09 janeiro 2010

Insónia

 



Jeffrey Batchelor: insomnia


 


De noite abro os livros


inquietos na escuridão


passamos horas de enleio


sussurros letrados e brancos


com que adiamos


a inevitável manhã.


 

Distensão

 



 


Hoje sinto uma certa distensão no ar, pelo menos no ar que eu respiro. Já li vários textos com que não concordo, já me insurgi contra várias opiniões, mas de uma forma benigna e mansa, quase como se não me e lhes desse importância.


 


Nestes dias invernosos e tranquilos, podemos dar-nos ao luxo de uns momentos em paz com o mundo, esquecendo tudo o que se passa e ouvindo música. A música é um dos maiores bálsamos da criatividade humana.


 


Vou continuar a ler jornais e blogues, neste canto em que me refugio das intempéries.


 

Pa' ti

 



Agnes Jaoui & Campello

Sábado

 



Patricia Amlin


 


Sabores de sábado, manhã quente entre cobertores, gozando o gelo da rua, o sol frio e amarelo sobre estadas cinzentas e prédios silenciosos.


 


Sabores de sábados atrasados, abandonos de jovens adultos emancipados, cumplicidade da meia-idade alternativa.


 


Sabores de sábados alongados, café e folheio de jornal, debates preguiçosos sobre actualidades repetidas e amanhãs sem remédio.




 

08 janeiro 2010

Um dia como os outros (24)

 


O Parlamento acabou de aprovar a proposta do Governo que legaliza os casamentos homossexuais. O diploma ainda terá que passar por debate e votação na especialidade, mas terá aprovação garantida também aí. Mas as bancadas partiram-se nas várias votações. (...)


 


(Também aqui)


 

O Acordo pacificador

 



 


Ao contrário do que temi ontem, perante as replicações dos media sobre os recuos da Ministra da Educação, parece que o acordo não foi um recuo assim tão grande da Ministra.


 


Há um ECD com 10 escalões, ficando consagrada a associação entre a avaliação do desempenho e a progressão na carreira. Em duas etapas (não numa, como propunha Maria de Lurdes Rodrigues, nem em três, como sugeriu Isabel Alçada), há progressão na carreira através de um sistema de vagas abertas pelo Ministério, com excepção dos classificados com Excelente e Muito Bom.


 


Acede-se à carreira através de uma prova pública de desempenho, prévia ao concurso, e após um ano com avaliação positiva.


 


A avaliação do desempenho é bienal e, para quem pretenda aceder às classificações de Muito Bom e Excelente, é obrigatória a avaliação da componente docente com assistência às aulas. Os avaliadores são preferencialmente dos dois últimos escalões, altura em que os professores podem exercer uma função diferente da lectiva, em exclusividade, (gestão, acompanhamento pedagógico, avaliação, etc.), apenas a partir do 4º escalão (com, pelo menos 12 anos de experiência) ou, em condições especiais, do 3º (8 anos de experiência). Para aceder ao 3º escalão é obrigatória avaliação com assistência às aulas.


 


Ou seja, aquilo que levou 4 anos a sedimentar por parte de Maria de Lurdes Rodrigues foi finalmente conseguido. Aliás, basta ver as reacções de muitos comentadores de blogues de professores para perceber que, a pouco e pouco, se vão apercebendo que os recuos da Ministra não representaram a destruição de tudo o que foi conseguido na legislatura anterior.


 


É muito interessante ler o comunicado da FENPROF em que percebemos o que a Escola Pública representa para quem sempre a invocou como razão das contestações à política de Maria de Lurdes Rodrigues. Razões essas subscritas por todos os partidos da oposição e por várias personalidades, como Manuel Alegre, que dificultaram e impossibilitaram que este problema se tivesse resolvido mais depressa.


 


Parabéns a Maria de Lurdes Rodrigues que teve a coragem e a persistência de lutar pela dignificação da carreira docente. Parabéns a Isabel Alçada que habilmente conseguiu manter o que era essencial e que soube reconhecer, agora mesmo na SIC-Notícias, o trabalho da sua antecessora.


 


(Também aqui)


 

07 janeiro 2010

A paz segundo os professores

 



 


Estou a ouvir o Presidente da pró Ordem dos Professores que fala nos interesses da classe, dos professores, nas paz nas escolas e social. A Escola Pública está, como sempre esteve, esquecida. 


 


Isabel Alçada e o país, após uma jornada de mais de 10h, estão reféns desta classe. Não há nada que satisfaça os sindicatos e a pró Ordem a não ser o imobilismo e o regresso ao passado.





(Também aqui)


 

Os pacotes

Sábado Há sempre uma forma mais ou menos enviesada de falar de coisas pouco simpáticas. Além disso, hoje em dia privilegiam-se epítetos mais...