14 janeiro 2010

Dos próximos tempos

 


Tudo indica que Manuel Alegre vai avançar para a candidatura à Presidência da República.


 


Tudo indica que Manuel Alegre, um dos grandes responsáveis pela subida eleitoral do BE, um dos grandes responsáveis pela oposição da esquerda mais extremada ao governo anterior, pela paragem das reformas na saúde, pela irresponável barreira às reformas da educação, tudo indica que Manuel Alegre se candidate com o apoio do PS.


 


À direita, Cavaco Silva vai recuperando terreno e, insuflado pela ausência de uma verdadeira oposição à direita, pelo esfarelamento do PSD, corporizará as esperanças dos sectores mais conservadores da nossa sociedade.


 


Parece desenhar-se uma reedição das últimas presidenciais. Mas passaram uns 4 anos em que muito se revelou dos eventuais candidatos. Manuel Alegre não reúne os apoios que teve e Cavaco Silva reduziu a sua base eleitoral.


 


Os próximos tempos adivinham-se muito complicados. Aproximam-se decisões importantes e difíceis.


 

Da devastação

 



Haiti - Mail Online


 


Como pode ajudar


 

Um dia como os outros (25)

 


(...) Só até Outubro, o Estado devia a oito dos maiores hospitais públicos do País mais de 340 milhões de euros. O que agrava as dificuldades de financiamento e cumprimento dos prazos de pagamento das unidades hospitalares aos seus fornecedores. (...)


 

Desluzido













Wang Nong: Misty Where RiverTurns


 






Aliso a face de vidro desluzido

olhos embaciados dúvidas espessas

escolho a pedra a meio do rio.








Espero a corrente desviada

o curso do acaso.




 

12 janeiro 2010

Dos hipotéticos complexos

 


Carlos, com a mesma simpatia e no mesmo espírito de dúvida, confesso que estou espantada com o seu post. Da minha parte nunca houve complexos em falar dos anónimos da blogosfera - esta é uma altura tão boa como qualquer outra passada ou futura. Sempre entendi este blogue como um espaço de liberdade (doutra forma não estaria cá) e nunca senti que vivêssemos (eu ou o blogue) de louvores divinos a ninguém.


 


Não percebo o que quer dizer com a hipotética existência de ”os Abrantes”. Não sei quem é o Miguel Abrantes, o Valupi nem dezenas de participantes em vários blogues. Não tenho nada contra o uso de pseudónimos nem contra o anonimato de quem publica ou de quem comenta, a não ser que o anonimato seja o álibi para o insulto e a calúnia gratuitas (o que acontece frequentemente). Se as pessoas que escrevem em blogues são assessores do governo, da oposição, jornalistas, enfermeiros, médicos, economistas, sapateiros, donos (as) de casa, electricistas, estudantes ou outra qualquer ocupação, nada os impede de escreverem e opinarem o que lhes apetece e querem.


 


Se o Miguel Abrantes tem acesso a documentos a que o Carlos Santos ou eu não temos, seguramente o Carlos Santos terá acesso a documentos que eu nem imagino que existem, tal como eu saberei procurar documentos sobre assuntos da minha profissão que o Carlos, o Miguel Abrantes ou o Pacheco Pereira desconhecem. Isso significa que não os podemos usar? Ou que se os usarmos somos suspeitos?


 


Suspeitos exactamente de quê? Aquilo que o Carlos está a sugerir é que quem trabalha para o governo não pode ter blogues nem usar os seus conhecimentos profissionais? Onde está a falta de ética dessas atitudes? Ou o Carlos e o Pacheco Pereira sabem de alguma coisa que mais ninguém sabe?


 


Carlos, aquilo que comentei sobre o post de Pacheco Pereira é que não posso aceitar que se usem insinuações para manipular a opinião, levantando suspeitas de haver pessoas que, de forma ilícita, usam blogues para desinformar, caluniar e insultar quem se opõe ao governo. Porque é isso que Pacheco Pereira diz nesse post e em vários outros que já escreveu. E parece ser esse o resultado final do seu texto, Carlos.


 


(Também aqui)


 

10 janeiro 2010

Lenda

 



 


Exagero o corpo por dentro de mim

exagero os dedos as balas os dentes

exagero os nervos num frenesim.


 


 


Encolho os olhos dentro da garrafa

sem fricção do mundo sopros de nada

faço do corpo casa de Aladim.


 


Espero por dentro sossego de monstro

estrela dolente lenda esquecida

por sapo beijada bela por fim.


 


 

A mecânica da calúnia

 



 


Pacheco Pereira continua a desenvolver a tese da asfixia democrática na blogosfera, protagonizada pelos empregados do governo que pululam em blogues colectivos, a coberto do anonimato.


 


E já os conseguiu identificar, aos blogues, assim como já lhes traçou os perfis, aos empregados que pululam – pretensos intelectuais à esquerda do PS que acham que gozam da impunidade de quem tem o poder.


 


Também lhes descodificou o estilo, feito de uma caterva de insultos, destruição dos adversários a golpes de calúnias.


 


O mais extraordinário é que tudo o que Pacheco Pereira diz acontece a quem se atreve, na blogosfera, a defender as políticas do governo, a insurgir-se contra as calúnias e os ataques ad hominem a que se sujeitam, às campanhas negras de destruição do carácter de todos os que pensam que vivem em democracia e que podem exprimir livremente as suas opiniões.


 


(Também aqui)


 

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...