É claro que o esforço de Sócrates e do governo em diversificar as hipóteses de trocas comerciais com países de África e da América só pode ser a demonstração de que temos um caixeiro-viajante como Primeiro-ministro (O turismo de Sócrates - Vasco Pulido Valente).
Assim como a decisão de fechar escolas com menos de 21 alunos só se compreende na lógica puramente economicista do Ministério da Educação, cujo objectivo nunca será dar maior e melhor oferta escolar, melhores condições físicas e de aprendizagem, com a ajuda das autarquias nos transportes e na alimentação. No tempo das Professoras Clotildes é que se aprendia e em escolas bem apetrechadas, que servem muito bem para os dias de hoje. Não eram precisos aquecimentos no Inverno nem ares condicionados no Verão, pavilhões de desportos, computadores, impressoras, internet, acessos para deficientes físicos, preocupações ambientais e de redução de custos, os tais custos que a oposição reclama que devem ser reduzidos mas que quando o governo o tenta é sempre inadmissível.
Tão inadmissível como o execrável facilitismo de permitir que alunos com idades superiores a 15 anos, se reprovarem no 8º ano, possam propor-se a exame nacional de Português e Matemática do 9º ano, o mesmo que todos os alunos do 9º ano terão que ultrapassar, e caso consigam passar nesses exames e nas provas das outras disciplinas, se permita a passagem para o 10º ano. Facilitismo e inaceitável desigualdade de oportunidades para as crianças.
Tal como a alteração do regime de comparticipação nos medicamentos, em que o Estado incentiva fortemente a utilização de genéricos, acautelando a comparticipação de 100% no regime especial para pensionistas. Está obviamente errado, não se sabe exactamente porquê, mas está errado.
Não nos podemos esquecer dos crimes contra a saúde pública e individual que foi o fecho de maternidades e dos SAP por esse país fora, que levou à demissão de Correia de Campos, aquele que estudou a reorganização dos serviços de urgência, que tentou a sustentabilidade financeira do SNS. aquele destruidor do SNS, que agora é que está a salvo da ruína, preparado para ser desmantelado.