25 março 2011

Desempenhos

 


Passos Coelho na SIC, agora mesmo - é preciso distinguir entre a avaliação de desempenho e a classificação de desempenho.


 


Estrondoso.


 

Inqualificável

 


Quando colocamos em dúvida a decisão de Sócrates de constituír um governo minoritário, este tipo de situações recordam-nos de imediato a justeza das suas razões.


 


É difícil encontrar qualificativos para a coligação que aprovou a revogação da avaliação do desempenho dos professores. O populismo e a cedência às reivindicações corporativas, num jogo de tentativas de agrado pré-eleitoral, consegue ser mais inacreditável que todas as outras manobras e manipulações politiqueiras a que temos assistido.


 


É neste PSD que deveremos acreditar? É neste BE, neste PCP, neste CDS? Os cada vez mais audíveis pedidos de um governo de salvação nacional, essa entidade mítica que apenas significa a amálgama de falta de ideias e de iniciativa, a ausência do assumir da responsabilidade e do risco que significa decidir, governar, mudar, podem já contar com os líderes das várias oposições representadas no Parlamento.


 


Nota: Pacheco Pereira votou contra esta enormidade.


 

23 março 2011

Das notas que tomamos (2)

 



Durante o discurso de Miguel Macedo, hoje, no Parlamento, apercebi-me que o PSD não concorda com a redução salarial imposta por um dos PECs do governo demissionário.


 


Caso o PSD ganhe as próximas eleições, será que vão repor as percentagens entretanto retiradas?


 

Cai o governo

 



Jornal i 


 


 


Como muitas pessoas hoje, fui ouvindo as declarações dos líderes parlamentares, justificando a tomada de posição que levou ao pedido de demissão do governo.


 


Nada de novo. Era uma morte anunciada. Espero muito sinceramente que outros anúncios não se concretizem.


 


Seguem-se eleições. Em democracia o voto é soberano. Da última vez a soberania do voto durou pouco.

22 março 2011

Das notas que tomamos (1)

 



Algumas conclusões a que podemos chegar perante os acontecimentos:



  1. Aquando da aprovação do OE2011, Cavaco Silva desdobrou-se em conversas e influências para que este fosse aprovado, por causa da estabilidade, da crise económica, enfim, das catástrofes todas que nos vão desabar.

  2. Agora, que os fantasmas do passado, do presente e do futuro nos apontam o apocalipse, Cavaco Silva mantém um esfíngico silêncio, mesmo depois da espantosa ameaça em como, se houvesse segunda volta eleitoral para a Presidência, o país soçobraria.

  3. Durante esta última legislatura, se dúvidas houvesse nalgumas mentes, ficámos com a certeza de que os designados partidos da esquerda, da larga, ampla e grande esquerda de Francisco Louçã, da massa de trabalhadores, operários e camponeses de Jerónimo de Sousa, não só não servem para viabilizar uma solução de governo à esquerda, como estão dispostos a todas as coligações para se afirmarem contra, para se manifestarem do contra, protagonizando coligações negativas que abram a porta a um governo de direita.

  4. José Sócrates é um dos políticos mais determinados e corajosos das últimas décadas. Aquilo que é uma enorme virtude podem transformar-se num terrível defeito ao transpor os limites, cometendo erros infantis e cegos ao não se aperceber que, à sua volta, os ventos e as tempestades já mudaram os pressupostos.

  5. Passos Coelho soube aproveitar o erro do seu adversário, embalado pelos discursos de Sua Presidência, esquecida da indispensabilidade do entendimento entre as forças centrais em bloco. Com a voz que Deus lhe deu, ensaia gorjeios de ave para a esquerda e para a direita. A campanha está em marcha.

  6. De ameaça em ameaça, de crise em crise, estamos vacinados pelo abismo de que nos abeiramos diariamente, já nada nos estremece. Vamo-nos entretendo até às próximas eleições.

21 março 2011

Sinais

 



 


Duas coisas muito interessantes:



 

Amigo


poema de Alexandre O’Neill: Amigo


pintura de Peter Worsley: Friends 


 


Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra amigo!
Amigo é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
Amigo (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
Amigo é o contrário de inimigo!
Amigo é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado.
É a verdade partilhada, praticada.
Amigo é a solidão derrotada!
Amigo é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa!


 


 


 


De uma querida amiga, para todos os amigos.


 

Mudanças

  Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...