Claude Bolling & Yo-Yo Ma
Suite for Cello & Jazz Piano Trio
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
A política portuguesa rendeu-se à cultura massificada das telenovelas e dos reality shows.
Tal como no big brother, assistimos em directo e ao vivo às trocas de argumentos, às condições, propostas e sugestões de governação, às respostas e às decisões. É através de um comentador político que ouvimos o anúncio de uma candidatura presidencial, é num programa de debate viciado que assistimos a ministros a defenderem-se das populações, a magistrados a fazerem justiça mediática.
Tal como nas telenovelas os líderes vivem os seus mandatos em juras de amor e ódio, ataques ao carácter e declarações de falta de confiança. As instituições democráticas deixaram de ser o cerne da vida democrática. Não há qualquer pudor em misturar o privado e o pessoal com o público e o institucional.
Também foi pela televisão que Passos Coelho disse nim ao OE, Paulo Portas disse não e Teixeira dos Santos aceitou, magnanimamente, a equipa de trabalho do PSD. Não sei se depois há verdadeiro trabalho nos bastidores, mas cada vez tenho mais dúvidas.
Quando pensávamos que a era de informação iria abrir a porta a mais cidadania, a mais participação pública e a mais responsabilidade, eis que nos apercebemos do exacto contrário. A discussão e o debate estão ao nível dos observados na Casa dos Segredos, e todos nós assumimos os papéis de Marcos e de Martas, de Júlias Pinheiros e Teresas Guilhermes.
Ang Kiukok: clown
Miguel Relvas apelida, indignadamente, este OE como um orçamento de grande insensibilidade social, que vai trazer maior disparidade social, que vai trazer maiores problemas sociais, mais fome e mais miséria ao nosso país. E diz ainda que Teixeira dos Santos precisa de ter falta de vergonha por exigir que todas as alterações propostas ao OE não coloquem em risco o cumprimento do défice de 4,6% e 2011.
Em que é que os cortes salariais e os incessantes pedidos de medidas de austeridade feitos pelo PSD têm maior sensibilidade social que os do PS? Também gostaria de saber se Miguel Relvas não tem vergonha de explicar muito explicadamente, sem demagogia, onde é que se pode cortar mais de forma a que se cumpra o défice de 4,6% em 2011.
A vergonha tem andado bastante arredada dos nossos líderes políticos.
Não são precisos prémios para sabermos que o Teatro Meridional é uma das companhias de teatro mais criativas e interessantes do nosso país. Mas é sempre bom percebermos, no meio de todo o negativismo e pessimismo que nos tolhe, que não só entre portas se reconhece esse mérito.
O Teatro Meridional, cuja direcção (da Companhia e artística) é assegurada por Miguel Seabra e Natália Luiza, tem levado ao palco e ao público inúmeras peças originais, baseadas em textos variados, como colagens ou como recriações, em espaços cénicos de um cuidado e simplicidades extremas, em que a encenação, a música, as luzes e as palavras se completam e formam unidades de espectáculo únicas.
A 12.ª edição do Prémio Europa Novas Realidades Teatrais distinguiu, juntamente com 5 companhias de teatro de outros países europeus (Eslováquia/República Checa, Reino Unido, Rússia, Finlândia e Islândia), o Teatro Meridional.
A próxima peça desta Companhia será apresentada no Teatro Nacional D. Maria II, com estreia a 18 de Novembro, 5ª feira, às 21:30h, e chama-se 1974. A não perder.
Troféus Pedrada no Charco - Melhor Disco do Ano 2010 (atribuída pelo Orfeão de Leiria Conservatório de Artes) - Graffiti - Júlio Pereira, Tiago Torres da Silva, Tiago Taron. Cantam - Sara Tavares, Dulce Pontes, Olga Cerpa, Marisa Liz, Nancy Vieira, Manuela Azevedo, Maria João, Sofia Vitória, Filipa Pais e Luanda Cozetti.
Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...