08 setembro 2009

Auto-estradas do Centro

 


Afinal José Sócrates tinha razão.


 


Segundo o DE, a Estradas de Portugal recomendou a não adjudicação da concessão à Mota-Engil e à Edifer pelos grandes desvios (superiores em mais de 100%) entre os preços iniciais e os preços finais.


 


Francisco Louçã estava equivocado.


 


Nota: Também aqui.


 

Combate 6 - BE contra PS - rescaldo

 


Sócrates conseguiu desmontar a demagogia populista de esquerda de Francisco Louçã, não largando a perda dos benefícios fiscais, fazendo com que Francisco Loução perdesse um pouco o ar professoral, de superioridade moral que o caracteriza. O acenar de Sócrates com o aumento fiscal para a classe média foi arrasador, mas insistiu demasiado.


 


Louçã conseguiu atrapalhar Sócrates nas adjudicações das autoestradas e nos contentores.


 


Francisco Loução descompôs-se; Sócrates recompôs-se.


 


Judite de Sousa foi totalmente ignorada.


 


Penso que José Sócrates ultrapassou muito bem este debate.


 


Nota: Também aqui.


 

07 setembro 2009

O descrédito do PSD

 


É impossível não comentar a extraordinária afirmação de Manuela Ferreira Leite sobre a ausência de asfixia democrática na Madeira. Mas o mais fantástico foi a justificação:


 


"quem legitima o poder é o voto do povo e não está ninguém aqui por imposição, é em resultado dos votos"


 


Então Sócrates não foi eleito? Ou será que Manuela Ferreira Leite duvida das eleições de há 4 anos?


 


A credibilidade de Manuela Ferreira Leite e do PSD acaba-se rapidamente com este tipo de declarações. O aproveitamento que fez do caso TVI, muito bem desmontado por Carlos Santos, resulta em reacções como a de Daniel Proença de Carvalho, que distingue entre liberdade de expressão e atentado ao bom nome, difamação e acusações na praça pública.


 


Saíram as primeiras sondagens para as legislativas. Há ainda muito para fazer.


 


Nota: Também aqui.


 

06 setembro 2009

Combate 4 - PSD contra BE / BE contra PSD - rescaldo

 


Mais um debate civilizado, o que é excelente, mais BE contra PSD.


 


Ficaram bem patentes as diferenças entre o BE e o PSD. Mas essas diferenças já eram conhecidas.


 


Aquilo que me espantou foi ter assistido ao arrasar do programa eleitoral (inexistente) do PSD, obrigando-se Manuela Ferreira Leite a concordar pontualmente com Francisco Louçã e a desdizer o pouco que lá está escrito, como por exemplo na segurança social, por um pregador que do seu púlpito falou da liberdade e da responsabilidade, da grandeza da democracia, da violência da insensibilidade, etc.


 


Na questão do emprego e do desemprego Francisco Louçã exibia o sorriso do vencedor. Na saúde Manuela Ferreira Leite acenou com as listas de espera para morrer mas foi de imediato cilindrada pela necessidade que o sistema privado tem de se socorrer do público, precisamente nas áreas mais críticas dos cuidados intensivos, da oncologia, etc. Manuela Ferreira Leite esteve bem quando apelidou as taxas moderadoras para os internamentos e cirurgias de um imposto.


 


Por fim, de uma maneira cordata e serena, Francisco Louçã conduziu Manuela Ferreira Leite para o cadafalso quando se falou do casamento entre homossexuais, uniões de facto e procriação medicamente assistida. Num frenesim, Francisco Louçã perorou sobre a felicidade e o direito de amar que o Estado deve garantir a todo o indivíduo, encurralando Manuela Ferreira Leite no reconhecimento da evolução da sociedade que já não considera isso um tabu, sem sabermos exactamente o que era isso.


 


Louçã esmagou.


 


Nota: Também aqui.

