Wynton Marsalis
He and She
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
Durante muitos anos resisti a ler Agustina Bessa Luís.
Tentei ler algumas das suas crónicas que não me diziam nada. Tentei ver alguns dos filmes de Manoel de Oliveira (Francisca, Vale Abraão) e não passei dos primeiros 15 minutos. Tudo me parecia sem sentido embora a própria Agustina me interessasse pela forma como falava de si, da sua vida e da sua obra. Uma mulher interessantíssima.
Devo agradecer ao meu filho mais velho o mergulho que dei ao ler Memórias Laurentinas.
A escrita de Agustina Bessa Luís é do melhor que tenho lido. Segue os meandros do pensamento, avançando e recuando, pegando nas personagens em diversas alturas, em diferentes épocas, olhando-as de lados opostos ou complementares, assumindo a narrativa dentro da história, que é o que menos importa.
O que importa em Agustina Bessa Luís é o vício de quem a lê.
Memórias Laurentinas são meio autobiográficas, partem de um diário escrito por seu avô materno, Lourenço Guedes Ferreira, e deambulam com a família por terras de Espanha, Angola, Argentina, pelos amigos, pelos primos, pelas termas, pelo Douro, pelo lado esquerdo da cama.
Não me posso perdoar por esta tão tardia descoberta. Vou ver se recupero o tempo perdido.
Continuam os combates com penas: hoje Tiago Julião Neves pelo SIMplex:
e José Eduardo Martins, pelo Jamais.
A desertificação do interior do país é uma realidade que não tem parado de crescer com o proporcional alargamento das grandes capitais, a desumanização, o desenraizamento e a proliferação de guetos sociais.
Paralelamente não tem havido um redimensionamento da administração pública, adequando os serviços às reais necessidades, tendo-se iniciado uma reestruturação da distribuição do parque escolar e dos serviços de urgência e de maternidades que tendem a reflectir essa realidade, com os critérios de optimização e da qualidade dos serviços que se prestam.
É com tristeza que as freguesias e os concelhos mais afastados vêm partir os seus, sentindo-se abandonados à sua sorte. Mas o problema é que a ausência de emprego e de expectativas conduz a população a mover-se para o litoral, em busca de novas oportunidades.
A aposta nas novas tecnologias, na banda larga, na massificação e facilitação do acesso à internet, na flexibilização dos horários de trabalho com o recurso a teletrabalho nas áreas em que isso é possível, no desenvolvimento de teleconferências, nas consultas de referência por via electrónica, na partilha de dúvidas e de resolução de problemas pelo avanço da tecnologia informática, podem ser utilizadas para reanimar o interior desertificado.
Se houver boa acessibilidade rodoviária, se existirem transportes rápidos e pouco poluentes, facilitando a mobilidade dos cidadãos entre os centros e as periferias, é possível que haja migração de uma parte da população para cidades mais pequenas, com outro tipo de ofertas a nível de qualidade de vida, que multiplicarão actividades culturais, de comércio e de serviços. Será possível, num futuro próximo, viver calmamente numa cidade do interior e trabalhar em rede com parceiros em múltiplas localidades.
A aposta numa rede de transportes ferroviários, numa rede rodoviária de qualidade e nas novas tecnologias podem ser a chave para uma reunificação de todo o tecido nacional e uma enorme melhoria na qualidade de vida dos cidadãos.
Nota: também aqui.
Continuam os combates com penas: hoje Tomás Vasques pelo SIMplex:
e Ana Margarida Craveiro, pelo Jamais.
Vicente Amigo: tres notas para decir te quiero
A quietude de uma noite de Agosto, em baixo de um mar de estrelas.
Boa companhia, bom vinho, boa comida, o barulho das cigarras e uma musiquinha do filme que passam ao ar livre.
Momentos de êxtase num Algarve demasiado cheio, demasiado barulhento, demasiado embrutecido, estes ninhos de puro prazer.
Estar de férias é poder estar contigo, neste reduto de mansidão.
Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...