03 fevereiro 2010

(Ir)responsabilidades perigosas

 


Os partidos da oposição estão de acordo quanto a algumas alterações à lei que o PS e o Governo não aceitam.


 


Os partidos da oposição, nomeadamente o PSD e o CDS à direita, o BE e o PCP à esquerda, devem assumir as suas responsabilidades. Já que estão de acordo sobre esta e outras leis que já passaram na Assembleia, talvez valesse a pena chegarem a acordo para uma alternativa ao governo do PS.


 


Assim como o Presidente Cavaco Silva. Se optar por caucionar esta nova coligação, pode preparar-se para encontrar outra solução governativa.


 


Entretanto há sempre umas mentes peregrinas que se esquecem do que é a liberdade individual e a privacidade, achando que os fins (combate à corrupção) justificam quaisquer meios (acesso aos rendimentos de todos os cidadãos através da internet). Até porque não se percebe como é que a corrupção é combatida com esta medida, a não ser que todos os cidadãos passassem a ser informadores do fisco. Pelos vistos Francisco Assis também não percebe.


 


Paulo Portas, totalmente encafuado no fato de estadista, populista, absolutamente credível político dos capacetes azuis, vai preenchendo páginas de jornais e minutos televisivos.


 


Vivemos tempos bem complicados e perigosos.


 

Vozes



Voam vozes e papéis


à porta o silêncio arranha.


Deixem-me dormir na paz das pedras


dos rios sem retorno.

 

Cristalizo

 


Hoje foi mais difícil o mundo

tão pesados os ombros, tão fundo

o olhar que me falta.


 


 


Hoje senti a constante incerteza


magma de enorme dureza

com que desfazemos a vida.


 


 


Hoje regresso ao granito

que o pó de um deus finito

e negligente, cristalizou.


 

02 fevereiro 2010

As vaias

 



 


Porque é que os clientes do BPP não vaiam João Rendeiro? Será que os bancos privados são privados para os lucros e públicos para os prejuízos?


 

Um dia como os outros (29)



(...) "A Madeira tem um rendimento 'per capita' superior a muitas regiões de Portugal, por isso, não consigo perceber o porquê das transferências" para a Região questionou o economista, que é também membro do Conselho de Estado. (...)


 


(...) "A Madeira é que devia ajudar as regiões mais pobres de Portugal", disse Vítor Bento - que preside à SIBS, entidade que gere o Multibanco - na sua intervenção numa conferência sobre economia organizada pela Antena 1. (...)

Do (meu) vazio cerebral

 



 


É enternecedor observar o desvelo com que tantos me tratam na blogosfera. Do paternalismo simpático ao mais completo enfado pela minha evidente inferioridade intelectual, tentam conduzir-me ao bom caminho, mesmo achando, desde há muito tempo, que o meu deslumbramento com o governo socialista e com o Primeiro-Ministro José Sócrates, principalmente no que diz respeito às novas tecnologias, não seja consentâneo com o vazio cerebral que me caracteriza.


 


Agradeço as atenções. Vou estar atenta e beber bebidas fosfóricas e muito sumo de cenoura, para nutrir os neurónios e aguçar o sentido da visão. Com a vossa ajuda certamente serei mais rápida, sagaz, arguta e responsável, aceitando-vos como guia do meu básico mundo.


 

01 fevereiro 2010

A indigência dos conteúdos

 



 


O artigo de Mário Crespo utiliza as ferramentas de um passado longínquo mas não esquecido, as informações de alguém que ouviu uma conversa num  restaurante.


 


O artigo de Mário Crespo foi recusado pelo jornal onde tinha uma coluna de opinião. É o director do JN que é responsável pela recusa do artigo e deve assumi-lo sem reservas. Concordemos ou não com a decisão do director, desde que cumpra a lei, está no seu pleno direito. Tal como o articulista tem o direito de se queixar às entidades reguladoras ou outras, as próprias para dizerem de sua justiça.


 


Não há inocentes neste episódio. Sócrates e os seus ministros têm obrigação de saber o que pode ou não ser comentado e divulgado ao ser ouvido em público. Mário Crespo sabe que o seu artigo é um conjunto de maledicência e do mais puro diz-que-diz, mas muito cuidadoso no que se refere à divulgação do executivo da televisão.


 


Esta asfixia democrática tem pouco de asfixia e muito de democrática, na triste figura dos intervenientes.


 

Os pacotes

Sábado Há sempre uma forma mais ou menos enviesada de falar de coisas pouco simpáticas. Além disso, hoje em dia privilegiam-se epítetos mais...