16 janeiro 2010

Caderno de memórias coloniais

 



 


Isabela Figueiredo escreve n'O Novo Mundo, depois de ter encerrado O Mundo Perfeito.


 


É dos blogues mais interessantes que conheço. Por isso estou com curiosidade em ler o livro que, com grande pena minha, há bem pouco tempo não estava ainda disponível na Bulhosa nem na FNAC.


 


Na Livraria Pó dos Livros, próxima 5ª feira ao fim da tarde, Eduardo Pitta apresentará o livro.


 

Gute Nacht

 



Schubert: Die Winterreise


Christine Schafer - soprano


Eric Schneider - Piano


 

Da urdidura

 



 


Manuel Alegre, como era previsível, anunciou a sua candidatura à Presidência da República. Neste momento o surgimento de qualquer outro candidato à esquerda é improvável e, mesmo na área do PS será muito difícil alguém arriscar uma candidatura que, com toda a certeza, dividirá os votos e reduzirá significativamente as hipóteses de haver uma vitória com a esquerda e o centro-esquerda divididos.


 


Cavaco Silva, tal como tentou condicionar as eleições legislativas tenta agora condicionar as eleições presidenciais, mesmo antes de assumir a recandidatura. Só assim consigo entender a publicação de um texto inenarrável de Fernando Lima no Expresso (link não disponível) de hoje, para defender a sua honra e o seu bom nome.


 


A coincidência entre o anúncio da candidatura de Manuel Alegre e o reavivar, por parte de Belém, do episódio das escutas e da manipulação jornalística para condicionar os resultados eleitorais, uma teia bem urdida mas em sentido inverso ao que aponta Fernando Lima, não existe. Ninguém pode acreditar que este artigo e este timing não tenham o conhecimento e o beneplácito do Presidente. A melhoria do seu posicionamento nas últimas sondagens ter-lhe-ão dado alento, ou aos seus conselheiros, para recomeçar as manobras políticas.


 


Ainda falta um ano para as eleições presidenciais e um ano é muito tempo. Há, no entanto, algo de que não tenho dúvidas. Cavaco Silva demonstrou ao longo destes anos que não tem capacidade nem sentido de estado para ocupar a Presidência da República.

 

15 janeiro 2010

Um dia como os outros (26)

 


(...) Quero hoje aqui deixar bem claro que o Governo não tem qualquer estratégia economicista ou qualquer intenção de poupança no que respeita à Rede de Referenciação Hospitalar em Oncologia em detrimento da qualidade da prestação destes cuidados especializados de saúde. (...)





(...) Uma abordagem séria da Rede de Referenciação Hospitalar em Oncologia não se compadece com demagogia ou frases sonantes, que podem bem servir o propósito de encher páginas de jornais, mas que em nada contribuem para a melhoria da prestação de cuidados e tranquilidade dos doentes, suas famílias e profissionais de saúde que vivem neste contexto clínico tão complexo. (...)





(...) Entre 2002 e 2005, as vagas disponíveis para a especialidade de Oncologia foram fixadas, pelo Governo de então, num total de 24. Repito: em três anos o número total de vagas para Oncologia foi apenas 24. A recomendação internacional é de 25 novos internos por ano. Só este ano, Janeiro de 2010, este Governo abriu 27 vagas para a especialidade em Oncologia. É assim que se defende o Serviço Nacional de Saúde. Só assim se podem defender cuidados oncológicos para todos. É mais difícil, mas assim se construem soluções sustentadas. (...)


 


Excelente discuso de Ana Jorge, dignificando o esforço do SNS, reconhecendo os seus méritos e lembrando a demagogia populista de quem não tem soluções, usando os doentes de forma pouco ética.


 


Renasce a esperança.


 


(a partir do Saúde SA)


 

14 janeiro 2010

la foule

 



Agnes Jaoui & Jacques Higelin


 

A forma e o conteúdo

 



Angelina Shaw: full of emptiness


 


Olhei bem o invólucro de cores macias, perfume de brisa, murmúrio doce e muitas palavras elaboradas.


 


Descoseu-se o casaco e olhei o forro, de papel pardo e jornais rasgados, alinhavos feitos de cinismo e poucas janelas.


 


Vazias impressões de nada, alguns laivos de serradura e muito pouca elasticidade.


 

Dos próximos tempos

 


Tudo indica que Manuel Alegre vai avançar para a candidatura à Presidência da República.


 


Tudo indica que Manuel Alegre, um dos grandes responsáveis pela subida eleitoral do BE, um dos grandes responsáveis pela oposição da esquerda mais extremada ao governo anterior, pela paragem das reformas na saúde, pela irresponável barreira às reformas da educação, tudo indica que Manuel Alegre se candidate com o apoio do PS.


 


À direita, Cavaco Silva vai recuperando terreno e, insuflado pela ausência de uma verdadeira oposição à direita, pelo esfarelamento do PSD, corporizará as esperanças dos sectores mais conservadores da nossa sociedade.


 


Parece desenhar-se uma reedição das últimas presidenciais. Mas passaram uns 4 anos em que muito se revelou dos eventuais candidatos. Manuel Alegre não reúne os apoios que teve e Cavaco Silva reduziu a sua base eleitoral.


 


Os próximos tempos adivinham-se muito complicados. Aproximam-se decisões importantes e difíceis.


 

Mudanças

  Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...