Sabemos bem que o objectivo do BE é ocupar alguns minutos da atenção de uma forma populista e demagógica, usando a sua farda moralista e de superioridade moral, que está bastante encolhida desde o episódio Verde Eufémia.
Mas a questão, independentemente do erro nos protagonistas, é real e deveria ser objecto de rigor legislativo e da verve crua e certeira do nosso tão prolixo ministro Correia de Campos.
Não sei quantos médicos deixaram o SNS e suspeito que serão muito menos do que o que se apregoa, numa excepcionalmente bem montada manobra propagandística dos grupos privados de saúde. Mas o Ministro e o Estado deveriam aprender algumas lições com esses grupos.
Uma delas é a fidelização dos colaboradores, ou seja, o objectivo de ter os profissionais a trabalhar a tempo inteiro para o grupo.
Outra o elogio e o respeito (mesmo que mais explicitado do que praticado), as condições de satisfação profissional, de realização pessoal, de acarinhamento e de sentimento de pertença.
Outra a exigência, a avaliação e o rigor. Sou totalmente a favor de controlos de qualidade, relatórios de desempenho, avaliações de produtividade, melhoria de eficiência. Mas também sou a favor do espírito de corpo, de boas condições de trabalho, de remunerações dignas, de respeito de parte a parte.
Talvez não fosse má ideia o Estado perceber que (ainda) tem os melhores e pode melhorar (ainda) a qualidade dos seus recursos humanos, utilizando a inspiração de Correia de Campos no reconhecimento público e continuado do excelente serviço público que a grande maioria dos profissionais praticam, mesmo não ouvindo elogios, mesmo tendo um salário construído com base na soma de um vencimento curto e desprestigiante com vários tipos de subsídios e estratagemas.
Exigir, responsabilizar, avaliar e credibilizar, aceitar a incompatibilidade de funções exercidas na função pública e no sector privado, fidelizando os seus funcionários com um pouco mais do que palavras destemperadas e desagradáveis, criando um verdadeiro espírito de equipa, fazendo sentir que o melhores estão no melhor lugar, trabalham o melhor possível e, por isso, são os mais apoiados.
Seria muito mais difícil a Francisco Louçã atrapalhar, mesmo que por pouco tempo, o Primeiro-Ministro que demonstrou, mais uma vez, pouca flexibilidade no encaixe e, pior, nenhum argumento credível.
Mas a questão, independentemente do erro nos protagonistas, é real e deveria ser objecto de rigor legislativo e da verve crua e certeira do nosso tão prolixo ministro Correia de Campos.
Não sei quantos médicos deixaram o SNS e suspeito que serão muito menos do que o que se apregoa, numa excepcionalmente bem montada manobra propagandística dos grupos privados de saúde. Mas o Ministro e o Estado deveriam aprender algumas lições com esses grupos.
Uma delas é a fidelização dos colaboradores, ou seja, o objectivo de ter os profissionais a trabalhar a tempo inteiro para o grupo.
Outra o elogio e o respeito (mesmo que mais explicitado do que praticado), as condições de satisfação profissional, de realização pessoal, de acarinhamento e de sentimento de pertença.
Outra a exigência, a avaliação e o rigor. Sou totalmente a favor de controlos de qualidade, relatórios de desempenho, avaliações de produtividade, melhoria de eficiência. Mas também sou a favor do espírito de corpo, de boas condições de trabalho, de remunerações dignas, de respeito de parte a parte.
Talvez não fosse má ideia o Estado perceber que (ainda) tem os melhores e pode melhorar (ainda) a qualidade dos seus recursos humanos, utilizando a inspiração de Correia de Campos no reconhecimento público e continuado do excelente serviço público que a grande maioria dos profissionais praticam, mesmo não ouvindo elogios, mesmo tendo um salário construído com base na soma de um vencimento curto e desprestigiante com vários tipos de subsídios e estratagemas.
Exigir, responsabilizar, avaliar e credibilizar, aceitar a incompatibilidade de funções exercidas na função pública e no sector privado, fidelizando os seus funcionários com um pouco mais do que palavras destemperadas e desagradáveis, criando um verdadeiro espírito de equipa, fazendo sentir que o melhores estão no melhor lugar, trabalham o melhor possível e, por isso, são os mais apoiados.
Seria muito mais difícil a Francisco Louçã atrapalhar, mesmo que por pouco tempo, o Primeiro-Ministro que demonstrou, mais uma vez, pouca flexibilidade no encaixe e, pior, nenhum argumento credível.



