Sócrates conseguiu desmontar a demagogia populista de esquerda de Francisco Louçã, não largando a perda dos benefícios fiscais, fazendo com que Francisco Loução perdesse um pouco o ar professoral, de superioridade moral que o caracteriza. O acenar de Sócrates com o aumento fiscal para a classe média foi arrasador, mas insistiu demasiado.
Louçã conseguiu atrapalhar Sócrates nas adjudicações das autoestradas e nos contentores.
Francisco Loução descompôs-se; Sócrates recompôs-se.
Judite de Sousa foi totalmente ignorada.
Penso que José Sócrates ultrapassou muito bem este debate.
Nota: Também aqui.
Os políticos «de todos os quadrantes» reconhecem as dificuldades do interior, logo devem dar expressão ao que dizem, só assim, seremos um país solidário e justo. O papel do Estado não deve ser reduzido, antes pelo contrário, há que discriminar positivamente o interior do país; atacando com coragem o grave problema da desertificação.
ResponderEliminarPortugal, é um Estado altamente centralista, o país europeu que menos equitativamente redistribui os dinheiros públicos.
A desertificação das actividades humanas é alarmante no território nacional, fruto do abandono da agricultura, da falta de investimentos, de empregos, das escassas infra-estruturas. Nenhum governo, se pode guiar apenas por critérios estatísticos, para o encerramento massivo de serviços públicos, deveria estar sujeito a estudos de impacto social.
Que medidas / programa de acção têm os ilustres socialistas, para contrariar o encerramento maciço de estruturas de serviços públicos, pilares fundamentais da qualidade de vida local? Nos domínios da saúde, da educação, dos tribunais, da segurança, dos transportes públicos ferroviários e rodoviários, etc...
Pela análise do PIDACC , constata-se quebras dramáticas para o interior. O programa PRACE parece só ter a vertente orçamental de contenção de custos, como lógica para o Interior esquecido... O mesmo interior pelo qual se candidata o vosso camarada SÓCRATES.
Quais os investimentos que os ilustres socialistas consideram prioritários para o interior?
Essas vossas opções estratégicas não são antagónicas com o actual modelo territorial por vós (PS) preconizado, para a Região Beira Interior?
O QREN é a última oportunidade para o lançamento de um de um Plano Nacional de Equilíbrio do Território; pois assiste-se à deslocalização, de recursos humanos, de empresas e de investimentos. A Lei das Finanças Locais, vai acentuar as assimétrias regionais. Imagine-se mais penalizadora para os municípios do interior e com menos habitantes.
O turismo cultural é e continuará a ser um vector a explorar, a gastronomia, os produtos endógenos, a cultura, o património arquitectónico e religioso, mas os investimentos escasseiam e são burocraticamente morosos.
O Mapa PIN de Portugal é, ele próprio, o espelho do Mapa da Desertificação, do Desequilíbrio e do Despovoamento, concentra os grandes investimentos no litoral, sendo pouco significativo o número dos que se irão implantar no interior de Portugal.
Esta política dos camaradas PS de abandono do interior, é uma política cega, obcecada por meros critérios quantitativos.
O interior não precisa de " caridadezinha ", exige que lhe dêem a oportunidade de sobreviver, e de se desenvolver em pé de igualdade de direitos com o resto do país.
O país não pode continuar a desperdiçar oportunidades... A NOSSA querida " BEIRA ", arrisca-se a ser um imenso espaço desertificado….
Atentamente
Soares Milheiro (Engº)