08 janeiro 2010

O Acordo pacificador

 



 


Ao contrário do que temi ontem, perante as replicações dos media sobre os recuos da Ministra da Educação, parece que o acordo não foi um recuo assim tão grande da Ministra.


 


Há um ECD com 10 escalões, ficando consagrada a associação entre a avaliação do desempenho e a progressão na carreira. Em duas etapas (não numa, como propunha Maria de Lurdes Rodrigues, nem em três, como sugeriu Isabel Alçada), há progressão na carreira através de um sistema de vagas abertas pelo Ministério, com excepção dos classificados com Excelente e Muito Bom.


 


Acede-se à carreira através de uma prova pública de desempenho, prévia ao concurso, e após um ano com avaliação positiva.


 


A avaliação do desempenho é bienal e, para quem pretenda aceder às classificações de Muito Bom e Excelente, é obrigatória a avaliação da componente docente com assistência às aulas. Os avaliadores são preferencialmente dos dois últimos escalões, altura em que os professores podem exercer uma função diferente da lectiva, em exclusividade, (gestão, acompanhamento pedagógico, avaliação, etc.), apenas a partir do 4º escalão (com, pelo menos 12 anos de experiência) ou, em condições especiais, do 3º (8 anos de experiência). Para aceder ao 3º escalão é obrigatória avaliação com assistência às aulas.


 


Ou seja, aquilo que levou 4 anos a sedimentar por parte de Maria de Lurdes Rodrigues foi finalmente conseguido. Aliás, basta ver as reacções de muitos comentadores de blogues de professores para perceber que, a pouco e pouco, se vão apercebendo que os recuos da Ministra não representaram a destruição de tudo o que foi conseguido na legislatura anterior.


 


É muito interessante ler o comunicado da FENPROF em que percebemos o que a Escola Pública representa para quem sempre a invocou como razão das contestações à política de Maria de Lurdes Rodrigues. Razões essas subscritas por todos os partidos da oposição e por várias personalidades, como Manuel Alegre, que dificultaram e impossibilitaram que este problema se tivesse resolvido mais depressa.


 


Parabéns a Maria de Lurdes Rodrigues que teve a coragem e a persistência de lutar pela dignificação da carreira docente. Parabéns a Isabel Alçada que habilmente conseguiu manter o que era essencial e que soube reconhecer, agora mesmo na SIC-Notícias, o trabalho da sua antecessora.


 


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07 janeiro 2010

A paz segundo os professores

 



 


Estou a ouvir o Presidente da pró Ordem dos Professores que fala nos interesses da classe, dos professores, nas paz nas escolas e social. A Escola Pública está, como sempre esteve, esquecida. 


 


Isabel Alçada e o país, após uma jornada de mais de 10h, estão reféns desta classe. Não há nada que satisfaça os sindicatos e a pró Ordem a não ser o imobilismo e o regresso ao passado.





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O avanço do Bloco Central

 



 


Tal como Ana Paula Fitas e Tomás Vasques, penso que o PS deveria ter dado liberdade de voto no Parlamento nas votações sobre a legalização do casamento entre homossexuais. Parece-me uma desconsideração pelo papel dos deputados.


 


Além disso foi um erro político. O PS caiu na armadilha do PSD que não se cansa de realçar que ele próprio deu liberdade de voto aos seus deputados. Ou seja, fala-se mais da falta de democracia interna no PS do que na aprovação da lei.


 


O PSD também foi muito habilidoso na resposta à carta de intenções do PS sobre a negociação da proposta do orçamento de estado. Cavaco Silva está a conseguir o que queria – o governo do Bloco Central.


 


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05 janeiro 2010

Equívoco

 



(Leonardo Da Vinci)


 


Pego na morte com pinças


deixo-a entre ameaças veladas


e gadanha escura.


 


Pergunto-lhe se posso esperar


sossegada entre férias de peçonhas


e descanso de tumores.


 


Responde-me misteriosa e altiva


abrindo o equívoco esquálido


do habitual arremedo


da vida.


 

Quando as palavras

 



Mesa


 


 


Estou além sono, num sonho de papel, fio de ópio, sombra chinesa tatuada no céu.

Hoje não me apetece ser do contra, uma enfant terrible.

Quero apenas os novos códigos, quero apenas entrar e participar.

Cruzar-me num sonho que seja possivel para ambos.


 


És o meu Anjo da Guarda e eu dou-te trabalho...

Tu és o meu "Homem-Livro", o meu agasalho:

que lê para mim todas as noites, que me levanta sempre que caio.

Como eu gostava de retribuir. Como eu gostava de aprender a pedir.


 


Quando as palavras não dizem o que somos.


 


A cidade está submersa numa manhã chuvosa.

Pântanos e dinossauros tomam de assalto as avenidas.

A menina tem insónias e só às vezes dorme.

Desaparece e acorda com fome e acorda com fome.

Esta é a minha nova dor. Diz-lhe olá, não a faças esperar.


 


Quando as palavras não dizem o que somos.

Gastamos em tinta o que prometemos em sonhos.

Quando as palavras não dizem o que somos.


 


Oh! Meu Anjo da Guarda, eu sei que te dou trabalho.

Eu e tu somos iguais... eu queria tanto fazer-te feliz...

Não esperes que eu consiga mudar da noite para o dia.


 

Mudanças

  Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...