticos que sejam.


 

17 abril 2011

Um dia como os outros (83)

 



O DN publicou a 21 de Abril de 1940 um "bem haja" da Finlândia aos portugueses. Enviada pelo representante em Lisboa desse país nórdico, a nota diplomática agradece a Portugal a ajuda, tanto em víveres como em agasalhos, durante a guerra russo-finlandesa do Inverno de 1940-1941. "Nunca poderá o povo finlandês esquecer a nobreza de tal atitude", podia ler-se no pequeno texto publicado no nosso jornal há mais de 70 anos. (...)


Hoje boa parte da opinião pública finlandesa mostra não estar nada emocionada com a crise que afecta os portugueses. E se depender de vários partidos, alguns dos quais podem chegar ao Governo nas legislativas de hoje, não haverá solidariedade com Portugal. A ideia é mesmo não participar no resgate da dívida portuguesa e quem o defende parece ganhar votos. (...)


E bem haja aos eleitores finlandeses que percebam que todos, mas sobretudo os pequenos, ficam a ganhar quando existe solidariedade entre os países da velha Europa. (...)


 


Editorial DN


 

16 abril 2011

Um dia como os outros (82)

 



A companhia portuguesa de Teatro Meridional está em São Petersburgo para receber um prémio europeu e para apresentar três criações recentes, ao longo de uma semana que junta na cidade russa 471 convidados. (...)


O Teatro Meridional apresentará em São Petersburgo o seu espetáculo “Contos em Viagem – Cabo Verde”, um espetáculo premiado, que foi um êxito de público e da crítica, baseado em textos que, apesar de terem um contexto e uma geografia particulares, falam da universalidade das emoções, pela boca de uma atriz que, no enorme cais que o arquipélago representa, conta fragmentos de histórias e diz excertos de poemas, como quem reza ou canta.


Ao palco de um teatro russo subirá também “1974”, uma criação de Miguel Seabra e Natália Luiza, com base na dramaturgia de Francisco Luís Parreira e na música original de José Mário Branco, sobre a identidade portuguesa, partindo do discurso narrativo de três períodos da História de Portugal do último século: ditadura, Revolução de Abril e entrada na Comunidade Económica Europeia. (...)


 


Lusa


 

Depois da Páscoa...

Das notas que tomamos (4)

 



A pré campanha eleitoral desenrola-se perante os nossos olhos espantados, cheia de surpresas e truques de magia. O populismo é a moeda mais valiosa no vaivém entre os dois maiores partidos políticos. Imunes ao disparate, as personagens vão debitando as suas deixas, nesta tragicomédia em que somos actores e público.



  1. Fernando Nobre insiste em mostrar o seu desprezo pela Assembleia e pelos deputados. As eleições, para ele, são dispensáveis, pelo menos no que diz respeito ao lugar que negociou com Pedro Passos Coelho.

  2. Marinho e Pinto também dispensa o acto eleitoral. Faz lembrar a facção do MFA, nos bons velhos tempos do PREC, que instava o povo a votar em branco nas eleições para a Assembleia Constituinte.

  3. Basílio Horta é, no mínimo, uma figura polémica nas listas do PS nas próximas eleições legislativas. Independente? Arrependido? Convertido?

  4. Adensa-se o mistério - Pacheco Pereira, Miguel Relvas, Pedro Passos Coelho e José Sócrates em Entre Portugal e Bruxelas - os (2) dias de todas as perguntas.


 

A luz


Tiago Taron 


 


 


A luz que vem do lado


cegueira de luz e cinza


do meio da luz que se entrega


na escuridão que se cega.


 


A luz desmonta a cegueira


das noites acordadas


sem luz nem sombra


que se guardem.


 


A luz que encadeia


entre as noites apagadas


que da luz se escurecem


na solidão saciadas.


 

Vencer a crise (3)


 


 


No Centro Cultural de Belém - Entre a morte de Richard Wagner e o fim da Segunda Guerra Mundial, a música ocidental reinventa-se - Da Europa ao Novo Mundo (1883 - 1945).


 

Mudanças

  Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...