04 março 2010

Um dia como os outros (40)

 


O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, afirma que houve má fé na comparação entre a situação económica de Portugal, Espanha e Grécia e instou analistas internacionais, agências e imprensa económica a olhar para indicadores objectivos. (...)





(...) No momento de adesão ao euro, lembrou o Presidente da República, a Grécia apresentava uma dívida de 100 por cento relativamente ao seu produto interno bruto, que é agora de 120 por cento. As estatísticas oficiais da Grécia não são fiáveis - o próprio governo [grego] o reconheceu -, pelo que o desequilíbrio das suas contas públicas é de 12 ou 13 por cento, o dobro do que se supunha. Nada disso ocorre em Espanha e em Portugal, frisou Cavaco Silva, exemplificando que a dívida pública espanhola é baixa, tão baixa como a da Alemanha ou da França, e que a de Portugal é mais baixa do que a da Bélgica, da Itália e, claro, da Grécia. Penso que houve alguma dose de má fé nesta comparação, afirmou Cavaco Silva ao jornal catalão. (...)


 

Pasmo

 



Bullying


 


Doem-me os ossos a língua

a míngua

a dor do desprezo

o medo

a chuva o pasmo

o sarcasmo

do mundo.

Enterro-me no fundo

nas pedras no lodo


desfaço-me todo


desapareço.


 

Garcia Pereira - o novo assessor governamental

 



 


(...) E isso a que alguns chamam liberdade de informação, não passará do toque a finados do Estado de Direito democrático e da própria democracia. (...)


 

03 março 2010

A nossa luta sindical

 


Com um défice superior a 9% (que aumentou para fazer face à profunda crise mundial dos 2 últimos anos), com um desemprego superior a 10% e ainda a crescer, os Funcionários Públicos vão fazer greve amanhã porque não aceitam o congelamento dos seus salários, porque estão contra o seu sistema de avaliação de desempenho, porque estão contra o ataque às suas conquistas irreversíveis dos trabalhadores.


 


É difícil assistir a maior autismo, irresponsabilidade e corporativismo. A solidariedade dos sindicatos  dos trabalhadores da Função Pública é apenas com eles próprios. O resto do país não lhes interessa.


 

Esclarecimento



Este é o texto de Ana Vidigal, publicado hoje pelo Público, em Cartas à Directora (pág.34), a propósito do último artigo de Pacheco Pereira: Um estranho Verão entre eleições:


 


Tendo tido conhecimento que o colaborador do blogue Jamais Dr. José Pacheco Pereira publicou no jornal que V. Ex.ª dirige um artigo de opinião em que afi rmava que o blogue Simplex utilizou “informação com origem no Governo [...] preparada por assessores e usando os recursos em bases de dados e outros disponíveis na Rede Informática do Governo”, passo a esclarecer:


Colaborei no blogue Simplex. Fi-lo com o intuito de apoiar o Partido Socialista. Nunca nenhum dirigente do mesmo partido ou qualquer membro ou assessor do Governo me contactou directa ou indirectamente. Nunca tive acesso à rede informática do Governo e muito menos utilizei recursos do Estado ou do Partido Socialista.


A minha colaboração foi pro bono e terminou no dia 27 de Setembro de 2009. Mais informo, e mantendo o “espírito dos meus posts no Simplex”, que o único Rato com que privo… é o Mickey.

Ana Vidigal

artista plástica


 

02 março 2010

SIMplex: outro esclarecimento

 


Este é o texto de Irene Pimentel, publicado hoje pelo Público, em Cartas à Directora (pág.38), a propósito do último artigo de Pacheco Pereira: Um estranho Verão entre eleições:


 


Em artigo publicado, [no sábado, dia 20 de Fevereiro] o cronista José Pacheco Pereira afirma que o blogue SIMplex utilizou «informação com origem no Governo [...] preparada por assessores e usando os recursos em bases de dados e outros disponíveis na Rede Informática do Governo». Na qualidade de colaboradora desse blogue, afirmo categoricamente: não sou militante do Partido Socialista, tendo aceitado colaborar no SIMplex por opção pessoal; não contactei nem fui contactada directa ou indirectamente por qualquer assessor ou dirigente do PS ou do governo; não solicitei nem me foi facultado qualquer tipo de informação e/ou apoio técnico; não tive acesso, em nenhuma circunstância, à Rede Informática do Governo; não utilizei recursos do Estado ou do PS, durante e após a campanha eleitoral; por último, mas não em último, os textos que escrevi foram cedidos pro bono.


Irene Flunser Pimentel


 

O regresso do delito de opinião

 





João Cóias


 


Tenho já poucas palavras para descrever a indignação que o artigo saído hoje no i, com capa de primeira página, me causa.


 


As fronteiras foram ultrapassadas e é oficial a caça às bruxas, em que as bruxas são todos os que fizeram campanha a favor do PS, os que defendem as políticas do governo, os que não alinham no novo desporto nacional – a devassa do que é privado, a colagem de retalhos de frases e de factos para se compor uma mentira, o reciclar de antigas hipóteses de escândalos em difamações(1).


 


O que faz falta é calar a malta, o novo sound bite de quem não tem coluna vertebral. Voltámos aos sussurros nos locais públicos, porque o vizinho pode ouvir, à linguagem cifrada para comunicar alguma coisa menos politicamente correcta.


 


Aguardemos os próximos episódios. Havia muitos colaboradores no SIMplex, e alguns que integraram durante algum tempo A Regra do Jogo (blogue misteriosa e abruptamente apagado, provavelmente por José Sócrates ou por algum assessor do governo). O i tem as vendas asseguradas por mais uns tempos. O grande problema é que não conseguem encontrar o que não existe.

 


(1) Via Der Terrorist


 


Nota: ler também os posts do Eduardo e de todos os que ele linkou.


 

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...