02 julho 2008

Libertada


 


Finalmente libertaram Ingrid Betancourt!


 


(tomei conhecimento aqui)

Entrevista a José Sócrates

José Sócrates safou-se bastante bem. Está em campanha eleitoral, explicou os problemas da crise internacional, soube introduzir as alterações e as benesses que vai distribuir agora. Foi contido, incisivo, pragmático e pragmático.


 


Respondeu bem às obras públicas, nomeadamente ao TGV, ao aeroporto (que foi um enorme imbróglio), às barragens e às auto-estradas, respondeu bem ao discurso derrotista e populista da crise e do drama. Respondeu menos bem à crise dos camionistas e à forma como tem reagido às contestações sociais.


 


O estudo de uma sobretaxa às mais valias das petrolíferas, o aumento das deduções das taxas de juro à habitação e a alteração do IMI, foram um enorme golpe para calar o BE e o PCP. A leitura das propostas do PCP foi mortal para este. Mas Sócrates não precisa de matar o PCP, ele próprio o faz continuamente.


 


Cinquenta vezes Sócrates em vez de uma só Manuela Ferreira Leite.

01 julho 2008

Entrevista a Manuela Ferreira Leite

Ou seja, a Dra. Manuela Ferreira Leite considera que não faz ideia nenhuma dos encargos dos vários investimentos públicos que o governo vai fazer, mesmo tendo estado em governos que decidiram esses mesmos investimentos públicos, alguns em compromisso com outros países e com co-financiamento da UE, coisa a que não respondeu, o que vai fazer ao tal dinheiro de Bruxelas.


 


Também acha que o país, que atingiu o valor mais baixo de défice dos últimos anos, ao contrário do que aconteceu quando foi Ministra das Finanças, que o país está mais endividado do que nunca. Estaria a referir-se às famílias, ao Estado?


 


Quanto à redução do défice, afinal as contas públicas já não são prioritárias. Só no tempo dela é que eram, embora não o tenha conseguido fazer.


 


Enfim, os pobres podem ficar descansados, os velhos pobres e os novos pobres, porque a Dra. Manuela Ferreira Leite, que dá o dito por não dito em tudo, vai agora em socorro da emergência social, que ela sabe, e todos nós sabemos que existe, embora não haja estudos, o que é uma pena, e embora os relatórios sobre a pobreza não digam exactamente isso.


 


Todos devem ter acesso ao SNS mas quem pode deve pagar mais do que quem não pode. Como é que isso se faz? Divide-se a classe média, não sei para quê, porque não explicou. Afirma peremptória que Correia de Campos tinha razão nos seus objectivos (lembremo-nos que Correia de Campos sempre defendeu a redução do desperdício, a racionalização dos custos mas, e acima de tudo, a universalidade do SNS), mas não tinha razão na forma, porque fechou serviços onde não havia alternativas.


 


A Dra. Manuela Ferreira Leite quer ganhar as eleições com maioria absoluta. É contra o bloco central – concordamos numa coisa!


 


Quem não gostava do populismo a Santana Lopes e de Luís Filipe Menezes é capaz de gostar um pouco mais deste. Enfim, sempre é uma mulher na política, que fica tão bem nesta nossa sociedade tão machista!

29 junho 2008

Inevitabilidade


(pintura de Laurie Zagon: warm changes)


 


Pesa-me o ar

este amarelo pardo

amolecida a vontade de mudar


pesa-me a espera

da inevitabilidade de mudar.

Olé, olé!


 


 


Que grande jogo fez a Espanha, que venceu com toda a justiça.


 


Parabéns aos nuestros hermanos.

Suspensão do juízo

A partir de agora, e sempre que algum médico for agredido nos serviços de urgência de um hospital, fecham-se as urgências; sempre que algum funcionário das finanças for insultado, deixa de se cobrar impostos.


 


A falta de juízo destes titulares de um órgão de soberania é realmente inédita. E a falta que faz.


 


Nota: vale a pena ler Ferreira Fernandes e Nuno Brederode dos Santos, ambos no DN on-line.

28 junho 2008

Oposição

Manuela Ferreira Leite tem gerido as suas funções como líder do PSD, não gerindo.


 


A ideia peregrina de tornar a dar o dito por não dito no caso dos investimentos públicos, leia-se TGV e novo aeroporto, por parte de quem teve responsabilidades políticas e executivas na decisão de avançar, e na definição dos traçados e das localizações, é mais uma machadada na credibilidade dos actores políticos.


 


E as novas palavras de ordem como emergência social não justificam nada. O mais triste é que ninguém acredita que esta posição seja ditada por convicções mas apenas por oportunismo político.


 


Será esta a credibilidade que se quer contrapor a Sócrates?


 


Vai ser interessantíssimo observar Pacheco Pereira e António Costa na Quadratura do Círculo, muito interessante mesmo.

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...