Nestes últimos meses, com maior incidência nas últimas semanas, tem-se assistido a um aumento da conflitualidade social por toda a Europa, com vozes crescentes a manifestarem-se e com partidos e associações políticas a trocarem acusações sobre neoliberalismo e socialismo capitalista.
Em Portugal a esquerda demagógica e populista, encimada pelo rejuvenescido Bloco de Esquerda, que espreita todas as situações em que pode explorar os descontentamentos dos cidadãos, independentemente da legitimidade dos processos, não apresenta qualquer ideia ou alternativa às várias políticas seguidas por este governo.
O que está a acontecer em Portugal e noutros países da Europa com os protestos dos empresários de camionagem, que usam de métodos criminosos para obrigar os seus empregados ou companheiros a cumprirem uma paralisação, bloqueando estradas e fronteiras, com a conivência dos governos eleitos democraticamente, que têm medo de usar a autoridade de que estão investidos de forma a garantirem a todos os cidadãos a sua segurança e a sua liberdade, não pode deixar de indignar quem se reclama defensor da democracia.
E no entanto, embora de imediato tenha havido reacções dos partidos políticos que se dizem de esquerda ao triste, anedótico e bafiento lapso do Presidente, que mais uma vez demonstra a falta de estatura para o cargo que ocupa, exigindo pedidos de desculpa e explicações, não reparei nos protestos de indignação pelas ilegalidades e pelos crimes que se passaram à vista de todos (com algumas raras excepções), altamente propagandeados pelas televisões. Nem os ditos blogues alinhados à esquerda dedicaram duas linhas a este grave problema, mais grave que a raça do Presidente.