10 junho 2008

Vamos lá a ser felizes

Hipóteses de felicidade (considerando 8h/dia para dormir...):



  • 48h/5dias = 9,6h; 24h–9,6h=14,4h;14,4h–8h=6,4h - 6,4h livres/dia


Para que são precisas mais horas por dia, se a nossa vida é mesmo o trabalho? Sempre temos o sábado e o domingo.



  • 60h/5dias=12h; 24h–12h=12h; 12h–8h=4h - 4h livres/dia

  • 60h/6dias=10h; 24h–10h=14h; 14h–8h=6h - 6h livres/dia


Para que são precisas mais horas por dia, se a vida é mesmo o trabalho? Sempre há o sábado e o domingo… talvez melhor só o domingo, ou o sábado.



  • 65h/5dias=13h; 24h–13h=11h; 11h–8h=3h - 3h livres/dia

  • 65h/6dias=10,8h; 24h–10,8h=13,2h; 13,2h–8h=5,2h - 5,2h livres/dia

  • 65h/7dias=9,2h; 24h–9,2h=14,2h; 14,2h–8h=6,2h - 6,2h livres/dia 


Se calhar é melhor prescindir do sábado, ou do domingo, ou mesmo dos dois. Também, para que é que servem?

A liberdade de alguns

Nestes últimos meses, com maior incidência nas últimas semanas, tem-se assistido a um aumento da conflitualidade social por toda a Europa, com vozes crescentes a manifestarem-se e com partidos e associações políticas a trocarem acusações sobre neoliberalismo e socialismo capitalista.


 


Em Portugal a esquerda demagógica e populista, encimada pelo rejuvenescido Bloco de Esquerda, que espreita todas as situações em que pode explorar os descontentamentos dos cidadãos, independentemente da legitimidade dos processos, não apresenta qualquer ideia ou alternativa às várias políticas seguidas por este governo.


 


O que está a acontecer em Portugal e noutros países da Europa com os protestos dos empresários de camionagem, que usam de métodos criminosos para obrigar os seus empregados ou companheiros a cumprirem uma paralisação, bloqueando estradas e fronteiras, com a conivência dos governos eleitos democraticamente, que têm medo de usar a autoridade de que estão investidos de forma a garantirem a todos os cidadãos a sua segurança e a sua liberdade, não pode deixar de indignar quem se reclama defensor da democracia.


 


E no entanto, embora de imediato tenha havido reacções dos partidos políticos que se dizem de esquerda ao triste, anedótico e bafiento lapso do Presidente, que mais uma vez demonstra a falta de estatura para o cargo que ocupa, exigindo pedidos de desculpa e explicações, não reparei nos protestos de indignação pelas ilegalidades e pelos crimes que se passaram à vista de todos (com algumas raras excepções), altamente propagandeados pelas televisões. Nem os ditos blogues alinhados à esquerda dedicaram duas linhas a este grave problema, mais grave que a raça do Presidente.

Regresso à escravatura

Hoje acordámos com uma notícia da TSF em que se dizia que os ministros do trabalho da EU aprovaram a ultrapassagem das 48 horas de trabalho por semana, aceitando como normal as 60 horas, podendo ir até às 65 horas nalgumas profissões, como os médicos.


 


Como é possível que esta União Europeia, que negoceia e aprova tratados nas costas dos cidadãos, tenha a audácia de regressar às leis da selvajaria no mercado de trabalho, olhando para os cidadãos que jurou proteger como uma horda de escravos modernos que, para além do mais, com a globalização, o aumento da tecnologia com a consequente diminuição da necessidade de pessoas para a execução de múltiplas tarefas, e a inexorável subida do desemprego, retiram qualquer capacidade de negociação por parte dos trabalhadores ou dos seus representantes.


 


Onde está a matriz social democrática europeia? Onde está a defesa da dignidade da pessoa humana e do trabalho como realização pessoal e de contribuição para a sociedade?


 


A ideologia do lucro a todo o custo e sem olhar a meios está instalada, por muito que hipocritamente se diga o contrário.


 


A globalização foi defendida como um meio para melhorar o nível de vida de todos, inclusivamente para que a Índia e a China aproximassem os seus padrões de vida dos ocidentais. Está precisamente a acontecer o contrário. A Europa está a deixar-se aproximar dos valores da exploração do trabalho e das pessoas.

09 junho 2008

A Raça do Presidente


 


Hoje eu tenho que sublinhar, acima de tudo, a raça, o dia da raça, o dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

Ilegitimidade e ilegalidade

O que se está a assistir no país com a paralisação sob coacção, dos camionistas, com o bloqueio das estradas e dos portos, com a revista dos automóveis por grevistas e a destruição e impedimento de venda de peixe, no caso dos pescadores, é absolutamente inaceitável. Onde estão os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos? Onde estão as forças de segurança?


 


Porque é que as empresas de camionagem não aumentam os preços dos seus serviços? Se o governo cede está aberta a porta para que todos os cidadãos possam reivindicar o que lhes apetecer, porque a gasolina e o gasóleo aumentou para todos e eu, para ir trabalhar, também gasto cada vez mais dinheiro em gasolina. Que tal pedir ao governo para me facilitar a vida?


 


Gostava de ouvir os campeões das liberdades e da democracia esclarecerem o que pensam sobre este assunto.


 


Se o governo ceder a estas pressões ilegítimas e ilegais, após ter resistido às manifestações e aos apelos da rua por parte dos sindicatos, pode dizer adeus ao que resta da sua credibilidade.

08 junho 2008

Yes, We can!

 


 


Olhemos como olharmos, da esquerda, da direita ou do centro, os EUA são uma grande democracia.


 


Ao contrário do que no início da campanha se previa, Barack Obama é o candidato dos Democratas. Hillary Clinton passou de uma vitória quase certa para um discurso de saída da campanha com esta dignidade:


 


Children today will grow up taking for granted that an African-American or a woman can, yes, become the president of the United States


 


Espero que Barack Obama aproveite a ideia de Hillary Clinton, que já tem décadas, de prover uma cobertura de saúde a todos os cidadãos, alterando um paradigma de assistência médica totalmente desajustada daquilo que se espera de uma democracia que vela pelos seus cidadãos. 


 



 


O mundo só tem a ganhar com a reviravolta na política americana. Mas, já agora, que ganhe Obama.


 


 


 


(Nota: o link retirei-o daqui, e dali o vídeo completo)


 

07 junho 2008

Euro 2008


 


Mesmo odiando cada vez mais a histeria futebolística, lá vou eu deitar um olhinho ao jogo e torcer para que Portugal ganhe.


 


 



 

  Erwin de Vris Aguardo. A música varre o tempo amena a brisa que consola. Aguardo a voz de quem se esconde a terra aprisionada ...