 

De mais ninguém

 



Canta Marisa Monte


 


 


Se ela me deixou a dor,

É minha só, não é de mais ninguém

Aos outros eu devolvo a dó

Eu tenho a minha dor

Se ela preferiu ficar sozinha,

Ou já tem um outro bem

Se ela me deixou,

A dor é minha,

A dor é de quem tem...

 


É meu troféu, é o que restou

É o que me aquece sem me dar calor

Se eu não tenho o meu amor,

Eu tenho a minha dor

A sala, o quarto,

A casa está vazia,

A cozinha, o corredor.

Se nos meus braços,

Ela não se aninha,

A dor é minha, a dor.

 


Se ela me deixou a dor,

É minha só, não é de mais ninguém

Aos outros eu devolvo a dó

Eu tenho a minha dor

Se ela preferiu ficar sozinha,

Ou já tem um outro bem

Se ela me deixou,

A dor é minha,

A dor é de quem tem

mmmh...mmmh...

 


É o meu lençol, é o cobertor

É o que me aquece sem me dar calor

Se eu não tenho o meu amor,

Eu tenho a minha dor

A sala, o quarto,

A casa está vazia,

A cozinha, o corredor.

Se nos meus braços,

Ela não se aninha,

A dor é minha, a dor.

mmmh mmmh...


 

Combate 4 - PSD contra BE / BE contra PSD

 



 

Campanha política e blogues

 


A blogosfera entrou definitivamente nos meios de debate, propaganda, informação e manipulação nas campanhas políticas. Individualmente ou em grupo, todos podemos opinar, ler outras opiniões, debater ideias e comentar as ideias diferentes.


 


Estas eleições são muito importantes pois está a discutir-se qual a estratégia para o futuro do país, com visões opostas em termos de desenvolvimento, modelos económico, de apoio social e de funções do estado, para citar alguns.


 


Por isso se assiste ao agrupamento de pessoas que apoiam campos opostos, na tentativa de fazer da união a força, de criar espaços de verdadeiro debate e esclarecimento de ideias.


 


Infelizmente as boas intenções são arrasadas com grande rapidez. Em contraponto a um blogue formado por um colectivo de pessoas com diferentes formações, formas de estar, posturas ideológicas, que têm como objectivo manifesto comum apoiar a votação no PS nas próximas eleições legislativas, formou-se outro blogue cujo objectivo é, em primeiro lugar, impedir que José Sócrates assuma de novo a função de Primeiro-ministro e, em segundo lugar, apoiar o PSD nas próximas eleições.


 


Sendo assim talvez se compreenda a necessidade que os bloguers do Jamais têm de linkar os posts escritos por intervenientes do SIMplex, tentando desmontá-los, assumindo uma posição de desconstrução em vez de construção. Esta abordagem é empobrecedora no que diz respeito à exposição das razões para se votar de determinada forma, defendendo ideias e programas de acção, mas até poderia servir para incentivar o debate.


 


Infelizmente não tem sido o caso. Aquilo a que se tem assistido é a uma actuação verdadeiramente provocatória, pegando em frases e textos retorcendo-os, transformando ideias em afirmações grotescas, é aproveitar análises transparentes e óbvias para lançar suspeições, uma das estratégias que tem sido mais usada por apoiantes dos partidos da direita, é o achincalhamento de pessoas invocando a despropósito e de forma insultuosa laços familiares, é aceitando comentários vergonhosos, como tem acontecido.


 


É lamentável que uma ferramenta como esta, que é acessível a todos e uma excelente forma dos cidadãos poderem discutir e expor as suas ideias, exercendo a cidadania e fortalecendo a democracia, seja utilizada por pessoas que menorizam a própria ideia de intervenção cívica, transformando-a em negócio e insinuações de tráfico de influências e de futuras benesses, numa claque clubística acéfala e insultuosa.


 


Com a certeza de que esta postura tende a piorar com a aproximação do dia das eleições, fica-se com a sensação de que o deserto de ideias é tal que a única hipótese para alguns está precisamente na criação de factos e de suspeições, discutindo o carácter em vez das pessoas.


 


É esse o espelho em que se revêem.


 


Nota: Também aqui.

 

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...