21 abril 2009

Prémios

 


Tenho estado muito desatenta a certos gestos de apreço que algumas pessoas me têm mostrado, o que é imperdoável. Não tenho qualquer desculpa.


 


Mas mesmo atrasados, e com o pedido de compreensão pelos citados bloguers, vou fazer seguir as correntes:


 


O primeiro para uma primeiríssima preferência minha, pela pessoa que vamos tendo o privilégio de ler.


 



 


O segundo pela gentileza de me ter dado este presente, a quem passei a visitar com frequência.


 



 


Sendo assim, vou já reencaminhar estes prémios a quem de direito, publicando desde já as regras para continuar a cadeia:



  • Reencaminhar este prémio a 10 blogs

  • Exibir a imagem do prémio

  • Postar o link do blog que o premiou

  • Indicar 10 blogs para fazerem parte do "este blog é tão bom que até arrepia"

  • Avisar os indicados

  • Publicar as regras

     


E o nomeados são:



  1. Anacruzes

  2. bonstempos hein?!

  3. Café del Artista

  4. Contra Capa

  5. DER TERRORIST

  6. Garfadas on line

  7. Grama a Grama

  8. Herdeiro de Aécio

  9. Ponto de Cruz

  10. MÁTRIA MINHA


Não há pragas para quem não seguir a corrente!


 

Europeias (1)

 



 


Ontem, quebrando uma promessa feita a mim própria, fiquei a ver o programa Prós & Contras.



A única coisa que consegui, aliás como das outras vezes, foi ficar com uma enervação, uma desilusão e uma revolta enormes, para além da insónia.



É verdade, estou uma exagerada. Mas este tipo de espectáculos deploráveis que os nossos candidatos nos oferecem é mais um motivo para a descredibilização da política, para o afastamento entre os políticos e os cidadãos, para a descrença no sistema democrático.




Ninguém falou da Europa nem das políticas europeias. A reboque da crise e da luta política para as legislativas, foi o vale tudo. O programa, pessimamente conduzido por uma Fátima Campos Ferreira que parecia comprazer-se com aquela algazarra, permitindo que o programa se transformasse numa espécie de governo contra oposição de baixo nível, chegando a rir-se das figuras que se faziam (na verdade davam mais vontade de chorar), foi um mostruário de demagogia, golpes baixos e incapacidade de debate de ideias, que seguramente estão ausentes de todas aquelas cabeças.



Vital Moreira foi de uma desonestidade intelectual a toda a prova, com uma pose de superioridade moral totalmente fora de contexto, conseguindo fazer corar de vergonha qualquer pessoa quando, a propósito não sei de quê, resolveu dizer a Paulo Rangel que não tinha sido nomeado para resolver um problema interno do partido. Extraordinariamente também não conseguia avaliar a actuação de Durão Barroso porque ele ainda não tinha acabado de cumprir o mandato.



Paulo Rangel, com a sua forma gongórica e redonda foi atrás de todos e a propósito do que iam dizendo lá se indignava com o depauperamento moral do seu adversário Vital Moreira, não se excluindo da desvergonha ao lembrar o passado político de Vital Moreira e a sua desvinculação do PCP.



Ilda Figueiredo disse o costume, com a entoação do costume, contra aquilo que é costume, com um tom exactamente igual ao de Mário Nogueira. Não se distinguem os dois discursos. Mas, pelo menos, não foi abjecta.



Miguel Portas foi o que mais tentou discutir matérias europeias. Mas a demagogia pura, o encostar-se a torto e a direito a Manuel Alegre totalmente a despropósito e o tom de educador da classe operária, estragaram tudo.



Nuno Melo teve muita convicção sobre nada e coisa nenhuma, atirando números sobre QREN e outras siglas sem que ninguém tivesse percebido se era ou não verdade o que dizia.



Das bancadas ouviam-se gritos e dichotes de Ana Gomes, de Edite Estrela e de outras figuras que não consegui identificar.



Este foi apenas o primeiro debate. Nem quero imaginar como serão os últimos.


 

18 abril 2009

Viva La vida

 



(Coldplay)


 


I used to rule the world

Seas would rise when I gave the word

Now in the morning I sweep alone

Sweep the streets I used to own


 


I used to roll the dice

Feel the fear in my enemy's eyes

Listen as the crowd would sing:

"Now the old king is dead! Long live the king!"


 


One minute I held the key

Next the walls were closed on me

And I discovered that my castles stand

Upon pillars of salt and pillars of sand


 


I hear Jerusalem bells a ringing

Roman Cavalry choirs are singing

Be my mirror my sword and shield

My missionaries in a foreign field

For some reason I can't explain

Once you go there was never, never an honest word

That was when I ruled the world

(Ohhh)


 


It was the wicked and wild wind

Blew down the doors to let me in

Shattered windows and the sound of drums

People couldn't believe what I'd become


 


Revolutionaries wait

For my head on a silver plate

Just a puppet on a lonely string

Oh who would ever want to be king?


 


I hear Jerusalem bells a ringing

Roman Cavalry choirs are singing

Be my mirror my sword and shield

My missionaries in a foreign field

For some reason I can't explain

I know Saint Peter will call my name

Never an honest word

But that was when I ruled the world

(Ohhhhh Ohhh Ohhh)


 


I hear Jerusalem bells a ringing

Roman Cavalry choirs are singing

Be my mirror my sword and shield

My missionaries in a foreign field

For some reason I can't explain

I know Saint Peter will call my name

Never an honest word

But that was when I ruled the world

Oooooh Oooooh Oooooh

 

O vídeo Freeport da TVI

Estive a ver o famoso vídeo sobre o Freeport e há várias coisas que não percebo (e quem fazia as perguntas também não…).



