11 março 2009

Desafio vezes dois (ou três?)

 


Bem, embora já tenha respondido a este desafio, Tomás Vasques resolveu fazer-mo de novo. Não sei como, mas lá deve saber que sou do género de ler vários livros ao mesmo tempo e de não ser um primor de arrumação.


 


Sendo assim, o livro que, neste momento, tenho mesmo à medida do braço estendido é de José Eduardo Agualusa, Um Estranho em Goa, por sinal muito bom.


 


A quinta frase completa da pág. 161 é... Tremia. Verdade, é mesmo Tremia.


 


Depois de tão lacónica descrição de emoções, estendo a teia a mais cinco blogues:



 Bem, segue outra roda.


 



 

08 março 2009

Jacqueline du Pré (2)

 



Edward Elgar: Concerto para violoncelo - 2º movimento


Violoncelista: Jacqueline du Pré


Maestro: Daniel Barenboim

Todos os dias

 


O dia da mulher é todos os dias.


 


Todos os dias em que lutam pelo seu sustento, pela sua dignidade, pela sua profissão, pelos seus direitos, pela sua felicidade.


 


Todos os dias em que contam o dinheiro, em que lavam, vestem, alimentam, acarinham e castigam os filhos.


 


Todos os dias em que se olham ao espelho e esticam com os dedos a pele das rugas, em que reinventam o brilho dos olhos e da alma.


 


Todos os dias em que amam e odeiam, em que riem e choram, em que se dão e se usam.


 


Todos os dias.


 


Tal como eles.


 

Carácter

 


As declarações de José Lello são o que de pior se pode fazer. Se mandatado ou não para malhar em Manuel Alegre, a acusação de falta de carácter é mentirosa.


 


Manuel Alegre pode ser muita coisa e, ultimamente, parece estar a fazer todos os possíveis para perder a credibilidade que tinha, mas a falta de carácter é de quem assim o apelida.


 

07 março 2009

Soluções governativas

 


O pedido de Sócrates para uma nova maioria absoluta é natural e lógica. Da parte dele, do PS e de uma governação estável.


 


As maiorias absolutas têm, na minha opinião, mais desvantagens que vantagens. E a do PS de Sócrates, tal como as do PSD de Cavaco anteriormente, é disso plena demonstração. O governo tende a hegemonizar-se na discussão política, desvalorizando e desprezando os debates parlamentares. No último que vi, Sócrates não respondeu a uma única pergunta da oposição, aproveitando o tempo que lhe cabia para falar contra as oposições e fazer propaganda política.


 


Por outro lado, as maiorias absolutas de um partido apagam os debates no seio dos próprios partidos, eternizando-se a solução única, condenando-os a uma travessia do deserto após a queda do líder. Foi assim no PSD e será assim no PS.


 


No contexto político em que estamos, no entanto, no Portugal de 2009, temos uma esquerda em que o BE já afirmou que nunca viabilizará um governo do PS, nunca se coligará nem apoiará o PS, porque o seu objectivo não é governar mas ser oposição, sempre. Por outro lado há o PCP que tem uma visão da sociedade que não evoluiu desde 1974, começando no discurso de Jerónimo de Sousa e acabando no sindicalismo que lhe está afecto.


 


Se o PS não tiver maioria absoluta resta-lhe formar um governo minoritário, com o tempo de vida que se lhe adivinha, ressuscitar o bloco central, que é no que parece apostar o PSD, ou depender de Paulo Portas.


 


Portanto António Costa tem toda a razão: quem quer votar à esquerda só pode votar PS ou então arrisca-se a fazer o jogo da direita. O BE colocou-se na posição de abrir a porta a governos de ou com a direita, mesmo que a votação na esquerda seja largamente maioritária.


 


Estes são os paradoxos a que pode conduzir o populismo. Mas não será nenhuma tragédia, nem nenhum colapso governativo. Será apenas uma solução pior que a da maioria absoluta do PS.

 

Desafio

 


Nunca resisto a um desafio destes.


 


No livro que tenho mesmo à mão (Campos de Castilla, de Antonio Machado), na pág. 161, a 5ª frase completa é uma parte de um poema que se chama La Casa:


 


(...)


Al arrimo del rescoldo


del hogar borbollonean


dos pucherillos de barro,


que a dos familias sustentan.


(...)


 


É claro que vou desafiar mais cinco, tal como me compete:



Segue a roda.


 

Desigualdade persiste

 


Em tempos de crise são sempre elas as primeiras e as que mais gravemente a sentem.


 


Não só porque ganham menos que eles, como porque perdem mais rapidamente o emprego, como porque ainda têm que prover ao sustento e acompanhamento dos filhos, netos e pais.


 


São sempre mais pobres e por mais tempo. Portugal, infelizmente, não é excepção, antes a regra.


 

Mudanças

  Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...