20 março 2011

Música portuguesa

 



 


Acordo com a rádio, mesmo ao fim-de-semana. Hoje, enquanto saboreava a preguiça, ouvi várias músicas portuguesas seguidas - Mafalda Veiga, Vitorino e Jorge Palma, seguidos de Caetano Veloso e duas outras cantoras brasileiras de cujos nomes não me recordo.


 


A que mais me chamou a atenção foi a Estrela do Mar, apenas voz e piano, uma melodia lindíssima que nos transporta para o mar. Não sei se foi a primeira vez que a ouvi com a concentração devida, só sei que o meu dia começou melhor.


 


Lembrei-me das discussões que tantas vezes ouvi sobre as quotas e as percentagens que a música portuguesa deveria obrigatoriamente na rádio pública. A TSF é uma rádio privada e tem a música portuguesa sempre muito presente. Se calhar precisávamos apenas de música de qualidade, em português ou inglês.


 

Em campanha eleitoral

 


Convém tomarmos nota do que se vai dizendo.


Passos Coelho jantou com bloguers e, segundo os próprios, foi dizendo o que iria fazer num próximo governo chefiado por ele. Que vai ao encontro das reivindicações de todos e de todas as áreas políticas. Já temos a promessa de que vai acabar a avaliação de desempenho dos professores, quem sabe mesmo um novo estatuto da carreira docente. Pois - se tivesse sido ele a governar nos últimos anos não estaríamos com as calças na mão.


 

Esta não teve graça


 


Parece que houve ontem uma manifestação em Lisboa. Pelas poucas fotos que vi, parece que teve muita gente. Mas deve ter sido uma alucinação. Não se ouviu nem viu nada, comparável ao que aconteceu há uma semana, que nos mostrasse os trabalhadores e os cidadãos em luta. Será que não estão à rasca?


 

19 março 2011

Venham as eleições

Assistimos, durante esta última semana, ao enovelar de uma novela. O Primeiro-Ministro fez aquilo que não podia fazer ao ter comunicado, de Bruxelas, mais um pacote de medidas de austeridade, para os próximos anos, sem que antes tivesse tido o suficiente respeito pelas instituições do seu país para as informar do que, segundo ele próprio, seria indispensável para o equilíbrio e para a confiança internacional.


 


Desastrado ou maquiavélico, esse foi um ponto de não retorno. Assim como as várias declarações públicas de membros do governo e do PS chamando o PSD ao compromisso, após este já ter sido assumido pelo governo. As explicações sobre o congelamento das pensões não convenceu ninguém, a prestação de António Costa na Quadratura do Círculo foi, para dizer o mínimo, uma manobra deselegante e pouco credível, tentando responsabilizar Teixeira dos Santos pela jogada política do governo e de Sócrates.


 


Passos Coelho aguardava uma oportunidade para fazer cair o governo, sem ficar com o ónus de desencadear uma crise política. Dentro do PSD a espera começava já a fazer vítimas, estando a apertar-se-lhe o cerco. Sócrates deu-lhe um excelente pretexto.


 


Logo a seguir ao discurso de tomada de posse de Cavaco Silva defendi que o governo deveria apresentar uma moção de confiança à Assembleia da República para que os partidos assumissem as suas responsabilidades. Neste momento penso que o melhor é avançarmos para eleições e, ao contrário de Medeiros Ferreira, acho que José Sócrates se deve apresentar à frente do PS.


 


Em nome da estabilidade política tem-se mantido uma situação instável, à beira do precipício, com dramatizações em catadupa. A crise continua e o sobressalto que todos sentimos não é cívico, é depressivo. Não se aguenta mais esta situação de histeria, manipulação informativa e barragens de propaganda. Não há mercados, crises ou Bruxelas que me convençam que é melhor continuar assim. Em democracia estes problemas resolvem-se com eleições. Venham elas.

15 março 2011

Regresso ao passado

 



 


Importa que os jovens deste tempo se empenhem em missões e causas essenciais ao futuro do país com a mesma coragem, o mesmo desprendimento e a mesma determinação com que os jovens de há 50 anos assumiram a sua participação na guerra do Ultramar.


 


Este é o nosso Presidente da República. Em ditadura, com o analfabetismo e a falta de liberdade de expressãode pensamento, tudo o que os jovens queriam, desprendidos e corajosos, era ir à guerra, defender os territórios ultramarinos.


 


Salazar também assim pensava. Que os jovens queriam, corajosa e desprendidamente, defender o Ultramar. Era essa uma causa maior, ao serviço da nação.


 


Os jovens que estiveram envolvidos na guerra do Ultramar, que não puderam ter sobressaltos cívicos para se negarem a fazê-lo, que não puderem manifestar-se nas suas cidades contra a guerra e a miséria, mereciam bem melhor homenagem.

Meu amigo perdoa-me

 


 



poema de Catarina Nunes de Almeida


 


 


 


Meu amigo perdoa-me
se espantei as gazelas
para um canto do sótão
se me cresceram músculos
neste olhar-te neste cuidar que dá cuidado.

Mas do alto dos seios
no ruir das lamparinas
vale a pena olhar-te. Daqui
da mais sincera pobreza
onde permaneces apenas tu
adão e erva
e o céu manchado pelas libelinhas.

13 março 2011

Miss Celie's Blues


Chaka Khan & Q Live


 


 


 



Sister, you've been on my mind
Sister, we're two of a kind
So, sister, I'm keepin' my eye on you.

I betcha think I don't know nothin'
But singin' the blues, oh, sister,
Have I got news for you, I'm something,
I hope you think that you're something too

Scufflin', I been up that lonesome road
And I seen alot of suns going down
Oh, but trust me,
No-o low life's gonna run me around.

So let me tell you something Sister,
Remember your name, No twister
Gonna steal your stuff away, my sister,
We sho' ain't got a whole lot of time,
So-o-o shake your shimmy Sister,
'Cause honey the 'shug' is feelin' fine.



 

Mudanças

  Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...