Ou seja, a Dra. Manuela Ferreira Leite considera que não faz ideia nenhuma dos encargos dos vários investimentos públicos que o governo vai fazer, mesmo tendo estado em governos que decidiram esses mesmos investimentos públicos, alguns em compromisso com outros países e com co-financiamento da UE, coisa a que não respondeu, o que vai fazer ao tal dinheiro de Bruxelas.
Também acha que o país, que atingiu o valor mais baixo de défice dos últimos anos, ao contrário do que aconteceu quando foi Ministra das Finanças, que o país está mais endividado do que nunca. Estaria a referir-se às famílias, ao Estado?
Quanto à redução do défice, afinal as contas públicas já não são prioritárias. Só no tempo dela é que eram, embora não o tenha conseguido fazer.
Enfim, os pobres podem ficar descansados, os velhos pobres e os novos pobres, porque a Dra. Manuela Ferreira Leite, que dá o dito por não dito em tudo, vai agora em socorro da emergência social, que ela sabe, e todos nós sabemos que existe, embora não haja estudos, o que é uma pena, e embora os relatórios sobre a pobreza não digam exactamente isso.
Todos devem ter acesso ao SNS mas quem pode deve pagar mais do que quem não pode. Como é que isso se faz? Divide-se a classe média, não sei para quê, porque não explicou. Afirma peremptória que Correia de Campos tinha razão nos seus objectivos (lembremo-nos que Correia de Campos sempre defendeu a redução do desperdício, a racionalização dos custos mas, e acima de tudo, a universalidade do SNS), mas não tinha razão na forma, porque fechou serviços onde não havia alternativas.
A Dra. Manuela Ferreira Leite quer ganhar as eleições com maioria absoluta. É contra o bloco central – concordamos numa coisa!
Quem não gostava do populismo a Santana Lopes e de Luís Filipe Menezes é capaz de gostar um pouco mais deste. Enfim, sempre é uma mulher na política, que fica tão bem nesta nossa sociedade tão machista!
Gostei tanto do que aqui disseste! Felizmente que nem todos têm memória curta. É tão giro apreciar as prioridades (e os discursos políticos) a vogar, ora para lá, ora para cá, conforme as conveniências. Dos próprios entenda-se, raramente (para nunca dizer nunca) da populaça que somos nós todos que constituímos o país.
ResponderEliminarNada de novo na frente ocidental... para quem tem memória!
ResponderEliminarComo muito bem analisa, Santana Lopes, de saias, teria feito a mesma figura.