05 setembro 2009

Pão de ouro

 



 


É possível melhorar as condições de vida nos países em vias de desenvolvimento.


 


É possível intervir na prevenção da fome, da doença.


 


É possível desenvolver uma cultura de batata-doce, ensinar a fazer pão de batata-doce, alterar os hábitos alimentares para que se reduza o défice de Vitamina A, responsável pela cegueira de tantos milhares em países pobres.


 


É possível ensinar e treinar trabalhadores de saúde locais a colaborarem com as escolas na promoção de programas de higiene e saúde, de melhoria da alimentação vida saudável.


 


O Helen Keller International tem actuado em todas estas vertentes e ganhou o Prémio António Champalimaud de Visão 2009, da Fundação Champalimaud.


 


Este é um bom começo de fim-se-semana.

 

Debates de Verão (25)

 


 


Continuam os artigos no Diário Económico online (tão disfarçados que é extremamente difícil dar com eles...). Ontem escreveu o  Rogério da Costa Pereira, pelo SIMplex:


 


Isto é tudo muito requintado




(...) O spot alusivo ao Jornal de Sexta, as declarações de Moura Guedes ao DN ("Só se fossem muito estúpidos é que me tiravam do ar!"), e a ameaça de mais peças sobre o Freeport, são demasiados factos para um só dia. Há muitas contas e leituras ainda a fazer.


Mas a questão fulcral é a de saber quais as razões que levaram a administração da TVI a tomar esta decisão a três semanas das eleições – exactamente agora, quando essa decisão só pode penalizar o PS e Sócrates.


 



 


e o Nuno Gouveia, pelo Jamais.


 

04 setembro 2009

Verdades e mentiras

 



 


Não interessa saber se é ou não verdade. Apenas interessa que as pessoas sintam que é.


 


Este é o tipo de campanha de verdade que o PSD faz. Levantam-se suspeitas e insinuações e passam a ser verdades.


 


CAA, na SIC notícias, afirma que é óbvio que Sócrates pressionou a demissão de Manuela Moura Guedes, porque disse alto e bom som que aquele jornal era um ataque pessoal constante.


 


O mais interessante é que CAA acha naturalíssimo que Manuela Moura Guedes faça perseguição  cerrada pessoal a Sócrates, mas nega a Sócrates a liberdade de se revoltar contra isso.


 


CAA tem a credibilidade de quem insinuou que Miguel Abrantes é um conjunto de assessores, que se comprometeu a deslindar e, até hoje, não desfez a suspeição.


 


Mas lá está, isso não interessa. O que interessa é sentir-se que é verdade.


 

03 setembro 2009

Governo de iniciativa presidencial

 



 


O artigo que Medina Carreira escreveu no Correio da Manhã, no Domingo, embora apocalíptico como é habitual, foi mais transparente e apontou uma direcção, que se adivinhava em todas as últimas intervenções que fez.


 


A única eventual solução para este país à deriva é um governo de salvação nacional, do bloco central e de iniciativa presidencial.


 


Talvez Medina Carreira seja um mensageiro de Belém, preparando o terreno para o que há-de vir. Talvez assim se expliquem as intervenções e os silêncios cirúrgicos do Presidente, assim como o  abandono da postura de estado.


 


Nota: Também aqui.

 

Debates de Verão (24)

 



 


Agora com outro formato, continua o debate. Hoje escreve o  Palmira Silva, pelo SIMplex:


 


Sustentabilidade




(...) Investir na produção de energia, em especial nas renováveis, deve ser prioridade do programa de qualquer partido que pretenda governar o país e apostar no futuro. Ao ler os programas dos principais partidos, é fácil verificar que apenas um deles assume esse desígnio.


 



 


e o José Eduardo Martins, pelo Jamais.


 

O novo PREC

 


Realmente hoje é um dia de que a democracia não se pode orgulhar. A total irresponsabilidade perigosa de José Aguiar Branco e de muitas outras personalidades ao acusar José Sócrates e o PS de terem forçado a demissão de Manuela Moura Guedes, é um desrespeito total pelas regras de um estado democrático.


