05 novembro 2009

Boca do mundo

 



Mesa


 


 


Se a chama chega,

E ninguém chega à chama

De que vale arder?

Se o barco parte sem velas,

De que serve a maré?


 


Não se mostra o trajecto

A quem parte para se perder

Não se dá boleia

A quem precisa de ir a pé


 


E é como quando pensas que estás a chegar

E não deste um passo


 


Onde estou, nada mais pode crescer

Eu sou assim, uma fênix a arder

São só os meus erros, é toda a minha culpa


 


Hoje até o ar anda cansado

Preciso de um enigma

Para pôr fim ao propor

Não sei o que me deu, não costumo estar assim

Desco a rua que passa, rente à boca do mundo


 


Sinto a vida que passa

E os rumores que circulam na boca do mundo


 


Onde estou, nada mais pode crescer

Eu sou assim, uma fénix a arder

São só os meus erros, é toda a minha culpa

E é tudo o que faço

E é todo o meu cansaço


 


Por fim, por fim...


 


Onde estou, nada mais pode crescer

Eu sou assim, uma fênix a arder


Onde estou, nada mais pode crescer

Eu sou assim, uma fénix a arder

São só os meus erros, é toda a minha culpa

É tudo o que faço

E é todo o meu cansaço


 


E é tudo o que faço

E é todo o meu cansaço


 


Por fim, por fim...


 


Sinto a vida que passa

Na boca do mundo, não se sabe quem é quem...


 

Um dia como os outros (4)

 


Armando Vara suspendeu o mandato de Vice-Presidente do BCP, atitude que só o dignifica. Outros, noutras empresas, poderiam seguir-lhe o exemplo.


 


(Também aqui)


 

E já lá vão 4 anos

 


A reserva impede-me de nomear o autor desta prenda de aniversário pelo quarto ano que o Defender o Quadrado faz hoje.


 


Mas que é uma bela homenagem, tenho que concordar que sim.


 


Para todos os que por aqui vão passando, obrigada. Quanto ao Kermit (antes Rechoncha), continuaremos a comparar notas.


 


A Miss Piggy (antes Bonemine), continuará a atacar.


 


04 novembro 2009

Aglomerado governamental

 



I wonder

Frode Inge Helland


 


Vamos lá a ver se entendi.

 


O PS apresentou um programa eleitoral que foi discutido na campanha para as eleições legislativas.

 


O PS ganhou as eleições sem maioria absoluta.

 


O PS formou governo.

 


O PS entregou à Assembleia um programa de governo baseado naquilo que apresentou ao eleitorado e que este votou maioritariamente.

 


Os partidos da oposição estão varados de espanto. Pelos vistos o PS deveria ter apresentado uma miscelânea, um aglomerado, um projecto de negociação sobre a sua própria governação, perguntando primeiro à Assembleia quais as opiniões, estratégias, decisões e políticas que, no entender do conjunto dos partidos que perderam as eleições e que não formaram governo, após eleições democráticas, autorizam o PS a executar.


 


Pois.


 


(Também aqui)


 

Falta de seriedade

 


A proposta do CDS/PP sobre a avaliação do desempenho dos professores contém:



  • A enumeração de objectivos por parte dos avaliados, que têm que estar em consonância com os objectivos enunciados pela própria escola

  • A entrega, no fim de cada ano, por parte dos avaliados, de um relatório, portfolio de auto-avaliação, onde estarão discriminados os objectivos atingidos, as acções de formação organizadas/participadas, trabalhos efectuados, dentro do espírito da formação contínua.


Os avaliadores são o conselho pedagógico e o presidente do conselho executivo (que pode delegar noutras pessoas/docentes) e deve avaliar (entre outros):



  • O relatório da auto-avaliação, avaliando o seu acordo/desacordo com ele, com recurso a entrevistas individuais

  • O nível de assiduidade dos docentes

  • O grau de cumprimento dos serviços distribuídos (componente lectiva e não lectiva), avaliando prazos e objectivos alcançados

  • Participação do avaliado na comunidade escolar

  • Acções de formação frequentadas

  • Participação em projectos (investigação/desenvolvimento educativo)

  • Grau de cumprimento dos objectivos fixados


As classificações são de 1 a 10, divididas em insuficiente, regular, bom, muito bom e excelente.


 


A diferença entre esta proposta e a que está em vigor é que não inclui a avaliação da componente científico pedagógica, com assistência pelos avaliadores às aulas dos avaliados.


 


Falta muita seriedade na discussão deste tema. O oportunismo e a demagogia do CDS e de Mário Nogueira são, de facto, notáveis.


 


(Também aqui)


 

02 novembro 2009

Um dia como os outros (3)

 


Hamid Karzai foi declarado o vencedor das eleições presidenciais no Afeganistão. O simulacro de democracia desapareceu definitivamente deslegitimando todo o processo eleitoral.


 


Entretanto os talibãs paquistaneses continuam a sua acção, matando mais 34 pessoas em Rawalpindi.


 


(Também aqui)


 

I am I

 


To John Middleton Murry

Mid-April (?), 1925, London





In the last 10 years — gradually, but deliberately — I have made myself into a machine. I have done it deliberately — in order to endure, in order not to feel — but it has killed V. In leaving the bank I hope to become less a machine — but yet I am frightened — because I don’t know what it will do to me — and to V — should I come alive again. I have deliberately killed my senses — I have deliberately died — in order to go on with the outward form of living — This I did in 1915. What will happen if I live again? “I am I” but with what feelings, with what results to others — Have I the right to be I — But the dilemma — to kill another person by being dead, or to kill them by being alive? Is it best to make oneself a machine, and kill them by not giving nourishment, or to be alive, and kill them by wanting something that one cannot get from that person? Does it happen that two persons’ lives are absolutely hostile? Is it true that sometimes one can only live by another’s dying? (...)


 



 


Cartas inéditas de T. S. Eliot


 


V (Vivienne Eliot) - mulher de T. S. Eliot


 


John Middleton Murry - escritor, crítico literário e marido da escritora Katherine Mansfield


 

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...