05 janeiro 2010

Quando as palavras

 



Mesa


 


 


Estou além sono, num sonho de papel, fio de ópio, sombra chinesa tatuada no céu.

Hoje não me apetece ser do contra, uma enfant terrible.

Quero apenas os novos códigos, quero apenas entrar e participar.

Cruzar-me num sonho que seja possivel para ambos.


 


És o meu Anjo da Guarda e eu dou-te trabalho...

Tu és o meu "Homem-Livro", o meu agasalho:

que lê para mim todas as noites, que me levanta sempre que caio.

Como eu gostava de retribuir. Como eu gostava de aprender a pedir.


 


Quando as palavras não dizem o que somos.


 


A cidade está submersa numa manhã chuvosa.

Pântanos e dinossauros tomam de assalto as avenidas.

A menina tem insónias e só às vezes dorme.

Desaparece e acorda com fome e acorda com fome.

Esta é a minha nova dor. Diz-lhe olá, não a faças esperar.


 


Quando as palavras não dizem o que somos.

Gastamos em tinta o que prometemos em sonhos.

Quando as palavras não dizem o que somos.


 


Oh! Meu Anjo da Guarda, eu sei que te dou trabalho.

Eu e tu somos iguais... eu queria tanto fazer-te feliz...

Não esperes que eu consiga mudar da noite para o dia.


 

Sem comentários:

Enviar um comentário

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...