 


É inaceitável que se levantem este tipo de suspeitas e calúnias gravíssimas sem que haja qualquer resquício de factos que comprovem as acusações.


 


A última pessoa a ganhar com esta demissão é, precisamente, José Sócrates. A decisão de demitir Manuela Moura Guedes, que conduzia um programa em que se praticava muita coisa, mas não jornalismo, muito menos jornalismo de investigação, é da competência da administração da empresa. Manuela Moura Guedes até já tinha afirmado que se a nova administração a demitisse era muito estúpida. Por coincidência Manuela Moura Guedes tinha uma reportagem fantástica sobre o caso Freeport.


 


Mas as coincidências não se ficam por aqui. É que hoje foram conhecidas as pressões exercidas pelo governo sobre Alexandre Relvas, chantageando-o a propósito dos negócios que tinha com o Estado. Também por coincidência, um dos pilares da estratégia eleitoral do PSD, iniciada há algum tempo por Pacheco Pereira, é o slogan da asfixia democrática e da falta de liberdade na sociedade portuguesa.




É estranho que, para toda a oposição, a única coincidência que existe em todo este processo é mesmo a pouca inteligência de José Sócrates.




Para mim, Manuela Moura Guedes é a negação do que deve ser uma jornalista. Sou totalmente contra qualquer condicionante da liberdade de expressão. A possibilidade de se praticarem pressões políticas conducentes a qualquer tipo de censura, velada ou explícita, deve ser imediatamente repudiada, accionando-se todos os instrumentos legais para punir quem o fizer.


 


Tanto a nova administração da TVI como quem acusa o governo, o PS e Sócrates de condicionarem a demissão seja de quem for, devem de imediato apresentar os factos em que se baseiam para o afirmar. Era muito importante que a TVI divulgasse a reportagem sobre o Freeport a que se refere Manuela Moura Guedes.


 


Senão a única conclusão a tirar é que, para que José Sócrates perca as eleições, todas as armas, mesmo as mais abjectas, são permitidas. Estamos num novo PREC, em que se acusava o PS e os próximos do PS de fascistas, reaccionários, antidemocráticos, controladores, pidescos, etc.


 


Espero as declarações do Presidente a propósito deste assunto. Ou será que este ambiente de suspeição e calúnias não o preocupa, tanto como os graves problemas do país, como o  desemprego e a recessão económica?


 


Nota: Também aqui.

 

02 setembro 2009

Combate 1 - CDS/PP contra PS - rescaldo

 


Este combate, que se adivinhava agressivo e difícil, acabou com alguma vantagem para José Sócrates, que conseguiu desmontar a enorme demagogia de Portas em relação à segurança: fazer perceber aos eleitores que as acusações do CDS em relação ao aumento da insegurança pela alteração às leis penais foi, ao fim e ao cabo, aprovada no Parlamento pelo CDS.


 


Foi um momento de enervação extrema para Paulo Portas que disparou em todas as direcções, agarrando rapidamente o discurso dos idosos sem direito à reforma. Só comparável à pergunta mortal que Vasco Rato fez a Aguiar Branco, no debate do referendo da IVG. Aguiar Branco, depois de ter defendido que a pergunta apresentada no referendo não tinha qualquer sentido, teve que confessar que a tinha votado favoravelmente.


 


José Sócrates insistiu, talvez um pouco em demasia, no passado governativo de Portas, cujas responsabilidades não foram tão grandes como Sócrates tentou insinuar. O problema do Iraque foi forçado e podia ter sido poupado.


 


Em tudo o resto, desde a segurança social às reformas educativas, desde o aumento do ordenado mínimo até à redução do défice (pergunta inicial a que Paulo Portas fugiu, visto que não foi capaz de negar que as propostas do seu programa aumentam o défice), o governo tem obra para mostrar e o CDS passeou a sua demagogia o mais que lhe foi possível. Mais uma vez a atitude do Primeiro-ministro, que tem contra si todos os partidos da oposição, foi firmemente convicta.


 


Este modelo de debate é um pouco estranho. Não percebi muito bem qual o papel de Constança Cunha e Sá.


 


Nota: Também aqui.


 

Mudanças

  Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...