14 maio 2010

José Luís Saldanha Sanches


 


Não conheci Saldanha Sanches pessoalmente. Mas os testemunhos que fui lendo ao longo do dia de quem o conheceu fortaleceram a minha opinião de que era uma homem corajoso, frontal, honesto, inteiro.


 


Para quem não leu, fica a ligação para uma entrevista que deu em conjunto com Maria José Morgado, onde recordaram os tempos de fundamentalismo e quase ascese na luta revolucionária, com um distanciamento saudável e crítico, de quem não cristalizou na arrogância dos donos do mundo.

13 maio 2010

Corazon Espinado










Santana & Maná


 


 


Esa mujer me esta matando
Me a espinado el corazon
Por mas que trato de olvidarla


 


Mi alma no da razon
Mi corazon aplastado
Herido y abandonado
Aber aber tu sabes dime mi amor por favor
Que dolor nos quedo


 


Chorus:
Ah ah ah corazon espinado
Ah ah ah como me duele el amor


 


Como duele como duele el corazon
Cuando nostiene entregados
Pero no olvides mujer que algun dia diras
Hay ya yay como me duele el amor


 


Como me duele el olvido
Como duele el corazon
Como me duele estar vivo
Sin tenerte aun lado amor


 


Corazon espinado

Iniciativa política

Talvez não haja mesmo alternativa, até porque cada vez mais não há capacidade de decisão nem soberania, como tão bem explicou Luís Naves. A Europa, mais exactamente a Alemanha e a França, decidem exactamente como se devem governar os países indisciplinados do sul.


 


Mas José Sócrates já devia ter feito o que hoje fez – falar ao país. Explicar o porquê das mudanças do PEC, as razões de tão acelerado pânico internacional, que não é justificado, já sabemos, mas que obriga a desistências e a inflexões de promessas feitas há uma semana.


 


Quando a hora é de aperto é preciso um líder que assuma os problemas e aponte soluções. Sócrates perdeu a iniciativa política na pior altura. Cavaco Silva e Passos Coelho assumiram as rédeas da governação sem que se ouça uma voz do governo, uma voz do partido, assumir a dianteira, confrontar a população com a escolha, ou a falta de escolhas, que temos.


 


Mais uma vez o BE e o PCP reagiram previsivelmente, anunciando desastres e contestação social, mas abstendo-se de explicar qual a alternativa.


 


Talvez não haja mesmo qualquer alternativa, mas quem nós elegemos para governar foi o PS e o seu líder. É bom que se lembrem disso e que o PS perceba que tem responsabilidades. É bom que Sócrates entenda que não se pode refugiar no silêncio. Até porque os resultados dos indicadores económicos do 1º trimestre até são animadores.


 


Quanto à austeridade vai acontecer o mesmo que aconteceu às reformas estruturais – todos as achavam indispensáveis, mas quando foram tentadas, iniciadas ou feitas, houve um esquecimento oportunista da inquestionável necessidade reformista.

11 maio 2010

Promiscuidades

Estou de tal maneira em frontal desacordo com a forma como o Estado Português reage à visita do Papa que me custa expressá-lo.


 


Este é um país em que há legislação sobre a liberdade religiosa, em que a separação entre a religião e o estado está consagrada na Constituição.


 


O Papa deveria ser recebido com a pompa e a circunstância de um Chefe de Estado. O facto de ser um líder religioso é importante para os que professam a mesma religião.


 


Como é possível parar o país durante três dias para receber um líder religioso? Como pode o Presidente da República confundir desta maneira o seu lugar com as suas convicções pessoais? Como pode o chefe de um governo socialista, numa éopca de tantas dificuldades no país, demagogicamente pretender ganhar algum conforto político com esta medida?


 


Com estes gestos o Estado desrespeita-se si próprio.

10 maio 2010

Em nome dos portugueses


 


Quando regressava a casa ouvi o fim de uma entrevista a Fernando Tordo, no Rádio Clube Português. Perguntava ele (e pergunto eu) porque é que 10 antigos ministros das Finanças, após uma audiência com o Presidente da República, falam nos portugueses? Quem lhes deu legitimidade para falar em nosso nome? Quem os elegeu? São representantes de que portugueses? Dos que votaram maioritariamente no PS para governar?

09 maio 2010

Suspendamos

A suspensão das grandes obras públicas, como lhes chamam, o novo aeroporto, a terceira travessia do Tejo e o TGV, são a vitótia do PSD e do CDS, cerca de 6 meses após uma derrota eleitoral.


 


A partir de agora fica demonstrado que as campanhas eleitorais, os programas, os argumentos económicos e sociais não servem, de facto, para nada.


 


A partir de agora qualquer notícia sobre o desmantelamento dos serviços públicos de saúde e educação, ou a alteração das regras da segurança social, será recebida com a indiferença de quem já não se importa.


 


Para quem, como eu, defendeu activamente a vitória do PS, é muito difícil perceber que a crise pode explicar o que se está a passar. Portugal voltou a ser aquele país em que se vive o dia a dia sem horizontes. Manuela Ferreira Leite e Cavaco Silva estão de parabéns.


 


O PS perdeu legitimidade eleitoral, por desfazer e desdizer tudo o que disse e quis fazer na legislatura anterior. Vamos arrastar-nos até às eleições presidenciais, protagonizadas por figuras do passado, sem qualquer capacidade para devolver a esperança a uma boa parte da população. Cruzam-se frases feitas e os bastidores fervilham com o poder que se avizinha, depois de Cavaco Silva iniciar o segundo mandato.


 


E assim nos vamos entretendo com o vulcão, o Benfica e as contas por pagar. A vida continua e, apesar de Maio estar chuvoso, o Verão já não tarda.


 

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...