28 janeiro 2010

Um dia como os outros (28)

 


(...) I suffer no illusions that this will be an easy process. Once again, it will be hard. But I also know that nearly a century after Teddy Roosevelt first called for reform, the cost of our health care has weighed down our economy and our conscience long enough.





So let there be no doubt: Health care reform cannot wait, it must not wait, and it will not wait another year. (...)


 

Perplexidades

 



 


A 6 de Novembro de 2008 Teixeira dos Santos previu, no Orçamento do Estado para 2009, um défice de 2,2%. Em Março de 2009 reviu essa previsão para 3,9%. Em Julho de 2009 reviu novamente o défice para 5,9%. Em Novembro de 2009 reviu mais uma vez o défice para 8%. A 26 de Janeiro de 2010 o défice de 2009 é de 9,3%.


 


A credibilidade de Teixeira dos Santos, por muita confiança que se tenha na sua capacidade técnica, e por muito que tenha demonstrado a realização da proeza que foi reduzir o défice entre 2005 e 2008, ficou seriamente danificada. Não é possível iludir a conclusão de que houve uma deliberada camuflagem da realidade, com fins eleitorais, o que é inaceitável.


 


Por outro lado é estranhíssimo que, após todas estas negociações orçamentais, de que PSD e CDS tanto gostaram, de tal forma que resolveram abster-se na votação do orçamento, venham agora dizer mal do que negociaram. O problema da lei das finanças regionais é o paradigma da hipocrisia a que se pode chegar.


 


De facto, mesmo com todos os erros de Teixeira dos Santos, nem à direita nem à esquerda parece haver qualquer alternativa à governação. E a demagogia dos sindicatos da função pública, em guerra permanente perante o maior ataque aos trabalhadores (todos os anos é o maior ataque), é imensa.


 


Pelo menos há a esperança de que seja um orçamento minimamente equilibrado.


 

26 janeiro 2010

Quinteto de trompa e cordas

 



Mozart - Quinteto de trompa e cordas, em Mi bemol maior (KV 407)


Radovan Vlatkovic, trompa

Herich Hobarth, violino

Siegfried Furlinger, viola de arco

Thomas Riebl, viola de arco

Susanne Ehn, violoncelo


 

A pandemia da suspeita

 



 


A credibilidade de Instituições como a OMS é crucial para governos, profissionais de saúde e população em geral. É imprescindível que as suspeitas de envolvimento da OMS por lobis farmacêuticos sejam rapidamente investigadas, pois todo este cenário pode ser muito pernicioso para a saúde pública.


 


A verdade é que a OMS lidou com esta situação levantando enorme alarme e medo na população em geral. Além disso, quando começaram a surgir estatísticas que indicavam que este vírus tinha uma mortalidade semelhante ao da gripe sazonal, a OMS não foi tão incisiva com esta informação como tinha sido com a mais alarmista.


 


No entanto, a constatação da menor virulência de um vírus não significa que isso fosse previsível, nem sequer que fosse o mais provável. Mas depois das previsões não confirmadas, felizmente, da pandemia do vírus H5N1 - gripe das aves - fica a descrença no ar e a suspeita, que é o vírus mais perigoso que existe.


 


Mais uma vez é essencial que todo este assunto se esclareça rapidamente.


 


Nota: Ler também.


 

24 janeiro 2010

Cantiga de escárnio

 



poesia de D. Dinis (CBN 1539)


 


U n'outro dia seve Don Foan,


a mi começou gran noj' a crescer


de muitas cousas que lh' oí dizer.


Diss' el: "Ir-m'ei, ca já se deitarán;"


e dix' eu: "Bõa ventura ajades


porque vos ides e me leixades."


 


E muit' enfadado do seu parlar


sêvi gran peça, se mi valha Deus,


e tosquiavan estes olhos meus;


e quand el disse: "Ir-me quer' eu deitar;"


e dix' eu: "Bõa ventura ajades


porque vos ides e me leixades."


 


El seve muit' e diss' e parfiou,


e a min creceu gran noje por en:


e non soub' el xe x'era mal, se ben,


dixi-lh' eu: "Bõa ventura ajades


porque vos ides e me leixades."


 

Os pacotes

Sábado Há sempre uma forma mais ou menos enviesada de falar de coisas pouco simpáticas. Além disso, hoje em dia privilegiam-se epítetos mais...