Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
19 junho 2008
18 junho 2008
Que Europa queremos?
O resultado do referendo ao Tratado de Lisboa tem sido muito comentado por várias pessoas, entre as quais Luís Naves, do Corta-fitas, que sempre se debruçou seriamente sobre a construção da nova Europa.
Do seu último post sobre o assunto, tenho a comentar que:
O argumento do número de habitantes em vez do número de países, para se avaliar da democraticidade e dos equilíbrios de poder, esquece que a União Europeia não é um país nem um Estado soberano. Ou seja, são os Estados independentes que devem ser colocados em pé de igualdade e não a soma dos habitantes de cada país.
Mais uma vez o critério da maioria populacional. Por outro lado as decisões por maioria qualificada de número de Estados, com tão grande número de Estados, pode ser facilitdora.
A desconfiança existe e tem razão de ser. Em primeiro lugar é tão democrática a ratificação no Parlamento como em referendo. O que já não é democrático é a não realização de referendo pelo receio da rejeição, já não falando na quebra de promessas eleitorais. Não houve qualquer cuidado em tentar fazer campanha a favor da bondade deste tratado, mas houve todas as cautelas para evitar os referendos. Isso é que me parece pouco democraático.
E será que os cidadãos europeus querem ou sentem necessidade de ter uma Europa diferente? Já alguém se deu ao trabalho de os convencer que o aprofundamento político é melhor que a manutenção de uma gigantesca zona de comércio?
(...) Na minha opinião, esta é a discussão que interessa ter. Que Europa queremos. (...)
Concordo totalmente. Mas essa é a discussão que nenhum patido político quer ter. E é isso que faz com que as opiniões públicas desconfiem destes tratados.
Provas de aferição
Não há dúvida que a melhoria nos resultados das provas de aferição de Matemática e Língua Portuguesa dos 4º e 6º anos são um pouco suspeitas, levando rapidamente à conclusão de diminuição acentuada da exigência.
No entanto, se analisarmos os resultados por níveis, de E (o pior) para A (o melhor), os resultados podem ter outra leitura.
Na Língua Portuguesa:
Na Matemática:
Enfim, as curvas estão mais ou menos na mesma. Estou com Nuno Crato: os resultados do PISA são mais fidedignos e de 2003 a 2006 não houve quaisquer alterações (em Matemática, pelo menos).
15 junho 2008
Em linha recta
(pintura de Pamela Miller: Aqua origins 2)
Em linha recta
contornamos esquinas
colidimos a cada segundo
com a realidade das curvas
para o sonho dos poemas
das flores das cidades
dos abraços da vida
sem desvios.
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