  1. Qual o exacto montante de dinheiro que foi usado para o suborno? Fala-se em 500.000, não se sabe se euros, libras ou contos, e posteriormente em 2 ou 3 milhões de euros.

  2. A quem foi pago o dinheiro? Segundo Charles Smith foi pago em dinheiro vivo a um homem de Sócrates que, mais tarde, é identificado como o primo, mas também se fala no Secretário de Estado do Ambiente.

  3. Como foi pago o dinheiro? Segundo Charles Smith foi pago durante 2 anos, entre 2002 e 2003 após a aprovação do projecto, altura em que o PS não estava no governo. A ser verdade e dividindo 500.000 por 24 meses, Sócrates, o primo ou o Secretário de Estado do Ambiente recebeu 20.833,33 euros, libras ou contos por mês.

  4. Qual o objectivo de pagar um suborno para aprovar um projecto se o projecto já tinha sido aprovado, estando ainda por cima o PS na oposição, não se fazendo ideia quando poderia voltar ao poder?

  5.  


Discurso presidencial

 


O discurso de Cavaco Silva é, de facto, um libelo ao capitalismo, à desresponsabilização das empresas, a este e aos outros governos, incluindo os seus, ao arrivismo, demagogia e oportunismos de todas as épocas, nomeadamente daqueles que querem regressar ao intervencionismo estatal sem regras, como o BE, é um bom discurso em que todos nos devemos olhar ao espelho, incluindo o Presidente da República. 


 


(…) na génese da crise financeira e económica que o mundo enfrenta, muito pesaram a violação de normas éticas e a adopção de comportamentos de risco cujo impacto sobre o sistema financeiro e o bem-estar das populações não foi devidamente ponderado. Para além da imprudência e, mesmo, da incompetência reveladas na avaliação e tomada de riscos, muitos foram os gestores financeiros que, simplesmente, perderam o sentido da decência (…) A assunção de riscos desproporcionados e a falta de transparência do sistema financeiro acabaram por ser estimuladas por uma regulação insuficiente, por uma supervisão deficiente e por uma visão imediatista do sucesso económico e empresarial e do desempenho individual. (…)


 


(…) Creio que faltou vontade política e económica para questionar o caminho que estava a ser seguido e que há muito suscitava reservas. É legítimo, por isso, dizer que a ausência de valores nos mercados, na política e nas instituições financeiras terá sido uma das razões de fundo explicativas desta crise. (…)


 


(…) Muitos dos agentes que beneficiaram do status quo – e que tiveram um papel activo nesta crise financeira – continuam a ser capazes de condicionar as políticas públicas, quer pela sua dimensão económica quer pela sua proximidade ao poder político. Acresce que, num cenário de dificuldades, e sob a pressão da necessidade urgente de agir, as decisões nem sempre são ponderadas devidamente, acabando por abrir espaço para o desperdício de recursos públicos ou para a concentração desses recursos nas mãos de uns poucos, precisamente aqueles que detêm já maior influência junto dos decisores. (…)


 


(…) Seria um erro, no entanto, pensar que a obrigação de acautelar os princípios de justiça, de equidade e de coesão recai apenas sobre os decisores políticos. É nas empresas e no diálogo entre elas e dentro delas que começa esta responsabilidade. Nos últimos anos, assistiu-se, em muitos países desenvolvidos, a uma crescente fragilização do tecido social, resultado de uma enorme complacência face às desigualdades de rendimentos e de direitos e aos ganhos desproporcionados auferidos por altos dirigentes de empresas. (…) Seria política e socialmente perigoso e eticamente condenável que a crise fosse aproveitada para acentuar esta fragilidade, repercutindo os custos da actual situação económica sobre os mais desprotegidos. (…)




(…) É urgente que os decisores reajustem as prioridades e corrijam as injustiças e os erros que a crise desmascarou. Devem fazê-lo com sentido de humildade. É urgente colocar no topo da agenda, ao lado da liberdade, a responsabilidade, a solidariedade e a coesão sociais, e compreender a importância que a verdade, a transparência e os princípios éticos têm no bom funcionamento de uma economia e no desenvolvimento de uma sociedade. (…)


 


(…) Este é um período em que se pede ao Estado um maior activismo. No entanto, esta não é altura para intervencionismos populistas ou voluntarismos sem sentido. Os recursos do País são escassos e é muito o que há ainda por fazer. É preciso garantir o máximo de transparência na utilização dos dinheiros públicos. Desde logo, por uma questão de respeito para com os contribuintes. (…)




(…) Este é também um tempo em que às empresas portuguesas se exige rigor económico, visão estratégica e, igualmente, clarividência social. É importante que a responsabilidade das empresas não se esgote na sua área específica de negócio e inclua a promoção da justiça, da equidade e da valorização humana. (…)

Shame on us all

Ia escrever um post sobre o preconceito e a emoção. Mas a Cristina já o escreveu. Faço minhas as suas palavras.


 


E, já agora, assistam.


 



 

17 abril 2009

Xutos e pontapés

 


O total disparate que se tem feito à volta de uma canção dos Xutos e Pontapés, pelo facto de ser uma crítica ao Primeiro-ministro, é completamente ridícula.


 


E qual é o problema? Porquê tamanha publicidade que deu para notícia de telejornal? Os Xutos e Pontapés não podem criticar Sócrates? Isso não é normal em democracia? Porque é que os media tratam este assunto como anormal? É porque o querem transformar num facto político? Até foram entrevistar deputados pedindo-lhes uma interpretação (difícil!) para a letra da canção. E lá estavam todos, inclusivamente Manuel Alegre.


 


Mas não há mais nada para noticiar?


 


Entretanto o Sol faz-nos o obséquio de interpretar as palavras de Cavaco Silva que, obviamente, são uma duríssima crítica ao governo.


 


Haja paciência.


 

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...